DA REDAÇÃO: Escassez na oferta de grãos de qualidade sustentam preços do café em Nova York
Os ministros das Finanças das potências industrializadas e emergentes (G20) iniciaram nesta sexta-feira uma reunião para coordenar posições ante a crise financeira de países da Eurozona, que poderia derrubar a economia mundial. Entre os principais pontos da agenda do G20 figura a necessidade de recapitalizar aos bancos, devido ao grau de exposição de muitos deles à dívida grega.
Direto de Nova York, o analista da Caturra, Rodrigo Costa, diz que apesar dos temores em relação à economia mundial, a tentativa de negociação trouxe um pouco mais calma para o mercado de commodities hoje. A fraqueza do dólar também garantiu suporte aos futuros.
Ainda de acordo com ele, o mercado segue na espera da entrada do café da América Central/Colômbia e também do Vietnã. O Brasil deve ser o principal fornecedor para demanda já que a qualidade da produção de outros importantes produtores segue comprometida.
A safra 2010/2011 de café da Colômbia deve ser fechada com uma produção de no máximo 8,5 milhões de sacas em função da má qualidade dos grãos. A quebra de produtividade é considerável tendo como base os patamares de até 12,5 milhões de sacas já produzidas pelo país. Sendo assim, o mercado fica mesmo na dependência do café de qualidade do Brasil.
Para o analista, os patamares em Nova York devem permanecer elevados no primeiro trimestre de 2012. "Na minha opinião, o mercado fica entre os 240 a 270 centavos até o final de março do ano que vem", acredita.