Santo Ângelo/RS já tem perda de 80% no milho, mas soja ainda pode se recuperar

Publicado em 12/12/2022 14:01
Liderança do município destaca terceira safra de verão consecutiva com falta de chuvas na região e safra de milho já praticamente perdida. Esperança é para retomada das chuvas na segunda quinzena de dezembro e recuperação das áreas de soja
Laurindo Nikititz - Presidente do Sind. Rural de Santo Ângelo/RS

Podcast

Santo Ângelo/RS já tem perda de 80% no milho, mas soja ainda pode se recuperar

Após um bom desempenho de produtividade e qualidade da safra de inverno de trigo e aveia, a região de Santo Ângelo no Rio Grande do Sul passa por um período sem chuvas, o que já trouxe danos irreparáveis à cultura do milho verão. 

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Santo Ângelo/RS, Laurindo Nikititz, as perdas do milho já giram entre 50 e 100%, com média de perda de 80%, o que torna essa a terceira safra de verão consecutiva praticamente perdida para o milho da região. 

Já no caso da soja, as lavouras apresentam problemas de desenvolvimento e de estande, mas ainda é possível recuperar essas áreas, caso as chuvas previstas para a segunda quinzena de dezembro realmente se confirmam. 

A liderança ainda destaca que, o bom resultado com a safra de inverno ajudou os produtores a recuperaram parte das perdas da última safra de verão 2021/22 e pode ajudar a cobrir parte do prejuízo do atual ciclo do milho. 

Confira a íntegra da entrevista com o presidente do Sindicato Rural de Santo Ângelo/RS no vídeo. 

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

FEIJÃO/CEPEA: Com demandantes retraídos, liquidez é baixa
"Não falta grão, falta fazê-lo chegar”: logística global acende alerta e expõe fragilidade no abastecimento dos grãos
Plantio do arroz chega a 15,5% e mais que dobra ritmo de 2025; chuvas interrompem avanço no RS
Chuva chegou tarde demais para ajudar nas safras de verão da UE, diz Mars
Feijão/Cepea: Feijão-preto lidera altas; carioca também se valoriza
Com oferta menor do que a demanda, preços do feijão sobem e se consolidam na faixa dos R$ 300, patamar recorde para setembro