Brasília em pânico, Sérgio Moro vem aí!!!!

Publicado em 31/10/2018 16:51 e atualizado em 01/11/2018 04:42
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Investigação sobre a morte de Celso Daniel poderá ser retomada por Sergio Moro á frente do Ministério da Justiça, diz advogado do escritório Pinheiro Pedro
Antônio Fernando Pinheiro Pedro - Advogado e Vice-Presidente da Associação Paulista de Imprensa

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Entrevista com Antônio Fernando Pinheiro Pedro sobre Política

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A fim de repercutir os novos desdobramentos políticos do Brasil, com as primeiras medidas anunciadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, os jornalistas Aleksander Horta e João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, conversaram com Antônio Fernando Pinheiro Pedro, advogado e vice-presidente da Associação Paulista de Imprensa.

Pedro acredita que o país está começando uma "nova era". Contudo, ele acredita que o novo Governo ainda deve enfrentar diversas dificuldades, embora, para ele, a eleição de Bolsonaro tenha sido um "grande passo".

O foco da conversa esteve voltado para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, que deve ser anunciado como o novo Ministro da Justiça. Para Pedro, Moro é uma referência do judiciário nacional e internacional. O advogado ressalta que ele representa "um magistrado corajoso que reproduziu a operação Mãos Limpas da Itália e conclui a operação sem riscos em sua reputação". Ele comenta, ainda, que há chances de Moro assumir também uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Confira a entrevista completa no vídeo acima.

Moro vai aceitar o Ministério da Justiça ampliado (no ESTADÃO)

No encontro que terá amanhã as 9h30, com Jair Bolsonaro e com seu vice, o general Hamilton Mourão, na casa do presidente eleito, no Rio, o juiz Sérgio Moro vai comunicar que aceita o convite que lhe será formalizado, para assumir o Ministério da Justiça. Ao que se apurou, a inclinação do juiz curitibano, diante da escolha de seu nome, foi claramente positiva.

Como seria esse novo ministério? Ele traria um novo desenho do MJ, mais ampliado, que incluiria a área de Segurança Pública, mais a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, juntando no pacote a CGU e o Coaf. (POR SONIA RACY).

Superpasta para Moro

No encontro que terá amanhã, 1, com Jair Bolsonaro e o vice, general Hamilton Mourão, o juiz Sérgio Moro vai comunicar que aceita o convite — que será formalizado — para assumir o Ministério da Justiça (MJ). De acordo com Sonia Racy na Coluna Direto da Fonte, a inclinação do juiz, diante da escolha de seu nome, foi claramente positiva.

Moro será xerife de uma superpasta, segundo informa a colunista do Estadão: além de retomar a área de Segurança Pública, a Justiça teria sob seu guarda-chuva a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, juntando no pacote a CGU e o Coaf, que hoje está na alçada do Ministério da Fazenda.

Moro ainda não decidiu se aceitará convite de Bolsonaro para Ministério da Justiça (REUTERS)

Por Ricardo Brito, Lisandra Paraguassu e Brad Brooks

BRASÍLIA, 31 Out (Reuters) - O juiz federal Sérgio Moro, principal responsável pela operação Lava Jato, vai se reunir na quinta-feira no Rio de Janeiro com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para discutir a oferta feita pelo futuro chefe do Executivo para que ele assuma o cargo de ministro da Justiça, disseram à Reuters fontes com conhecimento direto das tratativas.

Moro --que se tornou um símbolo mundial no combate à corrupção em razão da Lava Jato e quem condenou e decretou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- ainda não decidiu se aceitará o convite de Bolsonaro para assumir a pasta, segundo as fontes.

Uma outra fonte disse à Reuters que a Justiça Federal de Curitiba vai abrir um processo seletivo para juízes se candidatarem a assumir a 13ª Vara Federal, a de Moro. A informação é que os investigações e processos da Lava Jato não seriam redistribuídos, mas permaneceriam na mesma vara, só que com um novo responsável.

Segundo essa fonte, Moro já teria conversado com equipe de Bolsonaro e feito duas exigências para assumir o cargo: a aprovação das 10 medidas contra a corrupção e que todo o sistema de controle ficasse sob o comando dele. Isso significa que não apenas a reunificação das pastas da Justiça e da Segurança Pública (estrutura em que está a Polícia Federal atualmente), mas também com a presença da Corregedoria e do Ministério da Transparência.

Outra fonte disse, contudo, que ainda não está fechado o formato do novo Ministério da Justiça.

A expectativa da equipe de Bolsonaro é de que Moro aceite o convite para assumir o Ministério da Justiça no futuro governo. “Moro acho que já aceitou a proposta do Bolsonaro e falta só um último encontro", disse uma fonte próxima ao presidente eleito, que pediu para não ser identificada.

Em sua primeira entrevista exclusiva após eleito, Bolsonaro disse que iria convidar Moro para o Ministério da Justiça ou para uma vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). Caso ninguém deixe a corte antes, a próxima vaga no STF será aberta apenas em 2020, com a aposentadoria compulsória do decano Celso de Mello.

