A reação da cabo Kátia e o enigma de Sapopemba

Publicado em 14/05/2018 10:06 e atualizado em 14/05/2018 23:41
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Ano passado só em SP 946 PMs foram mortos; no Rio, o numero ultrapassa mil policiais mortos. A guerra tem solução?
João Batista Olivi - Jornalista

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A reação da cabo Kátia e o enigma de Sapopemba

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Nesta segunda-feira (14), o jornalista João Batista Olivi realiza um comentário sobre a reação da cabo Kátia Sastre, da Polícia Militar de São Paulo, ao reagir a uma tentativa de assalto, atirar e matar um homem em frente à escola da filha, em Suzano (SP).

Junto a essa reflexão, ele também lança um enigma e reflete sobre o número de policiais mortos em São Paulo e também no Rio de Janeiro.

Confira o comentário completo no vídeo acima

“Se você ofender a farda, está correndo risco de vida”

O governador de São Paulo, nesta segunda-feira, elogiou mais uma vez a policial militar Katia Sastre, que matou um bandido armado em frente à escola de sua filha:

“As pessoas têm que entender que a farda deles é sagrada, é a extensão da bandeira do Estado de São Paulo. Se você ofender a farda, ofender a integralidade do policial, você está correndo risco de vida. É assim que tem que ser. É claro que a gente gostaria que não acontecessem casos assim, mas quando acontecem casos como este, eu fiz questão de elogiar. Acima de tudo, como mãe, ela deu um exemplo para a sociedade. Os jornais podem criticar, eu respeito quem critica, mas a maioria de São Paulo elogiou e acha que está correto, que a atitude da moça foi decente”.

Ele aproveitou também para criticar a reportagem da Folha de S. Paulo:

“A Folha está totalmente equivocada porque ela ouviu especialistas em segurança. A meu ver, os especialistas em segurança são os policiais militares”.

PM Kátia - Imgs Opinião de João Batista Olivi PM Kátia - Imgs Opinião de João Batista Olivi

No Estadão: 

Policial de folga mata suspeito durante assalto a farmácia no Guarujá

SOROCABA – Um policial militar de folga reagiu a um assalto e baleou o criminoso de 18 anos, neste domingo (13), no interior de uma farmácia, na região da Praia da Enseada, no Guarujá, litoral de São Paulo. O rapaz, identificado como Marcelo Moraes da Silva, foi atingido por dois disparos e caiu entre as prateleiras. Ele foi socorrido, mas acabou morrendo no Hospital Santo Amaro. Um cúmplice dele acabou fugindo com o dinheiro do caixa. Até a tarde, ele não tinha sido preso.

Câmeras de vigilância instaladas no estabelecimento gravaram o assalto e ação do policial, que estava sem farda. As imagens mostram o assaltante, de arma em punho, ameaçando os clientes da drogaria, enquanto o comparsa recolhia o dinheiro dos caixas. Algumas pessoas se deitam no chão, quando o policial faz os disparos. Em seguida, ele corre até o suspeito caído e o apanha sua arma.

Houve pânico e gritaria entre as pessoas que estavam no local. A imagem da câmera ainda mostra o comparsa correndo para fora do estabelecimento. Conforme a polícia, nenhum funcionário ou cliente ficou ferido. A arma do policial foi recolhida para perícia. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Leia a notícia na íntegra no sitedo Estadão

Mãe PM reage a assalto na porta de escola e ladrão morre

SÃO PAULO - Uma policial militar de folga baleou um ladrão, no momento em que ele tentava fazer um arrastão em um grupo de pais, na entrada de uma escola particular no Jardim dos Ipês, em Suzano, região metropolitana de São Paulo. O caso aconteceu na manhã deste sábado e a mulher, que é mãe de um dos alunos, não teve o nome divulgado. O bandido levou tiros na perna e no peito e morreu.

Até o fim da tarde, o acusado também não havia tido a identidade confirmada pela Polícia Civil. Ele aproveitou o momento anterior à abertura dos portões do Colégio Ferreira Master para anunciar o assalto. Enquanto o homem começa a revistar um segurança do colégio, que estava sob a mira de sua arma, a policial militar sacou a pistola e atirou contra o agressor. Havia ao menos cinco mães na calçada, cada uma com seus filhos. Ao ouvir os disparos, elas pegaram as crianças pelas mãos e saíram correndo, em desespero. Câmeras de segurança filmaram toda ação e as cenas foram espalhadas pelas redes sociais.

