DA REDAÇÃO: Produção de algodão excedente no mundo assusta mercados que temem uma recessão econômica
Após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgar mais um relatório de oferta e demanda aumentando a produção mundial do algodão, os preços da fibra registram queda desde a última semana na Bolsa de Nova Iorque. Além do cenário macroeconômico de incertezas sobre a situação financeira de países da Zona do Euro, uma desaceleração na economia da China ajuda a pressionar as cotações nesta terça-feira (18).
Por outro lado, o analista da Safras e Mercado, Élcio Bento, afirma que apesar do excedente mundial, os Estados Unidos, maior exportador mundial da fibra, já aponta para uma produção menor do que em temporadas passadas no país, fundamento importante para sustentar o suporte de US$ 1 por libra-peso na bolsa.
Para os brasileiros, a referência de R$ 1,70 por libra-peso, base São Paulo, mantém uma situação favorável para os produtores, pois cobre o custo da produção. No entanto, Bento explica que as exportações precisam continuar em ritmo acelerado e em volume para resistir em patamares remuneradores aos agricultores. Ele lembra que a alta excessiva desestimulou o interesse de compras por parte das indústrias e só mesmo a exportações suprirá a demanda pela produção acima do consumo no Brasil.
Vale lembrar também que a crise financeira assusta investidores do mercado e o algodão é a commodities que mais sofrerá em demanda se confirmada uma recessão mundial.