Eleição de Jair Bolsonaro significa uma virada de página na política brasileira e o agro pode se beneficiar dessa mudança

Publicado em 29/10/2018 17:46 e atualizado em 30/10/2018 08:34
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Novo governo deve cuidar de situações importantes para o Agro como criação dos marcos regulatórios, segurança jurídica e investimento em logística
Xico Graziano - Consultor e Professor de MBA da FGV AGRO

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Entrevista com Xico Graziano - Consultor e Professor de MBA da FGV AGRO sobre o Futuro da Política

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Diante da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a presidência da República, o consultor e professor de MBA da FGV AGRO, Xico Graziano, conversou com o Notícias Agrícolas nesta segunda-feira (29) para ajudar a traçar o cenário que se desenha a partir de então.

Para Graziano, a eleição de Bolsonaro representa uma virada na política brasileira, atacando o sistema tradicional. Entretanto, o candidato eleito deverá enfrentar dificuldades, uma vez que o país continua em crise. Por enquanto, há muitas incertezas dentro deste desenho.

Embora a oposição venha forte, o consultor aponta que Bolsonaro possui viabilidade eleitoral, uma vez que os seus articuladores políticos já são maioria no Congresso. Isso será fundamental para que as suas propostas tenham viabilidade.

Ele também acredita que essa eleição rompe com o modelo partidário vigente até então. Para Graziano, as democracias contemporâneas possuem um número menor de partidos.

Quanto ao agronegócio, ele destaca que os agricultores modernos do Brasil esperam que o Governo não atrapalhe. Contudo, ele destaca que algumas medidas como a definição de marcos regulatórios, a segurança no campo e a logística devem ser priorizadas.

‘Moro como ministro da Justiça ou do STF’ (ESTADÃO)

Em sua primeira entrevista como presidente eleito, Jair Bolsonaro confirmou que gostaria de contar com o juiz Sérgio Moro, ou como ministro do Supremo, como já havia sido indicado durante a campanha, ou até mesmo como ministro da Justiça. “Se eu tivesse falado isso antes (durante a campanha) soaria como oportunismo. Pretendo conversar com ele (Moro) para ver há interesse da parte dele”, disse Bolsonaro para a TV Record.

Ministério da Justiça é melhor caminho para Moro chegar ao STF

Nomear Sergio Moro como ministro da Justiça é a melhor opção para abrir as portas do STF ao juiz da Lava Jato daqui a dois anos – o decano Celso de Mello só se aposenta em 2020.

Moro trilharia caminho semelhante ao de Alexandre de Moraes, que também ocupou o Ministério da Justiça antes de virar ministro do Supremo.

Bolsonaro reafirma que invasões serão tipificadas como “terrorismo”

Jair Bolsonaro reafirmou na Rede Record que, se depender dele, invasões de propriedade privada como as perpetradas por movimentos como MST e MTST, serão tipificadas como “terrorismo”. E que não pretende dialogar com quem invade, depreda e incendeia propriedades. 

Mas que, obviamente, essa vontade dele terá de ser aprovada pelo Parlamento.

Aposta de JB em acordos comerciais

A política externa do presidente eleito Jair Bolsonaro será uma espécie de imagem invertida do que foi feito nos governos do PT, segundo reportagem do Estadão. A aproximação com os países bolivarianos e ênfase no relacionamento sul-sul deverá ficar para trás. Bolsonaro deverá aprofundar as relações com os Estados Unidos e com Israel. Também já manifestou restrições à China e disse que não pretende se relacionar com ditaduras como a Venezuela.

A avaliação dos colaboradores do presidente eleito é que o País abdicou de ter uma política externa dedicada a dinamizar a economia. É aí que está o centro das propostas em formulação. Bolsonaro já disse que quer realizar acordos bilaterais, trilaterais e multilaterais para dinamizar o comércio e não hesitará em propor mudanças no perfil do Mercosul se esse se mostrar um obstáculo a novos acordos. / J.F.

Bolsonaro diz que imprensa que mentir não terá propaganda oficial do governo

(Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira ser a favor da liberdade de imprensa, mas voltou a atacar o jornal Folha de S.Paulo por reportagens contrárias a ele e disse que veículos que mentirem não terão propaganda oficial do governo.

"Sou totalmente favorável à liberdade de imprensa, temos a questão da propaganda oficial do governo, que é uma outra coisa", disse Bolsonaro em entrevista à TV Globo.

"Não quero que ela (Folha) acabe, mas, no que depender de mim, da propaganda oficial do governo, imprensa que se comportar mentindo descaradamente, não terá apoio do governo federal", acrescentou.

