DA REDAÇÃO: Telmo Heinen contesta argumentos contrários ao novo Código Florestal de audiência pública do Senado
Publicado em 31/10/2011 13:58
e atualizado em 31/10/2011 16:30
Questão ambiental: Senado promove reunião com entidades que se posicionam contra a expansão da área agrícola no País, no dia em que a Terra atinge o numero de 7 bilhões de habitantes. Questão da Reserva Legal é motivo de maiores divergências entre produtores e ambientalistas.
Ao acompanhar a Audiência Pública do Senado, promovida na manhã desta segunda-feira (31) por setores contrários ao Novo Código Florestal Brasileiro, o consultor em comercialização Telmo Heinen constatou diversas incoerências. A mais curiosa delas foi certo índio reclamando da aplicação de agrotóxicos em alimentos que são fornecidos a ele, ao que Heinen questiona: “Ele não está na mata para viver exclusivamente de recursos naturais?”, referindo-se ao índio.
Com 61% do território nacional protegido, inclusive pelo novo texto do Código Florestal brasileiro, que inclui parques, áreas indígenas, quilombolas e reservas, a agricultura utiliza apenas 4,5% no país para produzir grãos, 2,3% para culturas perenes e 20% com pastagens. No total, nem mesmo 30% do solo brasileiro é ocupado com a produção de alimentos.
A área atual usada por essa agricultura é fundamental, ainda mais num contexto em que o planeta atinge 7 bilhões de habitantes. Para Heinen há grande incoerência no discurso de entidades religiosas contrárias ao controle da natalidade e que, ao mesmo tempo, defendem a reserva legal em áreas agricultável de primeira qualidade. Muitos desses posicionamentos baseiam-se exclusivamente no que é divulgado na mídia, como admitiu um clérigo que falou durante a Audiência Pública.
De acordo com Heinen, discussões como essas, baseadas em desconhecimento sobre a essência do tema podem pressionar a população urbana a acreditar que os recursos naturais estejam se esgotando. Além disso, induzem a conceitos errôneos, como crer que haja “anistia” em relação irregularidades ambientais, quando a palavra sequer foi citada no texto do Novo Código.
A questão controversa dos quatro módulos, aliás, levaria ao “emburrecimento geral da nação”, diz Heinen. Isso porque desestimula o agricultor familiar, detentor de menos de 4 módulos de terras, a investir e crescer, já que se tiver “4,1 módulos” terá de destinar 20% da propriedade à reserva legal. Na visão de Heinen, a legislação não incentiva o produtor a progredir.
Por:
João Batista Olivi
e
Fernanda Cruz
Fonte:
Notícias Agrícolas