Feijão comercial tem sido o mais valorizado nos últimos dias com preços subindo de R$ 160,00 para até R$ 220,00/saca

Publicado em 06/03/2020 14:14
Oferta menor que a demanda deve seguir até início de maio, sustentando cotações
Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE

Podcast

Entrevista com Marcelo Eduardo Lüders - Presidente do IBRAFE sobre o Mercado do Feijão

 

Download

A tendência de alta nos preços do feijão carioca, apontada desd enovembro do ano passado pelo presidente do Instituto Brasileiro do feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, continua se mantendo. De acordo com ele, até os valores dos feijões que perderam parte da qualidade aumentaram. Um possível equilíbrio nos preços pode ocorrer em maio, quando a produção da segunda safra começa a ser colhida.

Conforme Lüders explica, nos últimos dias, estes feijões com menor qualidade, os chamados feijões comerciais, que ficaram guardados, perderam cor, principalmente aqueles vindos de locais atingidos por fortes chuvas, foram os que mais se valorizaram.

"Feijões dos locais onde chouveu muito, como Paraná, Minas Gerais, Goiás, e ficaram ardidos, brotados, ou que passaram por secadora, estavam R$ 150, R$ 160 a saca, e foi o que mais subiu, passando para R$ 200, R$ 210, R$ 220, dependendo da região e da quantidade de defeitos".

No caso do feijão extra, o presidente da entidade explica que há pouca quantidade, e em São Paulo, o produto está sendo comercializado na base de R$ 260 a saca, e em Santa Catarina, R$ 250. 

O reajuste nos preços acaba sendo repassado para o consumidor nas gôndolas, e pode fazer com que a clientela migre para outras variedades de feijão comercial, como caupi ou preto. 

"O preço tem que subir para segurar o consumo, faz parte do equilibrio dessa formula oferta e demanda". 

A previsão para um possível equilibrio nos preços, segundo Lüders, pode vir a partir de maio, quando as lavouras começam a ser colhidas. Entretando, isso ainda é uma dúvida, já que essa segunda safra vai ter uma redução, devido à atratividade nos preços de milho, o que pode fazer com que o produtor se anime com os valores.

"Pode ser também que, por causa das chuvas e o atraso para plantar o milho, alguns produtores insistam no feijão, mas que também pode acabar atrasando, se o produtor demorar para decidir".  

 

Por: Aleksander Horta e Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Feijão/Cepea: Após valorizações intensas em fevereiro, mercado inicia março em ritmo lento
Federarroz, Farsul e COOPACC solicitam medidas urgentes para o setor arrozeiro
Conflitos no Oriente Médio deixam setor de arroz no BR em alerta sobre custos de produção maiores, logística mais cara e escoamento global
Arroz/Cepea: Fevereiro fecha com alta nos preços, mas negociações seguem lentas no RS
StoneX corta previsão de safra de soja do Brasil e eleva a de milho
Limitada agora, exportação de sorgo do Brasil deve avançar no 2º semestre, diz chinesa Hang Tung