Leia a notícia na íntegra no sitedo Estadão.

Delegado da Polícia Federal é morto durante assalto no Morumbi

SÃO PAULO - O delegado da Polícia Federal Mauro Sérgio Salles Abdo foi baleado dentro da própria residência no Morumbi, bairro nobre da zona sul de São Paulo, nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, na manhã desta segunda-feira, 14. Abdo foi socorrido e morreu no hospital. Dois homens foram detidos, um deles foi atingido durante a troca de tiros. O criminoso baleado havia recebido o benefício da saída temporária para o Dia das Mães na última sexta-feira, 11.

Segundo o major da Polícia Militar Marcelo Tasso, os dois bandidos relataram ter entrado no fim da tarde de domingo em uma mansão abandonada ao lado da casa do delegado. Eles pretendiam fazer um furto na residência, mas não encontraram nada de interesse. Por isso, decidiram pelo roubo a outro imóvel na manhã desta segunda-feira.

Leia a notícia na íntegra no sitedo Estadão.

Assassino de delegado foi beneficiado com saidinha do Dia das Mães

O criminoso Renato Oliveira Pereira, um dos assassinos do delegado da PF Mauro Sérgio Salles Abdo, estava preso até a semana passada.

Foi solto para passar o Dia das Mães em casa.

Bairro Sapopemba  - Imgs Opinião de João Batista Olivi

Jean-Auguste-Dominique Ingres - Imgs Opinião de João Batista Olivi

Policiais rendem dupla que tentou assaltar delegado da Polícia Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)
Policiais rendem dupla que tentou assaltar delegado da Polícia Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)

Dois suspeitos são presos em casa, na região do Morumbi (Foto: Reprodução/TV Globo)
Dois suspeitos são presos em casa, na região do Morumbi (Foto: Reprodução/TV Globo)

Mãe policial que reagiu a um assalto cumpriu seu dever; exploração política do caso, feita por França, é detestável e constitui um erro grave (REINALDO AZEVEDO) 

Vamos ao “é da coisa”.

E uma coisa é a atitude da policial militar e mãe Kátia da Silva Sastre, que, na manhã de sábado, reagiu a um assalto na porta de uma escola no Jardim dos Ipês, em Suzano, matando o ladrão. Outra coisa, muito distinta, é a atitude do governador Mário Franca (PSB), candidato à reeleição, que decidiu lhe prestar uma homenagem pública. Num caso, temos uma policial atuando, apesar dos riscos, para proteger um grupo de mães e crianças, incluindo a sua própria filha, de sete anos. Tratou-se também de legítima defesa. No outro, com a devida vênia, misturam-se populismo e irresponsabilidade.

A circunstância é conhecida, e o vídeo já foi visto por milhões de pessoas.

No sábado de manhã, na homenagem que a escola fazia às mães, Elivelton Neves Moreira, 21, decidiu render com uma arma um grupo de pessoas que estava em frente ao estabelecimento. Sabe-se lá o que tinha em mente. Um sujeito disposto a apontar uma arma contra um grupo de mulheres e crianças pode estar disposto a qualquer coisa. Submeti o vídeo a policiais que conheço. Todos disseram que, dada a situação de risco, Kátia agiu com um padrão aceitável de segurança. Estava a coisa de um metro do bandido. Acertou-lhe um tiro no peito e outro na perna.

Não há um só especialista em segurança que recomende que se reaja a um assalto em circunstâncias semelhantes. Kátia, no entanto, é treinada para situações de risco e tinha o fator surpresa a seu favor. O rapaz certamente não esperava que daquele grupo, em tese de baixo risco para ele, viesse a reação. E veio. Letal e certeira. Pessoas sem treinamento, ainda que armadas, não devem seguir o exemplo de Kátia.

Somos humanos, e nada do que é humano nos é estranho, como escreveu Terêncio. Há um morto. A questão tem seu aspecto dramático. Mas duvido que haja quem não se solidarize com a policial. É como se o caçador vivesse o seu dia de caça. O ato covarde teve uma resposta de pronto. Cuidado, no entanto! Se você sente prazer ao ver o ladrão agonizando… Aí pode ser coisa de outra natureza, que não senso de justiça.

