O que fazer com as pessoas que moram na Amazônia? Esse é o debate, diz Ministro do Meio Ambiente

Publicado em 07/08/2019 11:00 e atualizado em 08/08/2019 02:24
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"A mídia quer discutir desmatamento; nós queremos resolver a sobrevivência de 20 milhões de pessoas"
Ricardo Salles - Ministro do Meio Ambiente

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O que fazer com as pessoas que moram na Amazônia? Esse é o debate, diz Ministro do Meio Ambiente

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O foco do Ministério do Meio Ambiente é com a população que vive na Amazônia, tendo em vista que estimativas apontam que mais de 20 milhões de pessoas moram na floresta. E no entnder do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a população que mora na Amazônia precisa ter dinamismo econômico. “Para isso é necessário que tenham a atividade reconhecida e formalizada, pois toda vez que finge que uma situação não está acontecendo tem um agravamento do problema”, ressalta.

Com relação às atividades ilegais, o Ministro destaca que é motivada pela a necessidade das pessoas terem alguma atividade econômica para sustentar a família. “São brasileiros que vivem nesta região e que precisam ter opções. Por isso, o estado tem que formalizar e fazer de forma efetiva a proteção do meio ambiente”, comenta Salles.

O Ministério pretende o realizar o Zoneamento Econômico e Ecológico (ZEE) para cada estado reconhecer as potencialidades de cada região. “Por tanto é preciso ter um sistema ágil que dê resposta aos pleitos de manejo florestal legalizado. Além disso, com o zoneamento é possível reconhecer áreas com potencial agrícola e essas áreas precisam obedecer ao código florestal”, afirma.

Ministro do Meio Ambiente volta a questionar dados do desmatamento 

Em audiência na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, Ricardo Salles colocou mais uma vez sob suspeita os dados sobre desmatamento na Amazônia divulgados recentemente pelo Inpe — e que geraram uma crise no órgão, que terminou com a demissão do antigo diretor, Ricardo Galvão.

“Na semana passada, fizemos uma verificação de várias dessas informações utilizadas por terceiros. Não foi o órgão permanente [Inpe], enquanto instituição, que é respeitada e deve ser respeitada, que fez essas interpretações sensacionalistas e midiáticas. Foram aqueles que manipulam para criar factoides, e, quem sabe, conseguir mais doações das ONGs estrangeiras para os seus projetos pessoais”, afirmou o ministro do Meio Ambiente.

'Exploram petróleo no Ártico e caçam baleia', diz ministro sobre Noruega (ESTADÃO)

BRASÍLIA – O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, desqualificou as cobranças que a Noruega tem feito às mudanças no Fundo Amazônia, principal programa do País de combate ao desmatamento. Em audiência no Senado, Salles disse que a Noruega, que responde por 94% das doações de R$ 3,4 bilhões para o fundo, possui passivos ambientais.

ctv-bzp-salles Salles disse ainda que a exoneração de Ricardo Galvão do Inpe ocorreu porque o pesquisador teria divulgado informações midiáticas alarmistas Foto: REUTERS/Adriano Machado

“A Noruega é o país que explora petróleo no Ártico, eles caçam baleia. E colocam no Brasil essa carga toda, distorcendo a questão ambiental”, declarou o ministro ao comentar as negociações sobre o Fundo Amazônia.

No Estadão: Agronegócio pressiona contra retórica ambiental

O discurso adotado pelo governo Jair Bolsonaro de minimizar dados sobre aumento de desmatamento, de flexibilizar regras sobre áreas de preservação e os frequentes embates com outros países relacionados ao tema ambiental causam apreensão e têm sido classificados como prejudiciais pelo agronegócio. O incômodo se tornou explícito após publicações estrangeiras, como a revista britânica The Economist, criticarem a atual política ambiental do Brasil. 

A repercussão negativa, aliada a pressões do setor, levou a área de comunicação e o Itamaraty a prepararem uma campanha no exterior para tentar rebater narrativas que, na visão de integrantes do governo, podem afetar o País comercialmente. O agronegócio aponta risco de impacto negativo em acordos comerciais e, por tabela, na arrecadação com exportações. 

