Tabelamento dos fretes pode resultar em um aumento de 150% no custo do transporte e chegar a R$ 25 bi, calcula Esalq-Log

Publicado em 20/08/2018 12:58 e atualizado em 20/08/2018 15:23
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Escoamento da soja sofrerá maior impacto com gastos que podem chegar a R$14 bi, um aumento de 156% quando comparado à safra passada
Thiago Guilherme Péra - Coordenador do Grupo de Pesquisa Esalq/LOG

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Entrevista com Thiago Guilherme Péra sobre o Impacto dos fretes nos custos de produção

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Thiago Guilherme Péra, coordenador do grupo de pesquisa Esalq/LOG, destacou, em entrevista ao Notícias Agrícolas, um estudo realizado em torno do impacto do tabelamento dos fretes em vigor no agronegócio brasileiro.

Em valores totais, esse impacto pode chegar a R$25 bilhões de reais, sendo a soja a commodity mais afetada, com US$14 bilhões de aumento em seu custo logístico.

Para transportar o mesmo volume que foi transportado em 2017, os comercializadores gastariam, então, 154% a mais com frete. Péra avalia que a tabela é distorcida e simplista em torno do que é apresentado, de forma que o preço do frete é formado por uma série de problemas. O impacto individual para cada estado também é um ponto de atenção.

 

Veja o estudo completo desenvolvido pela Esalq-Log

 

No Valor: Alta de custo com frete para exportador pode chegar a R$ 25 bilhões

A tabela de preços mínimos para o frete estabelecida pelo governo após a paralisação dos caminhoneiros no fim de maio pode ser mais salgada do que se esperava para os exportadores de produtos agrícolas do país. Estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log/USP) mostra que o aumento mínimo de custos esperado para o transporte dos produtos até os portos este ano, com a imposição da tabela, é de 70%, mas a alta pode chegar a 154% se o contratante também pagar o frete de retorno.

"Analisamos como foi o ano passado em termos de volumes exportados e como seria o custo com a tabela de fretes", explica Thiago Péra, coordenador técnico do grupo. O estudo considera os embarques de soja, milho, farelo de soja e açúcar em 2017. Um dos pontos da tabela que mais tira o sono dos exportadores é que o contratante do transporte terá de pagar o frete de retorno do caminhão vazio após o desembarque nos portos. Conforme os cálculos do grupo da Esalq-Log, num cenário em que todos os caminhões voltassem vazios dos portos, o aumento de custos chegaria a R$ 25,1 bilhões, o que representa alta de 154% sobre os valores de 2017. Sem o frete de retorno, o aumento dos custos ficaria ao redor de 70%, ou R$ 11 bilhões.

Dentre os quatro produtos analisados, a soja, carro-chefe das exportações brasileiras, teria um incremento dos gastos com transporte da ordem de R$ 13,8 bilhões, ou alta de 156% sobre os valores de 2017. O custo pode ser ainda maior para a oleaginosa, uma vez que a estimativa é que as exportações este ano sejam 8,6% maiores que em 2017.

Leia a reportagem completa no site do Valor 

Fonte: Valor

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