DA REDAÇÃO: Demora em compras chinesas pode aumentar pressão sobre preços dos grãos
Já para o milho, o cenário é bem diferente, a produtividade e os estoques mundiais foram reduzidos e o mercado tem tendência de alta nos preços.
O analista destaca que no Brasil o USDA aumentou as estimativas de produção. “No mês passado tinha falado em 73,5 mi de toneladas e para esse mês falou em 75 mi de toneladas. Para Argentina reduziu de 56 para 52 milhoes de toneladas.”
No entanto, o que neste momento tem ditado o ritmo dos futuros das commodities agrícolas é o mercado financeiro. “Hoje, o dólar está operando em alta, com o dólar subindo há mais interesse para venda das commodities, que são cotadas no valor da moeda. Já o Euro está caindo, ou seja, a Europa não tem interesse em comprar commodities com a moeda fraca desse jeito”, explica o analista.
Ainda sobre o relatório americano, D’ávilla afirma que o mercado já está precificado e que os dados do boletim não deveriam trazer grandes movimentações. No entanto, a situação macroeconômica devem continuar puxando os preços para baixo.
Para o analista, o produtor brasileiro deve estar atendo as movimentações da China. Segundo ele, América do Sul e do Norte possuem bons estoques e plantio no Brasil vai muito bem. Se os chineses podem adiar suas compras, a oferta de soja será muito maior e o país asiático terá mais opções de compra e o mercado deve ficar pressionado. “Se a China voltar a comprar logo e EUA tiver boas vendas podemos ver o preço subir. E, se o preço subir, o produtor deve vender por que dificilmente vamos ver preços mais altos do que os já observados no decorrer de 2011”, alerta o analista.