Assosoja estima perda de 10 milhões de toneladas no milho do Paraná e queda de qualidade nos grãos restantes

Publicado em 03/08/2021 10:14 e atualizado em 03/08/2021 10:57
Presidente da entidade destaca atraso no plantio, 72 dias sem chuvas e três geadas seguidas para dizimar produção paranaense. Produtor vai precisar acionar seguros renegociar com contratantes e pagar multas pelos contratos
Rodrigo Tramontina - Presidente na AssoSoja

Podcast

AssoSoja estima perda de 10 milhões de toneladas no milho do Paraná e queda de qualidade nos grãos restantes

Atraso no plantio que jogou 80% das lavouras para março, 72 dias sem chuvas ao longo do desenvolvimento das plantas e três geadas consecutivas em julho. Foi isso o que a segunda safra de milho teve que enfrentar em 2021 no Paraná. Agora, o resultado não poderia ser outro, grande queda na produção estadual.

Segundo o presidente da AssoSoja (que reúne produtores do Norte do Paraná), Rodrigo Tramontina, a expectativa inicial era de colher entre 13 e 14 milhões de toneladas de milho no Paraná, mas as perdas já chegam à 10 milhões. Na propriedade dele, por exemplo, as áreas já colhidas estão com rendimentos apenas 22% daqueles registrados em safras anteriores. 

Diante deste cenário, o prejuízo estimado para o estado já passa dos R$ 13 bilhões e nem mesmo os preços da saca 130% maiores do que os do ano passado vão ajudar os produtores, uma vez que não haverá muitos volumes para comercializar.

A recomendação da liderança é para o acionamento do seguro e a não realização de atividades de colheita antes da vistoria dos peritos nas lavouras. Tramontina destaca também que os produtores vão precisar buscar as contratantes com quem já tinham vendas fechadas para renegociar e pagar as multas, que costumam ser a diferença entre o preço pago no contrato e o preço praticado atualmente.

Outra questão que preocupa é que, do total que será colhido, muitos grãos estão avariados após a entrada de patógenos com decorrência das geadas, e essa situação não é coberta pelos seguros agrícolas.

Confira a íntegra da entrevista com o presidente da AssoSoja no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Brasil fecha junho/26 exportando 17,85% mais milho do que em junho/25
Janela mais curta do milho safrinha e custos elevados aumentam pressão sobre rentabilidade no campo
Abramilho destaca colheita do milho avançando lentamente e alerta para problemas de qualidade do grão
Milho: B3 fecha 5ª feira em queda, enquanto Bolsa de Chicago termina negócios em campo misto
Chicago segue com valorizações para o milho nesta quinta-feira de olho no clima e no USDA
Futuros do milho registram valorizações na manhã desta quinta-feira em Chicago e na B3