DA REDAÇÃO: Mercado melhora para a suinocultura, mas ainda não remunera o produtor
Esses valores são bem superiores aos das últimas semanas. No período anterior ao anúncio do embargo Russo à carne brasileira, por exemplo, o quilo do suíno vivo despencou para R$1,80. “A gente tinha uma perspectiva ruim, ou nem perspectiva tinha”, lembra o presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores Suínos), Losivanio de Lorenzi.
Segundo dados da Embrapa e da Conab, o prejuízo real por suíno produzido chega R$47,00. Para piorar, desde 2004, os produtores vêm acumulando passivos. “Estamos pagando pra trabalhar”, reclama Losivanio.
Diante de tamanho prejuízo, muitos produtores optaram por abandonar a suinocultura. Por isso, os frigoríficos paulistas não encontram mais o suíno para compra, o que fez com que a sua cotação subisse. Outro fator que contribuiu para o aumento dos preços foi o mercado interno ter apresentado uma leve recuperação, devido ao clima frio, quando há um consumo maior de carne.
Entretanto, o grande diferencial apontado por Losivanio para a subida dos preços foi a divulgação do volume de exportações no início do mês de junho. “Bateram recordes, tanto em volume, como em valores”, diz.