Leia a reportagem completa no site do Estadão

Veja também:

Denúncias de desmatamento causam prejuízo ao Brasil. A solução é usar imagens dos satélites para dar valor à produção agrícola, diz Marcello Brito, da ABAG

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Ida de Ricardo Salles à Câmara termina em bate-boca, por O Antagonista

 

Por: João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas

8 comentários

  • Marlene de Araujo Burjassot - 00

    Sr. Tiago Gomes, de Goiânia - GO, retransmito-lhe mensagem de um especialista em monitoramento de imagens do INPE: "Caro Márcio Guimarães, depois de concluir o IME e ter feito especialização em satélites na Universidade da Califórnia, fiz concurso, passei e conclui o Mestrado no INPE, na área de Sensoriamento Remoto Por plataformas aeroespaciais. Logo após a conclusão do Mestrado, fui escolhido, pelo próprio INPE, para fazer um curso de Pós -Mestrado, no Centro Alemão de pesquisas aeroespaciais (Munique-Alemanha) após o qual o EB, me passou "à disposição " do MCT, lotado no INPE, onde fiquei por 3 anos. Na estrutura organizacional do INPE tem um departamento chamado de OBT (Departamento de Observação da Terra) com as seguintes subdivisões:

    DSR: Divisão de Sensoriamento Remoto, responsável por interpretação de imagens de satélites óticos, radar, infravermelho e meteorológicos;

    DPI: Divisão de Provessamento de Imgens, responsável por softwares, análises e geração de informações advindas de satélites;

    DGI: Divisão de Geração de Imagens, responsável por transformar a s sinais digitais de satélites de diversos países e órbitas, disponibilizando essas imagens, a baixo custo para as demais Divisões do INPE e outros órgãos de pesquisas, produção ensino, para o Brasil e outros toa países - notadamente os sul-americanos, para os mesmos fins.

    Existem vários PROJETOS, interdivisionários que fazem uso dessas imagens.

    Um deles chama-se de PRODES (PROjeto de monitoramento do DESmatamento da Amazônia) que gera bimestralmente relatórios relacionados ao desmatamento, geral e não só da Amazônia.

    As IMAGENS DE SATÉLITES, diferente dos que muitos supõem NÃO SÃO FOTOS, são camadas matriciais digitais (8 bits ou 64 bits) cujo efeito coletivo de um conjunto de 3 matrizes PARECEM UMA FOTO.

    Essas camadas são geradas a partir dos sensores fotossensiveis dos satélites, estratificado por BANDAS ESOECTRAIS.

    Assim, por exemplo, a Banda-4, dos satélite Landsat-7, captura as frequências de 0,75 à 1,1 micrômetros, que corresponde ao INFRAVERMELHO PRÓXIMO, REFLETIDO ou ainda VEGETATIVO porque representa o PICO de reflexão da vegetação verde sadia.

    Relações matemáticas ESTATÍSTICAS, como o NDVI (Índice Normalizado de Vegetação) produz um número ESTATÍSTICO, relacionando às respostas das bandas espectrais ao volume de biomassa, ou quantidade de vegetação.

    Trabalhei nesse projeto, AINDA EM VIGOR, nos anos de 1997 à 1999, utilizando um MODELO ESTATÍSTICO, desenvolvido pela NASA, chamado de Modelo de Mistura. ENFATIZO: todos os modelos de interpretação de imagens de satélites são ESTOCÁSTICOS, de diversos correntes estatísticas internacionalmente aceitos.

    Diga-se de passagem, que eu não era o único militar do Exército que contribuímos com nossas teses de mestrado e doutorado, para o PRODES. O hoje Gen R1 Pedro Ronalt, trabalhou comigo. Enquanto eu cuidava de um atributo das imagens TEXTURA, o Ronalt cuidava da interferência de pixel nos seus vizinhos ( EXEMPLO: se numa matriz ímpar 7x7, o pixel central for BRANCO, e todos os demais pixels dessa matriz for preto, a percepção da matriz será INTEGRALMENTE PRETA, e o pixel branco será NÃO PERCEPTÍVEL)

    Cada pixel (acrônimo da expressão inglesa "picture element ") representa uma ÁREA na superfície da Terra. No satélite Landsat-7, por exemplo, cada pixel tem valor de área de 30x30 metros.

    Essa janela de 7x7 pixels, que eu usei, foi somente para uma compreensão mais SÓLIDA, para quem não é familiarizado com o tamanho de imagens de satélites. Veja bem: uma cena ("frame") do satélite Lsndsat-7, tem uma dimensão de área na Terra de aproximadamente 30x30 Km. Se cada pixel vale 30x30 METROS, é fácil perceber que a cena terá: 10.000,0x10.000 pixels.

    Concluindo, todo esse MAMBO-JAMBO teórico que precisei fazer, é para demonstrar que DEPENDENDO DO SATÉLITE ESCOLHIDO, qualquer classificação das imagens (ou partes dela) será DIFETENTE, uma da outra e, TODAS ELAS, terão componentes ESTATÍSTICAS, é mais, dependente também do modelo estocástico utilizado.

