Em Sinop (MT), alguns produtores antecipam a colheita da safrinha de milho para aproveitarem os preços elevados

Publicado em 24/05/2016 11:33 e atualizado em 24/05/2016 15:58
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Saca do cereal é cotada ao redor de R$ 33,00 na região. Colheita deveria ter início em meados de junho. Produção do grão também foi afetada pelo clima irregular e perdas podem superar os 30%. Há muitas preocupações com os contratos realizados antecipadamente. Orientação é que os produtores rurais façam laudos das áreas afetadas.

Na região de Sinop (MT), os produtores rurais antecipam a colheita do milho safrinha para aproveitarem os preços elevados praticados na região. Atualmente, a saca está sendo negociada entre R$ 30,00 a R$ 33,00. Em todo o estado, o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) projeta a área colhida em 0,37%, conforme dados reportados em seu último relatório.

Normalmente, os trabalhos nos campos têm início em meados do mês de junho.  “Mas precisamos destacar que não são todos os produtores que têm esse privilégio. Temos milho que ainda não estão prontos e situação de agricultores que não terão nem o produto para cumprir os contratos feitos anteriormente, com valores entre R$ 15,00 a R$ 17,00 a saca”, explica o presidente do Sindicato Rural do município, Antônio Galvan.

Assim como em outras regiões do estado, as lavouras também foram castigadas pelo tempo seco registrado ao longo do mês de abril. Em meio a esse quadro, as perdas para essa safrinha podem superar os 30%, conforme projeção dos próprios produtores rurais.

“Na verdade, os problemas começaram no mês de fevereiro, onde também tivemos problemas em relação ao clima. Ainda é cedo para estimarmos uma quebra, porém, pouco milho cultivado em março será colhido devido à paralisação das chuvas no dia 13 de abril”, pondera a liderança sindical.

Frente a essa situação, Galvan ainda orienta que os produtores façam laudos das áreas afetadas para contribuir com as negociações as empresas. “Cada produtor terá que procurar a sua empresa, não dá para fugir do compromisso. Ainda não sabemos como ficará cada comercialização, será preciso sentar e negociar. A transferência da dívida para a próxima safrinha pode ser uma possibilidade, precisamos buscar a melhor solução”, completa.

Safra de verão 2016/17

Em muitos locais, os produtores já enfrentam problemas desde a cultura da soja. Como consequência desse quadro, o presidente ainda reforça que esses recursos farão falta aos agricultores no momento do planeamento da próxima temporada.

“Não só para ele, os comerciantes também foram afetados, essa situação atingiu as cidades e agora percebemos que poderemos ter problemas em confeccionar a próxima lavoura, os produtores terão dificuldades para buscar os recursos”, diz Galvan. 

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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