Na região de Fátima do Sul (MS), chuvas dão trégua e produtores devem continuar colheita do milho safrinha

Publicado em 13/07/2015 10:26
Na região de Fátima do Sul (MS), chuvas dão trégua e produtores devem continuar colheita do milho safrinha. Produtores estão preocupados em relação à qualidade do cereal, em função das precipitações recentes. Custos de produção estão mais altos nesta temporada devido ao forte ataque do percevejo nas lavouras. Saca é cotada a R$ 17,00 na localidade, mas não cobre nem os custos de produção.

Em meio às recentes chuvas, os produtores rurais de Fátima do Sul (MS) paralisam a colheita da safrinha de milho. Entretanto, a perspectiva é que os trabalhos nos campos sejam retomados nos próximos dias, uma vez que, a semana iniciou com o tempo firme na região.

Até o momento, cerca de 1% a 2% da área foi colhida, em anos anteriores, no mesmo período, entre 5% a 10% da área semeada já havia sido colhida. Por outro lado, o presidente do Sindicato Rural do município, Roberto Alves, destaca que, os produtores ficam apreensivos, pois não sabem o que irão acontecer e as chuvas podem ocasionar danos à qualidade dos grãos.

“Com essa chuvarada podemos ter milho avariado na região. Contudo, a produtividade média deve ficar entre 70 até 80 sacas do grão por hectare nesta temporada, o que pode ser considerada uma boa média para a localidade”, explica Alves.

Enquanto isso, os preços giram em torno de R$ 17,00 a saca e, nem ao menos, cobre os custos de produção, segundo ressalta o presidente. “Isso porque tivemos um aumento significativo nos custos devido ao forte ataque do percevejo nas lavouras do cereal”, completa.

Ainda na visão do presidente, o valor da saca deveria estar próximo de R$ 20,00 para cobrir os custos e sobrar uma margem aos produtores. Além disso, cerca de 20% a 30% dos produtores conseguiram fazer vendas antecipadas com valores ao redor de R$ 20,00 a saca.

Safra 2015/16

Os custos de produção da próxima temporada também estão mais altos, principalmente com adubos e sementes devido à valorização do dólar. “Os produtores estão fechando alguns negócios. No caso da soja, conforme os preços forem melhorando, os agricultores devem ir fechando alguns contratos. Já no milho, quem puder segurar pode ter melhores oportunidades”, acredita Alves.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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