DA REDAÇÃO: Chuvas elevam preços do feijão para cerca de R$120 em São Paulo

Publicado em 22/11/2011 13:01 e atualizado em 22/11/2011 17:09
Feijão: Chuvas prejudicam lavouras de São Paulo e reduz a oferta do grão no mercado. Preços se mantém firmes ao redor de R$ 115 a R$ 125 a saca de 60 kg. Cultivo em áreas inclinadas pode estar em xeque com exigências do atual texto do Novo Código Florestal.
Preços do feijão apresentam elevação em São Paulo, devido ao período de chuvas que dificulta a colheita do grão. As condições climáticas têm feito as cotações para o produto oscilarem e os últimos preços pagos ao produtor paulista variam de R$115 a RS125.

Esta já é a terceira safra do feijão neste ano e se concentrada no interior de São Paulo. Embora a região tenha sofrido muito com a seca, ela é a única do país a colher feijão novo com algum excedente.

O feijão do Paraná está atrasado. Ele pode vir a ser colhido no final de Novembro, início de Dezembro, mas a maior parte sai mesmo no final de Dezembro, início de Janeiro, prevê Marcelo Lüders, analista da Correpar.

Ainda, de acordo com ele, no próximo ano deve haver uma diminuição de 20% a 30% na safra do feijão, em razão da substituição das áreas destinadas ao grão pelo cultivo de milho e soja.

Código Florestal e a produção de feijão
Com a proibição das práticas agrícolas de culturas de ciclo anual em terras com inclinação acima de 25 graus, o feijão deve perder inúmeras áreas hoje destinadas à sua produção.

No Brasil, o grão é plantado em terrenos inclinados, principalmente na região Sul e no estado de Minas Gerais. “Não há dúvidas de que isso deve atrapalhar a vida do produtor, que já é bastante difícil por si só”, lamenta Lüders.

Por: e Fernanda Cruz
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família