"Não vejo melhora nos preços do milho no Brasil sem tirar excesso de produto do país", afirma analista

Publicado em 14/06/2024 15:05
Roberto Carlos Rafael destaca necessidade de exportar 50 milhões de toneladas para reequilibrar oferta/demanda
Roberto Carlos Rafael - Germinar Corretora
Podcast

"Não vejo melhora nos preços do milho no Brasil sem tirar excesso de produto do país", afirma analista

 

A sexta-feira (14) está sendo de movimentações negativas para os preços do milho tanto na Bolsa de Chicago (CBOT) quanto na Bolsa Brasileira (B3).  

Na visão do Analista da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, essa pressão vem do bom desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que está batendo recorde de bons índices de qualidade e deve representar alta produção e produtividade. 

Para Rafael, o produtor precisa ficar atento ao mercado climático dos Estados Unidos, já que problemas com tempo seco e temperaturas elevadas no momento de enchimento dos grãos dos EUA, nestes meses de julho e agosto, podem trazer elevações pontuais das cotações. 

Para o mercado brasileiro, o fator que pode mudar a dinâmica atual e trazer elevação nos preços é a exportação. O analista destaca a necessidade de o país exportar na casa das 50 milhões de toneladas para reequilibrar o cenário de oferta e demanda interna. 

Porém, Rafael aponta que o programa de exportação brasileiro está atrasado em 2024, principalmente porque os produtores não estão participando do mercado diante de preços baixos pagos nos portos. Outro fator que atrapalhou as negociações foi a polêmica MP 1227/24, que apesar de ser freada neste momento, ainda deixa muita insegurança no mercado exportador. 

Confira a íntegra da entrevista com o Analista da Germinar Corretora no vídeo.  

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Milho cai em Chicago e no mercado físico brasileiro, mas B3 fecha majoritariamente em alta nesta quinta-feira
União Europeia amplia demanda por milho e Brasil começa a ganhar espaço após avanço dos Estados Unidos
Milho vira para queda em Chicago nesta quinta-feira apesar de avanço nas vendas dos EUA; B3 opera mista
MS produziu 16,2 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026
Milho amplia recuperação em Chicago nesta quinta-feira, mas oferta elevada dos EUA ainda limita ganhos
Milho fecha em alta em Chicago e na maior parte da B3, mas mercado físico brasileiro registra quedas