EXCLUSIVO: Pecuária mato-grossense não aceita mais pressão das Ongs e do Ministério Público
Cansados de represálias, a produção pecuária no Mato Grosso não aceita mais a pressão de Ongs e do Ministério Público sobre exigências que vão além do intuito da preservação ambiental das florestas. Assinar o próprio TAC (Termo de Ajustamento de Condução) é confissão de culpa.
O novo presidente da Acrimat (Associação dos Criadores do Mato Grosso), José Bernardes, afirma que as mais variadas exigências impostas pelas Ongs e pelo Ministério Público são para conter e/ou retardar o crescimento do Estado, limitando a produção já que no Mato Grosso existe qualidade e menores custos na produção.
Com a recuperação da pecuária em preços para o criador em 2010, Bernardes explica que o trabalho dos criadores este ano será o que investir ainda mais na qualidade e na manutenção da produção de animais para que não haja necessidade de aumentar as áreas de cultivo e assim diminuir a pressão sob a expansão da atividade.
O futuro presidente da Acrimat reconhece a necessidade de mudança no paradigma de preservação e produção, mas lembra que há mais 60% de cobertura vegetal intacta no Estado. A assinatura do TAC limita a comercialização da carne mato-grossense no país e tira a competitividade no mercado internacional, segundo Bernardes.