Chapadão do Sul/MS consolida perdas entre 30 e 40% no milho e agora se prepara para plantar a soja

Publicado em 09/09/2021 15:23
Expectativa dos produtores é conseguir semear a nova safra entre setembro e outubro para garantir janela adequada para a sarfinha em 2022
Lauri DalBosco - Vice-Presidente Regional da Famasul

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Chapadão do Sul/MS consolida perdas entre 30 e 40% no milho e agora se prepara para plantar a soja

 

A colheita do milho foi encerrada em Chapadão do Sul no Mato Grosso do Sul e consolidou perdas entre 30 e 40% nas produtividades médias desta segunda safra após as dificuldades climáticas enfrentadas ao longo deste ciclo.

Segundo o vice-presidente regional da Famasul, Lauri DalBosco, a colheita foi finalizada em patamares entre 60 e 70 sacas por hectare, quando o normal para o município seriam 100 sacas. Ele ainda destaca que a situação foi ainda mais critica para as culturas do milheto e do sorgo, que além da falta de chuvas, sofreram muitos impactos das geadas.

Já a rentabilidade vai ficar na dependência de quanto foi vendido antecipadamente por cada produtor. A liderança comenta que existem casos de dificuldade para cumprir contratos antecipados com pagamento de washout ou posterga para ano que vem, casos em que o colhido foi 100% destinados aos contratos com preços mais baixos e outros com vendas menores, em que o produtor pode ganhar mais vendendo 70 sacas do que com 100 sacas em outros anos.

Agora o foco é a safra de soja 2021/22 e a expectativa de iniciar o plantio dentro de uma janela positiva tanto para a oleaginosa quanto para a safrinha do ano que vem. DalBosco conta que já foram registradas leves chuvas na região e a semeadura deve começar entre setembro e outubro.

Confira a entrevista completa com o vice-presidente regional da Famasul no vídeo.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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