    Vamos a um exemplo prático:

    Seja um desmatamento de 1 hectare, 100x100 metros. Serão representados por apenas 4x4 pixels, num universo de 10.000x10.000 metros. Os efeitos de correlação espectral, textural e de área, poderá quadruplicar essa área, ou reduzi -la à ZERO, dependendo do contexto no entorna da área.

    Por ser um dado estatístico e não EXATO, na minha época no INPE, os resultados eram submetidos ao MCT, que COTEJAVA, com outros institutos internacionais, fazendo uma ponderação dos dados, ANTES DE PUBLICÁ-LOS, diretamente, cuja PUBLICAÇÃO CABIA AO MINISTRO DO MCT, à imprensa nacional e internacional. No período do PT, o Diretor do INPE era um cara chamado de Gilberto Câmara (sobrinho-neto do Dom Hélder Câmara, Bispo do PT). Pois bem, nessa época, todo dado que mostrava resultados "ruins" eram filtrados pelo PT e, por alguns anos, NEM PUBLUCADOS ERAM.

    O INPE está COALHADO de simpatizantes do PT, por motivos óbvios (15 anos de poder). FOI ERRADA, DESLEAL e ato de PURA SABOTAGEM ao Governo Bolsonaro, a divulgação de dados estatísticos sem o CRIVO de órgãos internacionais e AD REFERENDUM ao Ministro do MCT. Essa é a verdade!!!

    Saudações do Monteiro!!!

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    • Aloísio Brito Unaí - MG

      Obrigado pelo tempo disponibilizado pelo senhor a esse pequeno grupo de patriotas. Muito bom o esclarecimento técnico, responsável. Essa é a diferença de informações técnicas e lógicas das informações sensacionalistas e retrógradas. Mais uma vez, obrigado.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Tendo em vista o aparelhamento do PT tanto no INPE quanto no IBAMA, acredito que houve uma operaçao orquestrada onde os fiscais do IBAMA fizeram corpo mole (isso há bastante tempo) e o INPE se encarregou do estardalhaço... Para salvar o pais e' preciso fazer um plebiscito sobre a pena de morte... A justiça militar seria a responsavel por julgar todo e qualquer episodio de sabotagem nacional...

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Sr Monteiro lhe apresento os meus respeitos-----Onde ha PT aparece delinquencia, e assim deve ser no IBAMA e INPE-----Eles passaram uma foto aerea de satellite para um jornalista da Veja redigir um artigo contra Bolsonaro----Esta foto mostrava uma area de 500 hectares DESMATADA-----So' que nao havia mato na foto inicial de referencia----So havia capins invasores que surgem normalmente algum tempo depois da utilizaçao da area----A area verde do capim contrastando com a area branca da palhado foi considerado DESMATAMENTO----Para quem duvidar e' so' comprar a revista VEJA---Agora a minha grande preocupaçao e' saber como nos vamos nos livrar desses delinquentes que atuam como tecnicos e fiscais do meio ambiente--

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  • Tiago Gomes Goiânia - GO

    Concordo que tem de haver margem para mais desmatamentos na região Norte, devemos expandir nossa fronteira agrícola e é inegável que existe interesses outros nessa questão ambiental por parte de outros países. Contudo, entendo que a maneira do governo enfrentar essa questão foi a pior possível, forçando a barra para desmoralizar os dados de desmatamento e afrouxando a fiscalização na área ambiental (tenho colegas do IBAMA em Rondônia e no Pará que dizem que a parte de fiscalização do órgão está a deriva desde que iniciou o atual governo). Ao meu ver essas atitudes do governo, que beiram a inocência, pouco ajudam o agronegócio e acabam servindo de munição para os que atacam o agro. A solução para viabilizar essas áreas evidentemente não está em afrouxar fiscalização. O governo podia articular uma maneira de reduzir o percentual de reservas legais em parte da fronteira amazônica, em áreas próximas a transição com o cerrado, isso podia ser feito após a elaboração de Zoneamento Ecológico Econômico para essas áreas, ou podia até mesmo propor isso via medida provisória e tentar o devido convencimento com o congresso, diminuir de 80% de reserva legal para pelo menos 50%. Justificativas para isso não faltam. Mas o governo arrumou o pior caminho, que na prática mais beneficia grileiros e quadrilhas de desmatadores que atuam principalmente em terras devolutas ou áreas do governo, como parque nacionais, assentamentos, etc. O pujante agronegócio pouco se beneficia dessas atitudes impensadas de Bolsonaro e outros. O agronegócio não pode ser usado como pano de fundo para discussões ideológicas sem propósito, o agro necessita é de condições para produzir e garantir renda, somente isso.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Sr TIAGO o senhor precisa esclarecer aos leitores de NA QUEM DEU ORDEM PARA AFROUXAR A FISCALIZAÇAO DO IBAMA??? Porque eu posso pensar que esses tais fiscais sao na realidade PETISTAS roxos que encostam o corpo para o circo pegar fogo

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  • marco antonio miguel Cuiabá - MT

    Minha opinião como simples observador e engenheiro agrônomo em atividade há 35 anos nas fronteiras agrícolas: vejo que as autoridades brasileiras continuam caindo nas ciladas preparadas pela mídia em geral e ONG's ligadas à entidades com interesses no atraso do setor agropecuário brasileiro.

