DA REDAÇÃO: Boi gordo pressionado no mercado físico faz cair preços também na BM&F
Historicamente, o estado sul-mato-grossense é pecuário e possuidor de poucos animais confinados. Esse tipo de criação é inviável para a região, visto que os grãos (ração de animais de confinamento) estão muito distantes para serem trazidos aos produtores desse estado.
Assim, com a produção exclusiva de boi de pasto, a oferta desses animais míngua, forçando os preços a subirem a patamares de R$ 95. “É o estado que está dando um pouco de folga para essa pressão de baixa que o confinamento vem exercendo”, diz o analista de mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, referindo-se ao Mato Grosso do Sul.
A exportação também está pressionada. “O mercado externo está passando por uma turbulência, que deve permanecer por mais tempo”, prevê.
Reposição
O boi magro está sendo extremante procurado, sobretudo em estados como Tocantins, Mato Grosso e Goiás. Com isso, os preços do magro se aproximam ao da arroba do boi gordo (R$ 92, R$ 93 no Mato Grosso do Sul), sendo que em alguns casos, a arroba do boi magro é mais cara que a do gordo.
Portanto, o melhor é adquirir bezerros (abaixo de 15 meses), que estão tendo menor procura e melhores preços.