Se demanda chinesa por suínos do RS crescer, produtor terá que elevar peso de carcaça; por enquanto, Rússia lidera importações

Publicado em 22/04/2019 11:24
Enquanto é lançado nesta 2ª (22) a Frente Parlamentar da Sanidade, na Assembleia gaúcha, que pede avanço no status sanitário mas com cuidado e maior rigor dos controles, suinocultores vêem maior salto russo nas compras (37,6% no 1º trimestre) e acreditam que se a demanda de Pequim crescer, como se projeta, a produção terá que ser maior em peso dos animais. Setor não investiu em produção per capta.
Valdecir Folador - Presidente da ACSURS

Podcast

Entrevista com Valdecir Folador - Presidente da ACSURS sobre o Mercado de suínos aquecido

 

Download
 

A expectativa é que se a demanda chinesa por suínos aumentar no estado do Rio Grande do Sul, os produtores rurais vão ter que elevar os preços da carcaça dos animais. Até o momento, a Rússia é o único país que está liderando as importações.

De acordo com o Presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Folador, o impacto das exportações da Rússia foram maiores do que da China neste primeiro trimestre do ano. “Nós tivemos um total de 37,6% do que produzimos de janeiro a março sendo exportado para o mercado russo”, afirma.

A Rússia abriu mercado para quatro plantas frigoríficas do estado do Rio Grande do Sul neste ano, tendo em vista que o estado é único que está exportando para o país. Já Hong kong foi responsável por importar cerca de 21,03% e a China importou aproximadamente 10,18% dos suínos na localidade.

“Nós sabemos que grande parte da carne suína importada de Hong Kong acaba sendo destinada para a China, mas somando os dois mercados representam cerca de  31% do volume exportado”, destaca.

Atualmente, as referências para os não integrados estão ao redor de R$ 4,18/kg e os preços para os integrados estão próximos de R$ 3,35/kg. “O mercado reagiu bastante e a tendência é que se mantenha nestes patamares e ganhe espaço para subir mais um pouco”, ressalta.

Status Sanitário

Nesta segunda-feira, a Assembléia Legislativa do estado está lançando a frente parlamentar em apoio à evolução do status sanitário animal. A frente terá como objetivo dialogar com as entidades, governo federal e estadual para que consiga avançar neste setor e se tornar uma zona livre de febre aftosa sem vacinação.

“A frente vai possibilitar a todos a discutirem sobre a evolução da retirada da vacinação para buscar novos mercados e também melhorar ainda mais nosso status sanitário. Por outro lado, é o poder público que faz a manutenção desse status sanitário”, comenta.

Por: Giovanni Lorenzon e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Doença de Newcastle é confirmada em granja de perus em SC e estado mobiliza medidas de contenção
Mato Grosso registra maior volume de exportação de frango em 9 anos, aponta Imea
Produção de ovos em Minas Gerais cresce 58,1% em dez anos
China embargou apenas a carne de Santa Catarina após foco de Doença de Newcastle, diz governo
Doença de Newcastle não deve ter grande impacto para avicultura do Brasil, dizem analistas
México suspende importações de produtos avícolas do Brasil após foco de Newcastle em SC