Doença de Newcastle é confirmada em granja de perus em SC e estado mobiliza medidas de contenção

Publicado em 21/10/2026 15:26 e atualizado em 21/10/2026 16:21
Após confirmação em lote comercial em Nova Itaberaba, Cidasc realizou o sacrifício sanitário de 6 mil aves e intensifica a vigilância em raio de 10 quilômetros
Celles Regina de Matos - Presidente Cidasc
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Doença de Newcastle é confirmada em granja de perus em SC e estado mobiliza medidas de contenção

A detecção do vírus da Doença de Newcastle em uma granja comercial de perus no município de Nova Itaberaba (SC) mobilizou as autoridades de defesa sanitária animal de Santa Catarina e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A confirmação diagnóstica ocorreu no dia 18 de outubro a partir de ações de rotina e monitoramento do plantel avícola, desencadeando a imediata interdição do local e medidas rigorosas de contenção para salvaguardar o status sanitário do estado.

Detecção e eliminação do foco

O vírus foi identificado por meio de amostragem de sangue de rotina realizada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) em um lote de aproximadamente 6 mil perus com 105 dias de vida, fase próxima ao abate. A cepa detectada é relacionada a pombos, razão pela qual o lote não apresentava sintomas clínicos evidentes.

Segundo explicou Célis Regina de Mattos, presidente da Cidasc, embora o vírus de pombo costume não manifestar sintomas clínicos em perus, acordos sanitários internacionais e normas do Mapa exigem o tratamento da ocorrência como foco oficial. "Este vírus em ave como peru costuma não dar mesmo os sintomas, porém, a qualquer momento, como é um microrganismo com grande faculdade de mutação genética, ele pode desencadear a patologia", destacou Célis.

Diante da confirmação, a Cidasc e o Mapa interditaram a propriedade, impedindo a entrada e saída de materiais, aves e pessoas não autorizadas. As 6 mil aves foram submetidas ao sacrifício sanitário e devidamente enterradas, conforme os protocolos sanitários e a legislação ambiental. Atualmente, a granja passa por desinfecção de estruturas e descarte de insumos para posterior cumprimento de vazio sanitário.

Monitoramento em raio de 10 quilômetros

Para assegurar a não disseminação do agente patogênico, o serviço veterinário oficial delimitou uma área de vigilância de 10 quilômetros de raio a partir do foco. A região engloba cerca de 1.600 propriedades com criação de aves comerciais e de subsistência.

"Hoje já tenho 40 equipes trabalhando em diversas frentes nesse raio de 10 quilômetros", afirmou a presidente da Cidasc. Do total mapeado, 133 são granjas comerciais com aves a partir de 21 dias de vida, as quais passam por um inquérito sorológico aprofundado, com envio de amostras sanguíneas para análise no laboratório oficial do Mapa. À medida que os laudos negativos forem emitidos, serão liberados o trânsito de animais, novos alojamentos e a normalização de acordos comerciais com mercados importadores.

Reforço em biosseguridade e segurança do consumidor

A Cidasc reiterou aos granjeiros a necessidade de atenção máxima às práticas de biosseguridade, tais como o fornecimento de água tratada e clorada, ração protegida em silos, manutenção de telas protetoras sem aberturas e higienização/troca de calçados antes da entrada nos aviários. Também foi reforçada a orientação de que qualquer suspeita — como sinais respiratórios, torcicolo ou elevação de mortalidade — deve ser imediatamente comunicada aos escritórios da Cidasc ou secretarias municipais de agricultura.

A presidente da entidade enfatizou ainda que a ocorrência não compromete a segurança alimentar. O consumo de carne e ovos de aves permanece totalmente seguro e livre de riscos para o ser humano, uma vez que a doença não é transmitida pela ingestão desses alimentos.

Impactos para o setor

Santa Catarina ocupa o segundo lugar nacional no abate e na exportação de carne de aves, o que torna a agilidade nas medidas de contenção fundamental para preservar a cadeia produtiva e as relações com compradores internacionais. A eficiência do monitoramento precoce, que detectou o vírus antes mesmo do surgimento de sintomas clínicos ou disseminação da enfermidade, é considerada um fator positivo para a rápida retomada da normalidade no comércio e alojamento de aves na região.

* Com auxílio de IA

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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