Estudo busca identificar incidência de enfezamento no milho da região oeste do Paraná

Publicado em 17/05/2021 10:16 e atualizado em 17/05/2021 11:06
Diversos tipo de híbridos foram acompanhados durante a safra verão 2020/21 para identificar materiais mais suscetíveis a doença e a perda de produtividade. Resultados apontaram variação de incidência entre 7 e 82% e produtividades com intervalo de quase 50% entre a maior e a menor registrada
Anderson Lemiska - Fiscal Agropecuário da Adapar

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Estudo busca identificar incidência de enfezamento no milho da região oeste do Paraná

 

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A região oeste do Paraná é a principal produtora de milho no estado e vem identificando um aumento na pressão do enfezamento nas lavouras, que é transmitido pela cigarrinha. Pensando nisso, e buscando auxiliar os produtores, um estudo começou a ser realizado na região para verificar a incidência da doença nas lavouras paranaenses.

Segundo o fiscal agropecuário da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), Anderson Lemiska, foram monitorados 23 tipos de híbridos nesta safra de verão 2020/21 para identificar quais são mais suscetíveis à doença e quais perdem mais produtividade.

Os resultados da pesquisa apontaram variações na incidência do enfezamento entre 7 e 82% e produtividades variando entre 540 sacas por alqueire e 277 sacas por alqueire. Justamente o híbrido que registrou maior incidência da doença foi o que teve a menor produtividade (correspondente ao número 6 no gráfico acima). Por outro lado, 19 materiais atingiram mais de 400 sacas por alqueire de produtividade, patamar considerado elevado para a região, mesmo com presença da doença.

Agora, o objetivo é estender este monitoramento para as próximas safra para entender cada vez mais as características do enfezamento e quais híbridos são mais resistentes aos avanços da doença. As pesquisas seguem acontecendo agora na safrinha de 2021.

Confira a íntegra da entrevista com o pesquisador da Adapar no vídeo.

 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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