EXCLUSIVO: Baixa oferta de grãos no cenário mundial para atender a demanda mostra preços firmes no mercado futuro
As chuvas irregulares na Argentina abrem o pregão na Bolsa de Chicago (CBOT) pressionando as cotações, mas caminham para uma virada no mercado. Já estimada uma perda significativa na produção argentina, a demanda firme e a recuperação da economia mundial mostram que a luta por áreas para o plantio de milho, soja, trigo e algodão nos Estados Unidos dão o ritmo para os preços no mercado futuro.
A expectativa de perdas na Argentina pode chegar a 8 milhões de toneladas de soja enquanto que as comprar chinesas devem chegar a 4,5 milhões de toneladas em janeiro. São 12% a mais com relação à 2010 e a recuperação da economia mundial mostra que a demanda por alimentos não para, fortalecendo os contratos negociados a futuro em Chicago.
Carlos Cogo, da Consultoria Agroeconômica, lembra que não apenas a soja terá redução da produtividade final, mas que o milho sofre com estoques baixíssimos e eleva os preços que puxam também o da oleaginosa. No Brasil, estima-se que sejam produzidos até 20 milhões de toneladas do milho safrinha a menos, o que compromete mais o cenário atual.
Ou seja, os estoques do cereal que caíram 13% no último ano estimula a briga por área de plantio nos Estados Unidos deve elevar até 6% das áreas para milho no país. Diante disso, Cogo calcula que a média dos preços para o mercado interno brasileiro sejam acima de R$ 26,00 a saca com base em Campinas, muito superiores se comparado com o primeiro semestre de 2010, mas que a média se mantém dependendo de como caminharem as exportações no centro-sul do país.