Região de Tapurah (MT) registra primeiro foco de incêndio em lavoura de milho safrinha devido ao clima seco

Publicado em 30/06/2015 11:18
Região de Tapurah (MT) registra primeiro foco de incêndio em lavoura de milho safrinha devido ao clima seco nesse momento. Produtores também relatam o alto índice de grãos ardidos em função das chuvas nos meses anteriores. Produtividade média está entre 130 a 140 sacas do grão por hectare. Já os preços estão próximos de R$ 13,00 a R$ 14,00, porém, em torno de 50% da safra já foi negociada antecipadamente.

Devido ao tempo seco, a região de Tapurah (MT) registrou o primeiro foco de incêndio em lavoura de milho safrinha. Ao todo, foram queimados cerca de 100 hectares do cereal, conforme destaca o presidente do Sindicato Rural do município, Silvésio de Oliveira. Contudo, esse é um problema enfrentado pelos agricultores todos os anos.

Enquanto isso, a colheita do milho safrinha chega a 30% na localidade e a produtividade média está ao redor de 130 a 140 sacas do grão por hectare.  Apesar dos números elevados, o presidente ainda sinaliza a qualidade do cereal caiu devido ao alongamento das chuvas no estado.

“Com as chuvas alongadas, a incidência de grãos ardidos foi maior, em média entre 15% a 18%. Porém, no início da colheita, os produtores colheram milho com até 50 de grãos ardidos, a qualidade do milho caiu e temos um prejuízo aos produtores, principalmente, pois o grão acaba sendo descontado do produtor no momento da comercialização”, explica Oliveira.

Paralelamente, os preços da saca do milho estão ao redor de R$ 13,00 a R$ 14,00 na região. Ainda assim, os valores praticados estão acima do observado no mesmo período do ano passado, entre R$ 10,00 e R$ 11,00/sc.

“Ainda não é um preço que remunera, mas dá uma base mínima para a comercialização. Mas 50% do milho de Tapurah já foi negociado antecipadamente, com valores entre R$ 15,00 a R$ 16,00 a saca. E, ainda assim, com os níveis mais baixos, temos produtores negociando o produto para saldar dívidas”, diz o presidente.

Safra de verão

Já as compras da próxima temporada estão atrasadas na região. “Cenário decorrente do Banco do Brasil que ainda não liberou o custeio. Em igual período de 2014, nós já tínhamos boa parte dos adubos adquiridos, o que deixa uma preocupação para a próxima safra. E nem as vendas antecipadas com a soja estão acontecendo, é um ano atípico”, finaliza Oliveira. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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