Safra de feijão está sendo colhida em Mangueirinha/PR e estiagem derrubou produtividades para menos de 10 sacas por hectare

Publicado em 06/05/2020 11:13
Normal para a região seriam 40 sacas, mas somente áreas de mais altitude conseguem resultados melhores, na casa das 30 sacas. Preços pagos aos produtores estão bastante atrativos, mas falta de produto para negociar prejudica o fechamento das contas
Laércio Dalla Vecchia - Produtor Rural

Podcast

Safra de feijão está sendo colhida em Mangueirinha/PR e estiagem derrubou produtividades para menos de 10 sacas por hectare

 

Download

O Paraná enfrenta dificuldades com a falta de chuvas que impacta também na segunda safra de feijão, que foi plantada entre os meses de janeiro e fevereiro e, neste momento de colheita avançando, registra quedas significativas na produtividade.

Segundo o produtor rural de Mangueirinha/PR, Laércio Dalla Vecchia, o normal para região seria colheita de 40 sacas por hectare, porém as regiões mais altas, que conseguiram ter temperaturas mais amenas, registram médias de 30 sacas por hectare. Já nas áreas mais baixas a média mal chega as 10 sacas por hectare.

A queda na produtividade é tão grande que nem mesmo os preços em alta oferecidos aos produtores dão conta de cobrir os custos de produção, já que há pouco produto para ser negociado. Vecchia conta que a saca de feijão preto está sendo vendido entre 200 e 220 reais e o carioca negociado por R$ 300,00.

Confira a íntegra da entrevista com o produtor rural de Mangueirinha/PR no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Soja fecha semana com portos testando R$ 138/sc, acima da paridade; milho tem pressão mais acentuada
Soja fecha semana com portos testando R$ 138/sc, acima da paridade; milho tem pressão mais acentuada
Santa Catarina avança na preparação do solo para receber próxima safra de arroz
IAC comemora 139 anos com feijão gourmet tolerante ao escurecimento do grão
Chuvas no Paraná limitam colheita do milho e aumentam risco de doenças no trigo
Feijão/Cepea Qualidade dos lotes sustenta valorização