Uruguaiana/RS enfrenta falta de chuvas e plantio do arroz deverá ser menor do que o previsto

Publicado em 16/11/2022 14:27
Reservatórios estão baixos na região e produtores deverão ter que investir mais na manutenção de suas áreas, que enfrentam dificuldades de germinação
v
Roberto Fagundes Ghigino - Vice-presidente da Associação dos Arrozeiros de Uruguaiana

Podcast

Uruguaiana/RS enfrenta falta de chuvas e plantio do arroz deverá ser menor do que o previsto

 

O plantio da safra de arroz 2022/23 está próximo do final na região de Uruguaiana no Rio Grande do Sul, mas corre o risco de não chegar aos 100% devido a falta de chuvas, que já reduziu o nível dos reservatórios. 

Segundo o vice-presidente da Associação dos Arrozeiros de Uruguaiana/RS, Roberto Fagundes Ghigino, as últimas áreas não devem ser plantadas e outras, que foram semeadas, enfrentam dificuldades para germinação. 

Além de reduzir área, que já vem caindo anualmente, essa situação deverá causar aumento nos gastos dos produtores, que vão precisar investir mais em irrigação e banhamentos. Já que não há previsão de chuvas para os próximos 7 dias na região. 

Pelo lado do mercado, a liderança destaca que os preços, que estavam abaixo dos R$ 70,00 a saca melhoraram para cerca de R$ 82,00 na região da fronteira Oeste, com o bom volume de exportações de arroz em 2022 balizando as cotações à favor dos produtores. Mesmo assim, o lucro desta temporada deve ser pequeno diante do aumento dos custos de produção. 

Confira a íntegra da entrevista com o vice-presidente da Associação dos Arrozeiros de Uruguaiana/RS no vídeo. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Arroz/Cepea: Mercado interno segue com baixa liquidez; importações avançam
Exportações brasileiras de pulses crescem 30% em 2025
Dia do Feijão celebra tradição e importância nutricional do alimento
Dia do Feijão: Data reforça o valor do grão para o produtor e aponta caminhos para consumo e rentabilidade
Produção de feijão cresce em Minas e sustenta liderança no Sudeste
Feijão/Cepea: Altas seguem intensas neste começo de fevereiro; carioca lidera valorização