ENTREVISTA: Confira a entrevista com Marcelo Lüders - Correpar sobre o mercado do Feijão
Mercado do feijão está muito frio, com compradores da bolsinha em São Paulo fora do mercado diante das dificuldades sentidas em se vender para os supermercados desde a virada do mês de agosto para setembro.
De acordo com Marcelos Lüders, da Correpar, os supermercados veem repondo muito lentamente os volumes de estoque feijão e o empacotador tem necessidade de baixar os preços para participar do mercado e isso já reflete também nos preços para o produtor. No entanto, segundo Lüders, a retração na demanda também atinge outros produtos industrializados.
Ainda segundo o representante da Correpar, os compradores que buscarem produtos hoje vão encontrar ofertas abaixo dos R$100. “Preço este, que não é remunerador para produtor”, afirma Lüders.
Expectativa para o mês de outubro é de preços sem maiores
variações, apesar de baixistas sob pressão de entrada da safra de São Paulo. “A
safra paulista será da ordem de 800 mil a 1 milhão de sacas de feijão. Este
número é considerado normal, mas com a demanda retraída a nova safra deve
manter os preços abaixo dos R$100/saca", ressalta.
Lüders oberseva ainda, que muitos produtores de feijão estão desestimulados com o mercado pouco remunerador frente a outras culturas, como soja e milho e que, este cenário, tem estimulado a saída destes produtores do cultivo do grão. Segundo ele, a Secretaria de Agricultura do Paraná aponta uma redução de 15% a 20% da área plantada com feijão para a próxima safra. No entanto, para a Correpar este número pode ser maior, chegando aos 25%.