Com oferta menor do que a demanda, preços do feijão sobem e se consolidam na faixa dos R$ 300, patamar recorde para setembro

Publicado em 28/09/2026 10:22
Cenário de aperto deve persistir e produtores de São Paulo esperam aproveitar cotações elevadas até suas colheitas entre outubro e novembro
Marcelo Lüders - Presidente do IBRAFE
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Com oferta menor do que a demanda, preços do feijão sobem e se consolidam na faixa dos R$ 300, patamar recorde para setembro

 

O mercado do feijão chega ao fim de setembro com preços firmes e oferta mais restrita no Brasil. Segundo Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), a disponibilidade total do produto neste ano é menor do que a demanda observada nos últimos ciclos, cenário que levou as cotações à faixa dos R$ 300 por saca.

De acordo com Lüders, esse é um patamar recorde para o mês de setembro. O movimento já vinha sendo esperado pelo setor desde março e abril, diante da perspectiva de redução da oferta ao longo do segundo semestre.

Apesar das cotações mais elevadas, poucos produtores conseguem aproveitar plenamente o momento, já que há poucas lavouras sendo colhidas e menor volume disponível para comercialização.

A expectativa agora se volta para São Paulo, onde novas áreas devem começar a ser colhidas entre o fim de outubro e o início de novembro. Ainda assim, Lüders alerta que novembro e dezembro tendem a ser meses de oferta bastante restrita.

O dirigente também destacou que as condições climáticas em São Paulo não vêm sendo totalmente favoráveis, o que aumenta a atenção sobre o volume que efetivamente chegará ao mercado nas próximas semanas.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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