Bolsonaro citou especificamente como mentira reportagem da Folha que revelou que empresários simpatizantes do então candidato do PSL estariam pagando milhões de reais pelo envio em massa de mensagens contra a campanha do adversário petista, Fernando Haddad.

Bolsonaro diz que vai negociar com governo Temer medidas no Congresso, inclusive reforma da Previdência

(Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que vai conversar com o governo do presidente Michel Temer na próxima semana para discutir projetos que possam ser aprovadas ainda este ano no Congresso Nacional, incluindo a reforma da Previdência.

Em entrevista à TV Record, Bolsonaro disse também que irá tentar impedir que o Congresso aprove neste ano medidas chamadas pautas-bomba, para que não afetem ainda mais as contas públicas do país.

"Semana que vem estaremos em Brasília e buscaremos junto ao atual governo de Michel Temer aprovar alguma coisa no que está em andamento lá, como a reforma da Previdência, senão no todo, em parte do vai sendo proposto, o que evitaria problemas para o futuro governo", disse ele.

"Vamos também buscar maneiras de evitar as tidas pautas-bomba, que estamos com déficit monstruoso e não podemos aumentar esse déficit ainda mais a partir do ano que vem sob o risco de o Brasil entrar em colapso."

O presidente eleito também afirmou que iniciará o processo de privatização pelas estatais que são deficitárias e disse que as empresas públicas que não cumprirem metas estarão sujeitas a serem vendidas à iniciativa privada.

Bolsonaro também concordou com a avaliação feita na noite de domingo pelo economista Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda do governo do capitão da reserva do Exército, de que o Mercosul não deve ser prioridade do futuro governo. Para o presidente eleito, o bloco comercial "tem sua importância, mas está supervalorizado".

Ao tratar sobre comércio exterior, Bolsonaro defendeu a ampliação das relações com os Estados Unidos. Ele disse, inclusive, que a conversa que teve por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, na véspera foi mais longa do que a que teve com outros líderes mundiais.

PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Bolsonaro voltou a dizer que pretende indicar o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeira instância da Lava Jato no Paraná, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e também aventou a possibilidade de nomear o magistrado ao Ministério da Justiça.

O presidente eleito afirmou que ainda vai procurar Moro para uma conversa e disse que, se o juiz, responsável pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estiver disposto, ele poderá ajudar seu governo.

O capitão da reserva também disse na entrevista que gostaria que seu partido, o PSL, não entre na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, como forma de garantir a governabilidade à sua gestão.

Bolsonaro, que defendeu uma distribuição entre as vagas da Mesa Diretora da Câmara entre os vários partidos políticos com representação na Casa, disse que proporá um "pacotão" de medidas ao Legislativo visando diversas áreas.

"A gente pretende botar um pacotão de medidas que vai atender o agronegócio, a agricultura familiar, a segurança jurídica que o homem do campo precisa, atender à questão da segurança pública para que nós possamos exercer de fato o legítimo direito à defesa, atender às Forças Armadas, os policiais", disse ele na entrevista.

"Com esse pacotão de medidas, todos se beneficiam, e o Brasil fica melhor para todo mundo", avaliou.

(Por Eduardo Simões)

Uma reforma para durar 30 anos (no ESTADÃO)

Futuro ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) defende que a proposta de reforma da Previdência a ser apresentada pelo novo governo tenha a capacidade de durar por pelo menos trinta anos.

Onyx tem deixado claro que o próximo governo não quer fazer uma reforma meia sola, apenas resolvendo os problemas mais urgentes e sem promover mudanças mais consistentes. /M.M.

Pauta conservadora na agenda do Congresso

O grupo de parlamentares alinhados ao presidente eleito Jair Bolsonaro defende a ideia de começar a votar ainda neste ano propostas conservadoras em tramitação na Câmara e do Senado. Segundo reportagem da Folha, a principal proposta é a revisão do Estatuto do Desarmamento. O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) diz acreditar que será possível aprová-la ainda neste ano.

Além disso, a bancada quer votar o projeto sobre abuso de autoridade, aprovado no Senado e parado na Câmara, e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, atualmente tramitando no Senado.  Deputados e senadores da atual legislatura voltam ao trabalho normal em novembro e devem manter o ritmo até meados de dezembro, quando o Congresso entra em recesso. / J.F.

Doria longe dos palácios (ESTADÃO)

João Doria Jr. não vai morar no Palácio dos Bandeirantes. O tucano afirmou na manhã desta segunda-feira em entrevista à Jovem Pan que pretende continuar morando em sua casa no Jardim Europa.

