Geadas foram benéficas para o trigo no RS, mas excesso de chuva pode resultar em surgimento precoce de doenças nas plantas

Publicado em 06/07/2020 10:45 e atualizado em 06/07/2020 15:22
Pastagens de inverno foram recuperadas com a chuva, mas excesso de água pode dificultar trabalho com gado
Denio Oerlecke - Eng. Agrônomo e Gerente Técnico da Cotripal

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Entrevista com Denio Oerlecke - Eng. Agrônomo e Gerente Técnico da Cotripal sobre as Geadas do Trigo

 

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As geadas dos últimos dias no Rio Grande do Sul não resultaram em grandes problemas para o produtor de trigo do estado. Apesar da geada ser considerada de intensidade forte por Denio Oerlecke - engenheiro agrônomo e gerente técnico da Cotripal, aconteceram em um período positivo para o desenvolvimento do grão e é considerada benéfica para a produção. 

Denio destaca que o trigo está em fase de emergência ou vegetativa. "Nessa fase o trigo tolera muito bem as geadas e há alguns benefícios. E também o que a gente observa muito é a eliminação de várias plantas daninhas e também a soja ou milho voluntário que emerge no meio da cultura do trigo ou da aveia e acaba a geada fazendo o controle natural para evitar o desenvolvimento de doenças", afirma. 

Antes da semeadura do trigo havia também uma preocupação com a umidade do solo em todo o Rio Grande do Sul, tendo em vista que o estado passou por um longo período de estiagem. De acordo com o especialista, os volumes apesar de serem considerados expressivos, ajudou de maneira muito significativa na recuperação do solo. "Para  cultura do trigo não é tão interessante esse excesso de umidade, mas de certa forma o trigo nesta fase tolera muito bem", explica. 

O Insituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que novos volumes expressivos podem ser registrados nesta semana em todo o Rio Grande do Sul, devido a formação de um novo ciclone na região. Denio destaca que no momento o produtor precisa estar atento às questões pós chuvas, na segunda quinzena de junho e início de junho, com a possibilidade do surgimento de doenças fúngicas que podem acontecer mais cedo por conta das condições climáticas. 

Já as pastagens, que também geravam preocupação por conta da seca, se desenvolveu, mas o excesso de chuva também traz alguns problemas para o produtor que trabalha com gado. 

Veja a entrevista completa no vídeo acima

 

 

Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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