DA REDAÇÃO: Crise e clima nos Estados Unidos tiram prêmio das cotações em Chicago
A semana encerra com a cotação das commodities agrícolas muito pressionadas pela situação econômica turbulenta nos Estados Unidos e a volta das chuvas no Corn Belt que devolve o prêmio sobre riscos climáticos dos preços. No curto prazo, o cenário deve continuar assim, mas os fundamentos até a definição da safra são altistas para o mercado.
Na próxima semana, os mercados deverão continuar apreensivos com as notícias de fora. Já na segunda-feira (1º), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulga mais um relatório de acompanhamento da safra, apontando os efeitos das chuvas para o melhoramento ou não das lavouras. E no dia 2 de agosto, termina o prazo para o Governo norte-americano anunciar se aumentou ou não o teto da dívida do país.
Segundo Flávio França Junior, analista da agência Safras e Mercado, se as previsões climáticas não piorarem o quadro que começa a somar perdas na produtividade, a tendência para os preços na CBOT é de queda, caso contrário, voltam a subir.
Sobre a crise financeira, França não acredita em um possível calote dos americanos para com os mercados financeiro mundial e a situação deverá se acalmar no decorrer da semana. Caso contrário, os negócios nas bolsas paralisam.