Assim, nada tenho a opor à ação de Kátia. Mesmo sem uniforme, mesmo sem estar trabalhando, foi bem-sucedida no cumprimento do dever. E é óbvio que também correu risco. Há algo adicional a dizer: é provável que o assaltante fosse tomar pertences dos presentes, vasculhar as respectivas bolsas das mulheres. A arma de Kátia e a eventual identificação — uma policial — poderiam ter lhe custado a vida se não reagisse.

Assim, nada a opor à sua atuação. Dou-lhe os parabéns. Não porque matou um bandido. Mas porque cumpriu seu dever e protegeu a segurança de outras pessoas.

Agora o governador...

Infelizmente, não dá para dizer o mesmo a Márcio França. Resolveu homenagear a policial, dando-lhe flores e posando para fotos. Disse-lhe o governador:

“A gente não pode deixar de enaltecer toda a técnica que você usou nesse episódio, a maneira rápida que você agiu e, ao mesmo tempo, a coragem que você teve, porque poderia simplesmente se omitir naquela situação, pois estava de folga, à paisana”.

Kátia, que é cabo da PM, respondeu:

“Agi para defender as mães, as crianças, a minha própria vida e a da minha filha. É gratificante por ter salvado vidas. A gente não sabe como seria o decorrer disso. É para isso que estamos nessa profissão, para defender as vidas, e foi o que eu fiz.”

Tudo certo com a fala dela. E até com a dele. Mas o governador poderia ter lhe mandado uma mensagem sem a publicidade eleitoreira que decidiu dar ao caso. Uma ação em que morre uma pessoa, mesmo um bandido, não tem de ser tratada pelo Estado como se fosse uma efeméride, como se fosse motivo de festa. Policiais matam e morrem em troca de tiros com bandidos todos os dias, e o governador não sai por aí distribuindo flores. Esse caso, no entanto, já chega empacotado para a exploração eleitoreira. E França não se fez de rogado.

Erro grotesco...

Há um outro erro grotesco nisso tudo. A identidade de Kátia não tinha sido revelada pelo vídeo. E assim deveria ter continuado. É grande o número de policiais que são assassinados simplesmente por serem policiais. Ainda que a exposição da policial, com a revelação de sua identidade, pareça contar com a sua concordância, é claro que se trata de uma decisão estúpida. Parece-me evidente que ela está sendo exposta a um risco desnecessário.

Certa vez, debatendo com um candidato a político, observei — e não consta que tenha entendido esta e outras questões relevantes — que os fatos têm uma moralidade em si e que, postos em trânsito, na relação com outros fatos, podem assumir um caráter muito diverso, até contrário a seu significado quando tomado de forma isolada. Vale dizer: determinadas escolhas são ruins, muitas vezes, mais em razão das paixões que mobilizam do que em função de sua própria natureza.

A mãe policial que reage a um assalto e é bem-sucedida merece o nosso aplauso. Quando o governador arma uma cena que tem como moral da história o “bandido bom é bandido morto”, bem, aí já há um flerte com as portas do inferno. Porque essa mensagem, se enviada à tropa, cria um problema gigantesco para o próprio comando da Polícia Militar, como me disse um oficial, cujo nome não declinarei aqui, é evidente. Até porque a experiência indica que essa mensagem se conta, depois, em corpos. Inclusive de policiais.

Kátia fez o que tinha de fazer. França fez o que não pode ser feito. (REINALDO AZEVEDO).

 

Por: João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas/Reinaldo Azev

3 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. JOÃO, os fatos ocorridos têm visões diferentes, inclusive filosoficamente. .. Nesta data, o filosofo Luiz Felipe Pondé, escreve em seu artigo na Folha: ...

    'Vou propor hoje uma questão para sua segunda-feira. Dedico-a aos inteligentinhos do Brasil. Sabe-se que a filosofia, desde a Grécia, indaga-se acerca do chamado "relativismo". Os sofistas eram os filósofos gregos que o defendiam: "o homem é a medida de todas as coisas" é uma máxima atribuída a Protágoras (481 a.C.?411 a.C.).