    A área preservada com vegetação nativa no Brasil é superior ao território de 48 países da Europa, totalizando 66% do nosso território , sendo que esse fato foi levantado pela EMBRAPA, referendado pela NASA e recentemente pela ONU, dessa forma usamos a máxima que" discutir fatos é perda de tempo".

    As autoridades brasileiras responsáveis em nos representar nessas discussões sobre meio ambiente deveriam mudar o rumo da discussão questionando quanto e quando os produtores brasileiros, proprietários legais de 50% da área preservada com vegetação nativa e a União, proprietária dos 50% restantes, serão remunerados pelos serviços ambientais prestados ao planeta.

    A partir do momento que sejamos remunerados por essa prestação de serviços, entendo que há direito dos pagadores em nos cobrar por qualquer alteração no cenário da preservação, trata-se de uma relação comercial comum entre comprador e vendedor.

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  • carlo meloni sao paulo - SP

    Vou reescrever tudo de novo... E' preciso ir a publico via TV e mostrar a b u r ri ce dos ambientalistas-----Somente o manejo sustentavel da floresta permitira' a sua sobrevivencia===O corte de arvores adultas e' benefico ao meio ambiente porque e' durante o crescimento na formaçao da madeira que a arvore sequestra CO2---A plantaçao de leguminosas absorve nitrogenio e libera oxigenio para o ar---A permissao da criaçao de gado SO' no sub-bosque eliminara' o desmate ilegal----O conceito de combate as especies exotica deve ser eliminado porque e' justamente na secura do inverno que podemos constatar o verdejar dos eucaliptos---Eles tem raizes ´profundas que absorvem agua e contribuem para manter a umidade no meio ambiente melhor que as nativas------Todos os conceitos b u r r os devem ser combatidos em publico

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  • carlo meloni sao paulo - SP

    Tem ambientalista (coelho) neste mato...

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  • carlo meloni sao paulo - SP

    Estava comentando e fui cortado

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  • Elvio Zanini Sinop - MT

    Nossa família chegou aqui na Amazônia Legal (ou seja, em Sinop-MT) em 1978; ao longo dos mais de quarenta anos, aqui trabalhamos a terra, destocando, aplicando fosfato, calcário e micronutrientes (por estarmos no solo mais fraco do Brasil). A mata virgem alta do norte do MT nos enganou, pois pensávamos que seria solo fértil; ... Hoje, após anos de correção, a qualidade do solo melhorou. Contudo, estamos longe dos corretivos; como fosfatos (no caso o Fosfato de Araxá) que representávamos, para atender nossos clientes que adquiriam máquinas agrícolas que revendemos até hoje... Porém , O governo de Minas Gerais fechou a jazida de Araxá, e nossos clientes ficaram a ver navios, além do imenso prejuizo para as lavouras, pois o fosfato recuperava rapidamente o solo (que, além de fósforo, contem micronutrientes, substancias que em nossa região é totalmente carente; ... Como consequencia, eu vendi há SEIS ANOS uma área a 12 km de Sinop-MT, toda em mata virgem (que ainda está em pé), e fui para Sta. Maria das Barreiras, no Pará, proximo ao rio Araguaia; Negociamos areas de campo nativo, no qual não tem lenha ou madeira para nada... Plantei mais de 60 mil acacias mangium, e comecei a plantar Moringa, pois a oleífera serve para trato de animais (e como remedio para enfermidades das pessoas) e o cultivo está se desenvolvendo bem. Portanto não tenho preocupação com desmatamento, ao contrário estou plantando floresta para lenha , cerca etc. etc.... é por isso que dou meus parabens ao Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

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  • Wagner Arouca

    Como amazônida -- que gera empregos, e já plantou mais de 40 mil árvores -- aplaudo, em pé, esta visão fantástica e esperançosa do novo governo, representada por esse jovem e brilhante Ricardo Salles (ministro do Meio Ambiente). Parabéns!!

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    • adegildo moreira lima presidente medici - SC

      A população da regiao amazonica é maior que a população do Chile ou do Equador, e está em crescimento..., dai porque como disse o ministro Salles, nao pode ser ignorada.

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