Aproveitou para anunciar que os palácios de verão (no Horto Florestal) e de inverno (em Campos do Jordão) do governo serão transformados em centros culturais administrados por meio de concessão ao setor privado. / V.M.

O fim melancólico da social-democracia brasileira

João Doria deixou claro quem é o novo dono do partido, ao afirmar ontem que não sairia do PSDB e hoje, na entrevista a O Antagonista, ao dizer que venceu a esquerda tucana.

É o fim da social-democracia brasileira, que se deixou transformar melancolicamente em linha auxiliar do PT e pagou, assim, o preço do seu próprio caixão.

Hora de comprar moderação

“Quem comprou radicalização à direita de 2013 para cá se deu bem. O que ficou barato agora é parcimônia e racionalidade econômica. São promissoras as condições para um partido social-democrata moderno no Brasil. Mas será preciso arriscar”, escreveu Vinícius Mota na Folha.

Na opinião do colunista, a democracia brasileira que deu vazão ao sentimento de contrariedade em 2002, reabriu as portas agora, para o outro lado do espectro.

Haddad usa Twitter para desejar sorte a Bolsonaro, que agradece palavras de petista

BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, usou o Twitter nesta segunda-feira para cumprimentar o presidente eleito, Jair Bolsonaro, pela vitória no segundo turno das eleições, e o capitão da reserva respondeu mais tarde agradecendo as palavras do petista e afirmou que "o Brasil merece o melhor".

A troca de mensagens entre os dois adversários no segundo turno da eleição presidencial acontece depois de Haddad ter se recusado, no domingo, a ligar para o vencedor da disputa pelo Palácio do Planalto e depois de uma campanha em que as ofensas pessoais entre os dois candidatos foi constante.

"Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!", escreveu Haddad.

Mais tarde, Bolsonaro republicou a mensagem de Haddad em sua conta no Twitter e respondeu ao petista.

"Senhor Fernando Haddad, obrigado pelas palavras! Realmente o Brasil merece o melhor", escreveu o presidente eleito.

No domingo, depois de saber o resultado, Haddad informou à família e ao comando da campanha que não telefonaria para cumprimentar Bolsonaro pela vitória. Em 2016, quando foi derrotado por João Doria (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo, Haddad ligou para cumprimentar o adversário, mesmo tendo uma relação difícil com o tucano.

Haddad responsabiliza diretamente Bolsonaro pela enxurrada de ataques pessoais e mentiras divulgadas contra ele nas redes sociais durante a campanha, e disse ter sido pessoalmente ofendido pelo presidente eleito.

Bolsonaro, do PSL, venceu a disputa pelo Palácio do Planalto com 55,1 por cento dos votos válidos, contra 44,9 por cento de Haddad.

Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • dejair minotti jaboticabal - SP

    Voltemos ano 2001..., teve uma pessoa que foi boi de piranha para FHC (foi até taxado de Corvo se não me engano)..., FHC em 2003 ou 2002 apoiou lulla contra Serra, fritou o Serra e ajudou o apedeuta a ganhar..., alem disto inaugurou a reeleição, comprando como sempre os deputados no famoso "é dando que se recebe"..., no segundo mandato não fez nada, como sempre são os segundos mandatos... Hoje maldizemos o PT com razão, mas que facilitou para eles foi FHC e seus amigos..., realmente não sei se o Xico é um deles.

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    • ADEGILDO MOREIRA LIMAPRESIDENTE MEDICI - SC

      PSDB, MDB , PT, são frutos da mesma árvore, um mais verde outro já vermelho mas todos venenosos... FHC é tão comunista quanto lula e Zé dirceu...

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    • DALMO HENRIQUE FRANCO SILVADOURADOS - MS

      Acrescento ainda neste comentário o fato de Ciro Gomes só agora dizer que foi traído por Lula. Conversa fiada..., até há poucos dias defendia o barbudo e ainda falava em soltá-lo... Não podemos baixar a guarda com esses esquerdopatas, porque esse especialmente vai querer se fazer de santo buscando ser diferente... e nós sabemos que não é nada disso... A VIGÍLIA DEVE SER CONSTANTE. AVANTE BRASIL!

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  • Warner Munhê -

    Vai ser muito difícil enfrentar os poderosos e os arruaceiros, mas o Bolsonaro tem raça e vai conseguir. Seremos país de primeiro mundo.

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    • DEJAIR MINOTTIJABOTICABAL - SP

      Não sei se estarei aqui para ver, mas duvido.

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    • ADEGILDO MOREIRA LIMAPRESIDENTE MEDICI - SC

      Djair, vc dúvida até hj que o lula e o maior ladrão da história moderna do Brasil!!!

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