Solução rápida dos fretes é governos reduzirem ICMS do diesel já que tabelamento não funcionará e a oferta é maior que demanda

Publicado em 13/06/2018 15:52 e atualizado em 13/06/2018 16:33
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Somatória de problemas, do aumento do frotistas com incentivos às compras de caminhões aos problemas logísticos, mas custos do diesel, redunda em problemas que também os agricultores perdem e não têm como bancar o aumento negociado pelo governo. CNA aguarda julgamento do STF sobre ação de inconstitucionalidade.
Luiz Antônio Fayet - Consultor Logística CNA

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Luiz Antônio Fayet, consultor de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), conversou com o Notícias Agrícolas nesta quarta-feira (13) para destacar a ação que foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a sustação da Medida Provisória nº832, que trata do tabelamento dos fretes.

Segundo Fayet, a MP possui uma condição de inconstitucionalidade frente ao cenário brasileiro. Ele ressalta que é difícil que um tabelamento preveja a situação de todo um país no que diz respeito ao transporte de alimentos e as diversas condições que são encontradas nos estados.

A questão, assim, possui "motivações de natureza política e também de natureza econômica", segundo ele. Os transportadores se queixam de que os fretes estão baixos, mas Fayet lembra que há um maior número de caminhoneiros neste mercado por conta da operação de financiamento de caminhões em 2015.

Agora, com o preço do combustível vinculado aos preços internacionais, a alta do dólar e a alta do petróleo traz efeitos diretos para o preço do diesel, o que causou desequilíbrio para a situação. Por sua vez, os produtores rurais ficaram com as margens apertadas, já que seus preços são definidos pelo mercado internacional.

O consultor acredita que a solução mais rápida para a questão está nas mãos dos governos estaduais, que podem diminuir os tributos sobre produtos agrícolas e combustíveis para tornar os preços mais cômodos. Essa seria, entretanto, uma saída de transição.

Por: Giovanni Lorenzon e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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