    Grosso modo, relativista é quem entende que não existe verdade absoluta, nem moral absoluta, nem crença absoluta. Tudo depende do ponto de vista, da cultura, do momento histórico, enfim, "cada um é cada um", como dizem os mais jovens. Claro que você já percebeu que ser relativista é bem contemporâneo.

    Uma das formas mais importantes de relativismo é aquele "científico", abraçado pela antropologia moderna. Segundo esta, é o conjunto de crenças, práticas e hábitos que determina o universo do que é verdade e do que é mentira, do que é bem e do que é mal, do que é certo e do que é errado. Logo, não havendo um conjunto único de crenças, práticas e hábitos na história humana, podemos afirmar que não há uma compreensão única do que é verdade ou mentira, bem ou mal, certo ou errado.

    Lamento, mas a moçada dos direitos humanos é etnocêntrica, eurocêntrica e, portanto, "opressora". Seria uma espécie de cristãos sem Jesus. Mas, não precisamos ir tão longe e estragar de forma tão radical a semana dos inteligentinhos. Nem temos esse poder. Mas, podemos, pelo menos, colocar uma questão para a moçada que defende o relativismo antropológico assim como quem toma chá natural. E para quem não defende também vale a reflexão".

    No entendimento de um velho matuto, o direito de defender a própria vida é um direito universal e sagrado. Quem coloca a vida de outro em risco, assume também o risco.

    Não entendo porque os índices de assassinatos elevados, têm uma barreira geográfica. Nos EUA e países europeus são índices "civilizados", mas do México para baixo é a lei do "salve-se quem puder". Os países da América Central, as facções criminosas são extremamente assassinas. No Brasil essa "cultura" parece que foi adotada pelas "nossas facções", pois os índices de assassinatos mostram uma ascendência constante.

    Penso que o assunto é extremamente polêmico, pois só quem se encontra no "limite" ... DECIFRA-ME OU TE DEVORO... é que vai escolher a "REAÇÃO".

    ...."E VAMOS EM FRENTE " ! ! ! ....

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    • DOMÊNICO ANTONIO PERTILEHORIZONTINA - RS

      Sr. Rensi, que palavras interessantes, não me considero mais que ninguém, mas sou diferente de todos que já ouviu falar neste mundo, estou aprendendo, mas gostaria de lhe dar uma explicação desse assunto...que DEUS nos de a oportunidade de sentar em uma mesa e trocar algumas idéias. e como o sr.fala " E VAMOS EM FRENTE"!!!

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Sr. Domênico essa fala " E VAMOS EM FRENTE"!!! é do Sr. JOÃO BATISTA OLIVI, sou só um papagaio de um refrão.

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  • Cassiano aozane Vila nova do sul - RS

    Buenas, sr João Batista, meu voto também é de Bolsonaro.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    João Batista, vou começar pelo final da sua fala. Você certamente já ouviu falar do Lúcifer, popular capiroto, o anjo de luz a quem tudo foi dado e no que afinal se transformou o rebelde. Essa história faz parte da moral Judaico-Cristã e por isso essa cultura religiosa é tão combatida, ela encontra eco na realidade. Ainda, infelizmente você não leu o livro que te indiquei, A Vida na Sarjeta, cujo autor é Daryl...me escapa o sobrenome agora, mas é um estudo de décadas do comportamento de bandidos dentro e fora das prisões. Mas entendo, dá pena ver um homem implorando pela vida, já alvejado, mas e se não estivesse? A policial não quis correr o risco de tentar um tiro que não fosse fatal, mas isso não significa que ela tenha tido a intenção de matar, ela atirou para resolver a situação, e a situação era a de um sujeito apontando armas para crianças. Voltando agora ao problema da pobreza no Brasil, teu raciocínio foi muito bom, embora a solução para este problema exista há séculos. Essa miséria a que é submetida o povo brasileiro é proposital, e o povo é mantido assim basicamente com o imposto progressivo e regulamentações de todos os aspectos da vida social das pessoas. Não há ordem no país, e tudo é proibido e regulado pelo governo.

