Enfezamento pode ocasionar prejuízos na produtividade das lavouras de milho safrinha

Publicado em 22/03/2017 10:44
Confira a entrevista de Júlio César de Souza - Entomologista Epamig Sul de Minas
Doença é causada pelo agente mollicute que, por sua vez, é transmitida pela cigarrinha. Plantas apresentam coloração diferenciada e má formação das espigas. Produtores devem realizar o tratamento de sementes, rotação de culturas, tratamento químico e eliminar plantas tigueras. Atenção redobrada no oeste da Bahia e noroeste de Minas Gerais.
Nessa temporada, os produtores rurais brasileiros estão atentos ao aparecimento do enfezamento nas lavouras de milho, que pode gerar queda na produtividade. A doença é ocasionada pelo microorganismo mollicute que, por sua vez, é transmitido pela cigarrinha, Dalbulus maidis. O enfezamento ataca o sistema vascular das plantas deixando danos irreversíveis.

 

O entomologista da Epamig do Sul de Minas, Júlio César de Souza destaca que os sintomas são observados mais no período de desenvolvimento mais adiantado das plantas. “Plantas com porte menor, espigas menores ou com má formação, coloração diferenciada nas folhas. Então tudo isso deve ser observado pelos produtores”, reforça.

 

cigarrinha do milho 2

 

Imagem cedida pelo entomologista da Epamig Sul de Minas

 

Além disso, o especialista ressalta que o controle deve ser realizado desde a implantação das lavouras, com o tratamento das sementes. “A rotação de culturas, que quebra o ciclo da praga, a destruição de plantas tigueras e o controle químico são medidas que devem ser adotadas pelos produtores para a eliminação dos insetos. É importante destacar que nem toda cigarrinha carrega o microorganismo, mas é preciso evitar que o inseto sugue uma planta doente e depois uma planta sadia”, explica.

 

cigarrinha do milho 1

 

Imagem cedida pelo entomologista da Epamig Sul de Minas

 

Ainda na visão do entomologista, “essa explosão é uma manifestação da natureza e que foge ao controle do homem. Ainda assim, acreditamos que nos próximos anos a situação deve voltar à normalidade e a cigarrinha não deve limitar a produção de milho no Brasil”.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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