Queda de granizo afeta lavouras de soja em Mariópolis (PR) e produtores realizam o replantio

Publicado em 10/10/2016 11:17 e atualizado em 10/10/2016 16:00
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Agricultores tentam driblar o problema da baixa disponibilidade das sementes na região. Prejuízos na localidade podem superar os R$ 12 milhões. Nas áreas de replantio, janela ideal de cultivo da safrinha já ficou comprometida. Lavouras apresentam boas condições até a semana anterior. Parreirais e plantações de milho também foram afetados pelo evento climático.

Após a ocorrência da queda de granizo, na última quarta-feira (5), o primeiro levantamento aponta para um prejuízo de R$ 12 milhões em Mariópolis (PR). Lavouras de soja, milho e parreirais foram destruídas com o evento climático. Inclusive, no caso da oleaginosa, os produtores já iniciaram o replantio das áreas afetadas.

“Temos perdas irreparáveis na região, por isso, o replantio da soja. E, além dos custos mais altos, também há a preocupação com a disponibilidade das sementes. Temos parcerias com outras cooperativas e empresas, mas não são mais as cultivares com genética melhor, buscamos o que tem no mercado”, afirma o presidente da Camisc (Cooperativa Agrícola Mista São Cristóvão), Nelson De Bortoli.

O presidente ainda reforça que a safra vinha caminhando bem na região. “Porém, agora teremos que torcer para que as chuvas apareçam. Precisamos que corra tudo bem daqui para frente, pois temos que pagar as contas, os compromissos. Teremos que produzir bem para empatar o custo do ano”, destaca.

Além disso, nas áreas de replantio, a janela ideal de cultivo da safrinha já ficou comprometida. “Estamos perdendo uma oportunidade de fazer o milho ou o feijão na segunda safra. Nossa receita será escassa para honrar os nossos compromissos. Acreditamos que os prejuízos podem ser ainda maiores e ultrapassem os R$ 20 milhões”, reforça De Bortoli.

Paralelamente, as plantações de milho também foram afetadas, mas a perspectiva é que as lavouras possam se recuperar. “O milho está na fase inicial, então tem um poder de recuperação maior. Mas onde comprometeu, acreditamos que poderemos fazer uma safrinha”, sinaliza o presidente da Camisc.

Nesse instante, a área técnica tem ajudado os produtores rurais da região para avaliar qual a melhor opção em cada região. 

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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