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    • IVO VICENTE BASSORIO BRILHANTE - MS

      JOÃO BATISTA, VEJO A SITUAÇÃO DE OUTRA FORMA! A MÃE MILITAR NÃO ESTAVA LÁ PARA MATAR NINGUÉM! PORÉM ELA JUROU EXERCER SUA FUNÇÃO COM BRAVURA! ELA NÃO TEM RESPONSABILIDADE POLÍTICA, ESTA RESPONSABILIDADE É DOS POLÍTICOS ! ELA FOI UMA HEROÍNA, SIM ! Parabéns, essa Jovem mulher militar foi bem preparada, treinada e exerceu a sua função profissional com competência !!!!!!!. Vocês imaginaram uma situação diferente? Se a militar amarelasse? Quem seria torturada, massacrado, se auto_massacrada pela resto de seus dias? E se o meliante tivesse atingido uma criança? Ou uma mãe inocente?

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    • JOÃO BATISTA OLIVICAMPINAS - SP

      Foi o que eu disse em meu comentário, sr. Ivo. Ela, a cabo Kátia, foi eficiente, sim, agiu corretamente... só não concordo quando o sr. diz que "ela não tem responsabilidade politica??!!!", e que esta responsabilidade "cabe aos políticos"??!!... Sr. Ivo, aí é que está a questão: a responsabilidade é de todos nós, da cabo Kátia (pois é uma cidadã exemplar), dos políticos, minha, do sr., seo Ivo. O que fazer?? simples, participe ativamente da política, escolha deputados que comunguem com suas idéias. A minha é pela diminuição do Estado... E, aproveitando, pergunto a todos que nos lêem: qual é a sua responsabilidade nesse caso? e a solução? seja porta-voz de si mesmo.. e vamos em frente...

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    • CARLA MENDESCAMPINAS - SP

      Mais uma vez, provocada uma adequada, contundente e séria reflexão. Ter de matar pessoas como uma solução paliativa não pode ser uma solução. Nem tratada como uma. A exceção à regra não pode se tornar a regra. Temos que começar, além de desvendar os enigmas, a enfrentá-los com mais coragem.

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    • HEBER MARIMKATUETE - PY - PI

      Carla Mendes... Gostaria de saber na sua opinião qual deveria ser a conduta neste caso, pois acredito que o prevalecido imaginava mães indefesas com seus filhos... Até a cabo estava até certo ponto disprevinida, pois estava com sua arma alimentada e teve que carregar a mesma para efetuar os disparos... Na minha opinião, duvido que iriam assaltar se imaginassem que haveriam pessoas armadas, aqui no Paraguai existe uma certa facilidade para comprar e portar armas e não se vê essas barbaridades...

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Eu também não entendo esse tipo de raciocínio que a quase totalidade dos jornalistas brasileiro possuem, de que a criminalidade se deve à pobreza. O sujeito vira bandido porque é pobre??!!!. Sei. Não querem ler, não querem saber, sequer dos 60.000 homicídios anuais no Brasil. Mas basta uma policial matar um bandido armado, que já querem abraçar a lagoa Rodrigo de Freitas, jogar flores e fazer campanha sou da paz. Isso funcionou muito bem, a gente ve os resultados todos os dias.

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    • DOMÊNICO ANTONIO PERTILEHORIZONTINA - RS

      Sr. Carla Mendes, vc sabe que aquelas pessoas foram usadas pelo capiroto? a inveja usa as pessoas do bem para cometer algo parecido e fazer o alarme atras da cortina?!

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    • JOEL CARLOS HENDGESBALSAS - MA

      Parem de falar de Deus ou Diabo. Quem fez e faz mal é e sempre serão as pessoas.

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    • CARLA MENDESCAMPINAS - SP

      Senhores, acho que não me compreenderam. Concordo com vocês em sua totalidade. O que lamento, porém, é termos chegado ao ponto de vivermos em uma sociedade em que a sobrevivência depende de atos de coragem como a GRANDE cabo Kátia. Uma mulher de força, coragem e experiência imensuráveis que evitou MAIS UMA enorme tragédia. Só lamentei chegarmos a esse ponto, mas em nenhum momento desabonei a ação da policial, pelo contrário. Legítima e corajosa.

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    • DOMÊNICO ANTONIO PERTILEHORIZONTINA - RS

      Muito bom será o dia em que poderemos desmascarar essas pessoas que usam o capiroto e julgam inocentes separando de santinhos, e aparecem cada um se fazendo de bobo, mas pra mim ninguém passa escondido?!!!

