Milho: Oferta escassa e preocupações com a safrinha mantêm preços firmes no mercado interno

Publicado em 03/05/2016 11:31
Na região de Campinas (SP), saca é cotada a R$ 49,00, 72% a mais do que o registrado em maio de 2015. Novas altas não estão descartadas no curto prazo. Importações do grão não resolvem o problema, apenas amenizam a pressão de alta nas cotações. Com o início da colheita da 2ª safra, valores tendem a recuar, porém, a queda deverá ser comedida.

Os estoques internos baixos e as preocupações com o clima na segunda safra mantêm os preços do milho firmes em todo o país. Na região de Campinas (SP) a referência está 72% acima do registrado no igual período do ano passado, sendo cotada a R$ 49,00/sc.

A disputa de área com a soja faz o milho perder espaço na primeira safra brasileira. Com a produção menor, elevados volumes embarcados neta temporada e a indefinição quanto à produtividade das lavouras de segunda safra, o milho continua firme.

De acordo com o analista da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro, há escassez de oferta no mercado interno, que prejudica inclusive o setor de proteína animal. A safrinha, que prometia ser recorde em diversas regiões também vem sofrendo revisões de baixa, devido aos problemas climáticos.

A consultoria Céleres, divulgou relatório na segunda-feira (02), prevendo queda de 10% na produção se comparado a previsão divulgada em abril, estimando que o Brasil deverá colher 52,8 milhões de toneladas.

A Agroconsult também projeta redução de 4% ante a previsão anterior, contabilizando que a segunda safra de milho do Brasil na temporada 2015/16 deverá cair para 52,5 milhões de toneladas.

No Mato Grosso, a seca e as altas temperaturas, fizeram o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) reduzir em 5% (15 sacas) a expectativa de produtividade média das lavouras de milho do Estado, o maior produtor do cereal do país.

"Até que tenhamos um aumento na disponibilidade com a colheita, a expectativa é de mercado firme e não são descartadas altas no curto prazo", considera Ribeiro.

Ainda que as cotações regridam quando os trabalhos de campo começarem a ganhar ritmo a partir em junho, Ribeiro ressalta que o patamar de preço neste ano se manterá acima da última temporada.

Mesmo com a baixa disponibilidade, as exportações deverão continuar mostrando bons volumes nesta temporada. O levantamento da Scot aponta embarques entre 28 a 30 milhões toneladas, impulsionado pelo dólar.

Para aliviar a pressão dos custos do milho no setor de proteína animal, o governo tenta aprovar uma série de medidas para garantir o abastecimento. A mais recente foi zerar temporariamente a Tarifa Externa Comum (TEC) de importação de milho em grão para países fora do Mercosul.

"As importações de alguma maneira aliviam a pressão de alta no curto prazo, mas não é capaz de derrubar os preços até a chegada da safra", analisa Ribeiro.

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Por:
Fernanda Custódio e Larissa Albuquerque
Fonte:
Notícias Agrícolas

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