HedgePoint acredita que relatório do USDA de amanhã vai definir o rumo dos preços do milho nos próximos 3 meses

Publicado em 11/08/2022 10:29 e atualizado em 11/08/2022 15:50
Analista destacou que grandes cortes na produção podem impulsionar as cotações mesmo diante do corredor de exportações ucranianas e manutenção da produção norte-americana pode pressionar futuros para baixo. Outro ponto de atenção ao produtor brasileiro é o dólar, que tende a ser volátil neste ano de eleição
Pedro Schicchi - Analista de Grãos e de Proteínas Animais da HedgePoint Global Markets

Podcast

HedgePoint acredita que relatório do USDA de amanhã vai definir o rumo dos preços do milho no próximos 3 meses

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vai divulgar seu novo relatório com perspectivas da produção de milho nos Estados Unidos na próxima sexta-feira (12) e esses números podem ditar o rumo das cotações do cereal nos próximos meses. 

Segundo Pedro Schicchi, analista de grãos e de proteínas animais da HedgePoint Global Markets, a volatilidade proveniente da colheita da segunda safra brasileira já está perdendo força com a avanço dos trabalhos e agora o mercado vai se voltar para a produção norte-americana e para o dólar. 

O analista destaca que por ser um ano de eleição presidencial, 2022 deve trazer volatilidade cambial com o dólar ante ao real e isso também pode mudar as tendencias do mercado para o cereal diante do protagonismo das exportações na formação de preços. 

Dentro deste fator de exportações, Schicchi aponta o início das compras chinesas como um ponto importante para adicionar demanda pelo grão nacional e como potencial catalizador de elevações das cotações no mercado interno brasileiro. 

Confira a íntegra da entrevista com o analista da HedgePoint Global Markets no vídeo. 

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Milho cai em Chicago e no mercado físico brasileiro, mas B3 fecha majoritariamente em alta nesta quinta-feira
União Europeia amplia demanda por milho e Brasil começa a ganhar espaço após avanço dos Estados Unidos
Milho vira para queda em Chicago nesta quinta-feira apesar de avanço nas vendas dos EUA; B3 opera mista
MS produziu 16,2 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026
Milho amplia recuperação em Chicago nesta quinta-feira, mas oferta elevada dos EUA ainda limita ganhos
Milho fecha em alta em Chicago e na maior parte da B3, mas mercado físico brasileiro registra quedas