DA REDAÇÃO:Grãos devem remunerar produtor no longo prazo, prevê Coordenador do MAPA
Segundo Marcelo, é possível falar em garantia de renda para quem cultiva esses alimentos, embora o nível de preços continue oscilando. Porém, os valores ficarão sempre em patamares remuneradores e dificilmente haverá cenários de quedas das cotações como de anos anteriores.
Com o aumento consistente da importação asiática, principalmente da China, o consumo de proteína (carnes) também cresce. Como a fonte para se produzir ração animal é basicamente soja, a demanda para esse produto vai aquecer muito ao longo dos próximos anos.
Já no caso do milho, a produção de etanol à base desse cereal vai forçar a sua demanda mundial. O Brasil tem um espaço muito bom a ocupar nesse setor e o crescimento da produção desse grão, no Brasil, ocorrerá com o incremento de produtividade.
Marcelo explica, além disso, que o Brasil não deve avançar pelo caminho do etanol de milho, já que o país é mais competitivo na produção do combustível a partir da cana-de-açúcar.
Quanto ao trigo, do ponto de vista mundial, haverá crescimento tanto da produção quanto da exportação, porém, em níveis inferiores aos do milho e da soja.
O arroz tem uma situação mais delicada, pois apresenta uma situação de razoável equilíbrio no mundo, com tendência de queda no consumo. Entre as quatro culturas (soja, milho, trigo e arroz), o arroz é o que tem a tendência menos favorável.
Já o feijão, cultura basicamente para o mercado doméstico, deve manter um patamar razoável em médio e longo prazo, perdendo espaço à medida que a renda cresce. Isso porque, conforme o brasileiro melhora a sua renda, substitui o feijão por proteínas. Assim, a pressão sobre esse produto será reduzida.
O café, no longo prazo, não deve despontar como as outras culturas, mas apresenta um cenário de sustentação de preços e aumento de exportação por parte dos maiores países produtores, entre eles, o Brasil.