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    • TIAGO GOMESGOIÂNIA - GO

      Em poucos dias tivemos o exito dessa policial e a infelicidade de dois delegados da policia federal que acabaram mortos ao reagir a assaltos, um no Maranhão e outro em São Paulo. Temos de ter sabedoria nessa hora. Vejo muitos soltando foguetes pela ação da policia,l não pelo ato em si que foi de coragem é evidente, mas com o artifício de referendar que devemos nos armar e partirmos para o enfrentamento como a melhor solução. E os dois delegados que se foram... pouco falaram, famílias deles com certeza estão dilaceradas, diria eu que a reação não compensou ainda que policiais quase que instintivamente tenham essa bravura. A atuação dos brasileiros em relação a segurança pública ainda é muita tímida, não me recordo de grandes mobilizações em prol de um legislação mais rígida em punição (maior problema) e de mais segurança. Talvez a segurança pública seja um dos setores que ainda vejo que o estado tem de ser atuante,em outras áreas ok, menos estado até faz sentido, agora trazer essa responsabilidade para nós como muitos querem não vejo com bons olhos. Ter algo subtraído é ruim, aquela sensação de impotência, mas superável,mas perder alguém em uma situação dessa é algo terrível, digo isso, pois já vivi as duas situações. Por exemplo, o estado que eu moro, Goiás, por exemplo tem 38% a menos policiais (civis e militares) do que o recomendado e tem praticamente o mesmo quantitativo de policiais do que trinta anos (pasmem!!) atrás. Será que devemos pular o correguinho e já partir para o enfrentamento com os bandidos? Não seria hora de partimos para o enfrentamento com o estado (já nos mobilizamos algumas vezes em outros temas), de fato cobrando mudanças efetivas ?

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      A VIDA NAO E" PARA OS FRACOS E NEM PARA OS BUNDA-MOLE, DESDE O COMEÇO DA HUMANIDADE

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Concordo plenamente Sr. Meloni.

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    • EDMILSON JOSE ZABOTTPALOTINA - PR

      Com relação à ação da policial que matou o bandido, digo que ela foi extremamente correta. O problema está com as pessoas que buscam o caminho do Mal... Ela não estava ali para matar Ninguém foi buscar sua Filha e como outras mães defendem seus filhos com unhas e dentes . Hoje mais um absurdo aqueles que invadiram o Prédio e o mesmo Queimou . Qual o absurdo que vi hoje na TV. Eles Reclamando que o Governo tem que arrumar casas para eles morarem , não querem ajuda de custo para o aluguel. E daí o que nós temos a ver com isso ?.Invadiram , destruíram e nós vamos pagar mais esta conta? Onde estão os que defendem Invasões ? Este Brasil está cada vez mais fora de controle e o Sr. JOAO BATISTA falou uma coisa muito importante . O que cada um de Nós está fazendo para termos Políticas Públicas Sérias .? Muitos falam e poucos realmente agem .

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    • RODRIGO POLO PIRESBALNEÁRIO CAMBORIÚ - SC

      Sr. Edmilson, ali onde o João Batista vê a falta do estado eu vejo a presença dele em toda sua plenitude. Aquelas favelas a que ele se refere são resultado da ação do governo, são consequência das politicas publicas. Eu já fui um libertário, achava que tudo devia ser permitido e que a autoridade era uma bosta, até ler os livros da Hanna Arendt. Foi então que compreendi que liberdade, autoridade e educação não são conceitos fáceis. Continuo liberal na economia, ainda não consigo aceitar a doutrina social da Igreja Católica, que é muito diferente do socialismo e do comunismo. Mas nos valores, principalmente esses que citei acima, liberdade, autoridade e educação, nesses estou cada vez mais conservador. A liberdade e autoridade devem ser preservadas através de instituições públicas e privadas e a educação deve ser conservada, naquilo que realmente funciona e edifica os alunos. É bom aquele que edifica, se o que edifica é bom. Mas, apesar de tudo isso, eu nunca quis resolver os problemas do mundo, os problemas particulares de indivíduos ou coletivos de classes. Como o João Batista, eu quero menos politicas publicas, só que o João Batista ainda está olhando para o lado errado. Paulo Guedes é o nome do sujeito que ele procura, o problema está, ao que parece, que Paulo Guedes vai ser ministro do Bolsonaro?!!!

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