DA REDAÇÃO: Colheita do milho safrinha avança no Brasil, com tendência de preços sustentados até o final do ano
O mercado espera uma definição climática nos Estados Unidos para direcionar para alta ou para a baixa seus preços na Bolsa de Chicago. Enquanto que no Brasil, a colheita da safrinha de milho avança para um segundo semestre de possível sustentação de preço por conta das perdas sofridas com estiagem no plantio em março e geadas em meados de junho.
Segundo o analista da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, o mercado sofre um movimento típico para a época do ano, tanto fora quanto dentro do mercado brasileiro, e recomenda qoa produtor que não deixe a instabilidade atrapalhar a participação nas vendas do cereal em condições de comercialização para não perder com a incerteza do mercado futuro.
Apesar de ajustado, milho plantado na cultura da safrinha ainda será suficiente para atender a demanda interna e a exportação que volta em agosto. Porém, a indústria de carnes, principalmente suína e frango, ainda estão no mercado e não deixam de comprar o cereal que tende a se sustentar em bons preços até o final do ano.
Para garantir o abastecimento interno, compradores oferecem pela saca de 60 quilos no interior do Brasil valor de paridade ou acima com os preços dos portos de até R$ 28,50.
Assim, Galvão lembra que nos últimos três anos, a produção de milho no Brasil vive uma revolução em tecnologia para amenizar as perdas naturais que o clima incerto pode oferecer a produção, bem como, o brasileiro tem os mesmos méritos comparativos aos produtores norte-americanos e argentinos. Ou seja, o investimento na produção atualmente é maior, mas com garantia de renda no mercado global.