Suinocultura cresce 2,2% em mão de obra ocupada, mas enfrenta retração geral no agro em 2025
A suinocultura ampliou sua população ocupada em 2,2% em 2025, passando para 89.302 trabalhadores, um ganho de 1.952 pessoas em relação ao ano anterior, aponta o Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, produzido pelo CEPEA em parceria com a CNA a partir de microdados da PNAD-C do IBGE. Esse resultado ajudou a estabilizar o segmento pecuário primário em +0,2% (2,709 milhões de ocupados), mas não evitou a retração de 1,1% no primário agropecuário como um todo.
O relatório do CEPEA e CNA registra que o mercado de trabalho do agronegócio brasileiro alcançou 28,4 milhões de ocupados em 2025, o maior nível da série histórica desde 2012, com expansão de 2,2% ou 601.806 novos postos, acima da média nacional de 1,7%. A suinocultura se posiciona como atividade estável na pecuária, contrastando com perdas em pesca e caprinos, e alinhada ao processo de tecnificação que reduz mão de obra manual no campo, deslocando trabalhadores para agroindústria e agrosserviços.
O agronegócio absorveu 26,3% da ocupação total brasileira, com massa salarial de R$ 67,96 bilhões (+7,2%). Houve avanço em qualificações, com redução de trabalhadores sem instrução (-7,6%) e alta no ensino superior (+8,3%), além de rendimentos médios crescentes para empregados (R$ 2.776, +3,9%) e empregadores (R$ 8.134, +2,6%), refletindo dinamismo apesar de desafios demográficos e tecnológicos.