FPA pede a Bolsonaro revogação de decretos de demarcação de terras indígenas

Publicado em 10/10/2018 17:51 e atualizado em 10/10/2018 20:23
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Conhecimento do agro, respeitabilidade e honestidade são requisitos pedidos por Bolsonaro para que setor defina o nome do novo Ministro da Agricultura
Alceu Moreira - Dep. Federal MDB - RS

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Entrevista com Alceu Moreira - Dep. Federal MDB - RS sobre a Bancada ruralista leva demandas a Bolsonaro

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FPA pede a Bolsonaro revogação de decretos de demarcação de terras indígenas

SÃO PAULO (Reuters) - A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pediu ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) a revogação dos decretos de demarcação de terras indígenas e de reforma agrária, um dos itens que compõe uma "pauta prioritária" para o setor entregue ao candidato nesta quarta-feira.

Os pedidos ocorrem após a FPA manifestar apoio a Bolsonaro, que terminou o primeiro turno das eleições com 46 por cento dos votos válidos.

No documento, a FPA também defende projetos ou regulamentações de lei voltados ao licenciamento ambiental e à regularização fundiária rural e urbana.

A Frente Parlamentar também faz críticas ao tabelamento de fretes, instituído após os protestos de caminhoneiros, e pede foco na aprovação de requerimentos para que projetos hidroviários tramitem em caráter de urgência na Câmara.

Em paralelo, a FPA disse ser "urgente" que o governo edite medida provisória para permitir que empresas cerealistas possam financiar a construção de armazéns com juros subsidiados do Plano Safra, "com uma linha de crédito específica para a atividade".

Candidatos devem entender que negócios dependem do Acordo de Paris, diz porta-voz de bancos de desenvolvimento

BRASÍLIA (Reuters) - É muito difícil que o governo brasileiro abra mão do acordo de Paris, afirmou nesta quarta-feira o presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), que representa bancos de fomento no país, reforçando que negócios dependem disso e que essa realidade deverá se impor sobre promessas feitas nas eleições presidenciais.

"Entre o discurso de campanha e execução de governo tem uma diferença enorme, as bravatas ficam para a campanha e na hora do discurso, de gerir um país, a coisa é mais importante", afirmou Marco Aurélio Crocco.

No início de setembro, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse que, se eleito, pode retirar o Brasil do Acordo de Paris de combate às mudanças climáticas uma vez que, segundo o presidenciável, as premissas previstas afetam a soberania nacional.

Bolsonaro, que em diversas áreas tem um discurso semelhante ao do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retirou os EUA do pacto global do clima, afirmou que é desfavorável ao acordo porque o Brasil teria que “pagar um preço caro” para atender às exigências.

"Alguns candidatos vão ter que entender que se vive num mundo. E mundo é igual condomínio: você não faz o que quer, tem que respeitar as regras do condomínio. Eles vão aprender isso e vão ver que tem acordos de comércio, acordos de empréstimos, acordos financeiros que dependem dessas questões", disse Crocco.

Nesta quarta-feira, a ABDE, que reúne o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros bancos e agências de fomento regionais, fechou um acordo com o governo do Reino Unido, que destinará até 25 mil libras para a entidade até março do ano que vem para que capacite instituições associadas a realizar captação de recursos de finanças verdes.

Crocco, que também comanda o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), defendeu que é impossível o país se desvencilhar dessa pauta, que é compartilhada globalmente.

"Nós levantamos recursos no exterior e se a gente bater hoje em qualquer agência de fomento, organismo multilateral, onde vai ter recurso é recurso pra fazer finanças verdes", afirmou.

"Só tem recurso pra isso porque o mundo está fazendo isso."

O embaixador britânico no Brasil, Vijay Rangarajan, também destacou que, nesse sentido, o fluxo de recursos é direcionado para investimentos concretos.

"Não é um tipo de ajuda", afirmou Rangarajan sobre o financiamento a projetos inseridos no âmbito de uma agenda sustentável e alinhada à governança ambiental e social.

Fonte: NA /Reuters

2 comentários

  • getulio marcos pereira Bueno Brandão - MG

    Para que mais terra ? Tomar dos índios, roubar dos índios e dos demais seres vivos ? Soberania para destruir ? Deixa o dólar vir a 2,50 e quero ver esse pessoal pedindo moratória. Quanto que vai ser suficiente pra essa gente ? Uma hora tem que bastar. E não adianta falar em matar a fome do povo porque produzimos bastante, o povo precisa de trabalho e a fome se combate com distribuição. Querem roubar as terras. Isso sim. Vamos usar as palavras certas. Não tá bom do jeito que tá ? O Pará já tá igual minha careca. Um dia não chove e aí . . . Bom, quem é da terra sabe . . .

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      GETULIO, 450 mil indios tem 110 milhoes de hectares, enquanto 200 milhoes de brasileiros tem 230 milhoes de hectares... Entao cada indio tem 380 vezes mais terra que cada brasileiro... Estamos roubando ?????

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  • Antonio Carlos Jr Zamith Rio de Janeiro - RJ

    RESGATAR SOBERANIA NACIONAL... Calma, a FPA que não dá para desfazer tudo que a máfia pt fez em 13 anos em 4. Antes o orçamento da união deve ser salvo do colapso em 2019. Eu também quero desfazer isso tudo , mas tem a maldita CF88 que entrega soberania de territórios em reserva indigena, protege corruptos e narcoterrorismo. Vai ser dificultoso ao extremo QUE O STF , imprensa e CIMI são entreguista com desculpa de pagar divida social.

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