EXCLUSIVO: Federação quer mobilizar produtores para pressionar votação do Código pelos Senadores
Após a aprovação na Câmara dos Deputados em Brasília, o projeto que modifica o atual Código Florestal Brasileiro está prestes a ser discutido pelos Senadores, com possíveis modificações no que já foi aprovado pelos parlamentares. Com a necessidade urgente de se ter em vigor uma nova legislação que ampare juridicamente a produção agrícola, a Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato) começa a articular um posicionamento para os agricultores a fim de vencer mais esta batalha.
O presidente da Famato, Rui Prado, não teme mudanças no documento que fora relatado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), pois defende a análise minuciosa do trabalho para não dar chance outras formas de interpretação.
No caso da Emenda 164, ponto mais polêmico de toda discussão até o momento, Prado pede a consolidação dos terrenos de até 4 módulos (ou pequena propriedade) dentro da Reserva Legal ou da Área de Proteção Permanente (APPS) para que a produção de alimentos do Brasil não fique desamparada. São mais de 2 milhões de famílias que vivem nestas áreas, sobrevivendo da agricultura familiar.
Ao contrário do que afirmam os ambientalistas e representantes de Ongs internacionais, se sancionada a nova legislação pela presidente Dilma Roussef, haverá punição severa contra os crimes contra o meio ambiente e não anistia aos desmatadores. Segundo o presidente da federação, só haverá consolidação das terras se a preservação acontecer.
Prado pede para que as entidades rurais de todo o Brasil, representantes dos produtores, se organizem para pedir que Emenda 164 ampare esta cadeia agrícola, entrando em contato com os Senadores das suas regiões. Há possibilidade de que agricultores brasileiros se mobilizem em Brasília para provar votação urgente de uma lei compatível