Caso decida se tornar ministro do governo Bolsonaro, Moro terá de pedir exoneração do cargo de juiz federal. Isso significa que não poderá voltar ao posto, se eventualmente for demitido pelo futuro presidente da República.

"PRECIPITADO"

Petistas e simpatizantes de Lula consideram Moro um dos principais algozes do ex-presidente e já tecem críticas sob uma eventual participação dele no governo Bolsonaro, o presidente eleito que encarnou durante o pleito o discurso antipetista.

A ex-corregedora Nacional de Justiça e ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon afirmou à Reuters que considera "precipitado" uma eventual decisão de Moro de ocupar o Ministério da Justiça.

"Acho precipitado ele sair e pedir exoneração. Detona a carreira de juiz para começar uma carreira nova, acho isso um pouco arriscado", disse Eliana, que declinou do convite para assumir essa pasta após ter sido sondada por interlocutores de Bolsonaro.

Para a ex-ministra do STJ, Moro, que tem 46 anos, tem uma carreira promissora, embora já tenha prestado "grande serviço" à nação com a Lava Jato.

"Claro que a Lava Jato não é só ele, há um grande grupo fazendo parte do trabalho, mas ele é o comandante número 1. Ele saindo desarticula muito", avaliou Eliana Calmon. "Ele ainda precisava ficar para terminar o que começou com tanta competência, é jovem."

Eliana Calmon destacou que Moro poderia, sim, esperar a aposentadoria de Celso de Mello ou a abertura anterior de outra vaga para o STF para chegar à Suprema Corte. Embora tenha ressaltado a atuação imparcial do magistrado, ela admite que a nomeação de Moro para o Ministério da Justiça poderia abrir margem para críticas de petistas e simpatizantes de Lula de atuação partidária do juiz à frente da Lava Jato. (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

Pânico em Brasília II (em O Antagonista)

O advogado Kakay, que dispensa apresentações, disse ao Broadcast do Estadão que será uma “vergonha a mais” para o Judiciário, caso Sergio Moro aceite o convite de Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça.

“O Moro tem plenas condições de ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mas aceitar ser ministro do Executivo, tendo participado ativamente dessa eleição – do processo de prisão do ex-presidente Lula, entre outras questões -, acho que infelizmente desqualifica completamente o Poder Judiciário.”

Considerando a reação geral, aceitar o convite parece ser a coisa certa a fazer.

O plano de Moro

Exatamente um ano atrás, Sergio Moro falou sobre a necessidade de se fazer um “Plano Real Contra a Corrupção”.

É o que explica sua ida ao Ministério da Justiça: a chance de institucionalizar a Lava Jato, criando instrumentos permanentes de combate à roubalheira – coisa que ninguém fez.

Moro ministro contra a rota do dinheiro sujo

A possível passagem do Coaf para a alçada de um superministério da Justiça comandado por Sergio Moro é mostra de que o combate à lavagem de dinheiro proveniente de corrupção será prioritário, caso ele aceite mesmo o convite.

Mais cedo, contamos que um dos eixos da gestão de Moro no MJ será justamente o combate a crimes financeiros.

Não é à toa que o PT está chamando todo mundo de “fascista”.

Bolsonaro define 15 ministérios em novo governo (ESTADÃO)

 Com as fusões confirmadas na reunião dessa terça-feira, 30, a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) definiu que o novo governo terá de 15 a 17 ministérios. O governo Temer conta, hoje, com 29 pastas. Além do superministério da Economia - que englobará Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio -, e da fusão das pastas da Agricultura e do Meio Ambiente, a Casa Civil de Bolsonaro deverá incluir a Secretaria de Governo.

Paulo Guedes já foi confirmado como o futuro ministro da Economia e o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro-chefe da Casa Civil. O general reformado Augusto Heleno será o titular do Ministério da Defesa.

Ciência e Tecnologia, que terá como ministro o astronauta Marcos Pontes, será unido ao Ensino Superior. Também foi definida a fusão do ministério da Infraestrutura com o de Transportes. Já o de Desenvolvimento Social se juntará ao de Direitos Humanos e cogita-se uma mulher ligada a movimentos sociais para ocupar o cargo. A equipe ainda estabeleceu a fusão do ministério da Justiça com o da Segurança Pública. Esse superministério da Justiça, que será oferecido ao juiz Sérgio Moro, irá englobar também órgãos afins como Transparência, Controladoria-Geral da União e Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). 

Marcos PontesMarcos Pontes, futuro 

Há uma dúvida em relação ao Ministério da Integração Nacional, que poderá ser unido às pastas das Cidades e do Turismo. Permanecerão separados os ministérios da Defesa, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional.

A senadora Ana Amélia Lemos (PP), que foi candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin, é "um nome disponível" para ocupar algum ministério. Já o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, que era cogitado para ocupar o Ministério das Relações Exteriores, foi descartado.

Veja como será a composição dos ministérios no governo Bolsonaro:

1) Casa Civil com a Secretaria de Governo - Onyx Lorenzoni

2) Economia (fusão de Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior) - Paulo Guedes

3) Defesa - General Augusto Heleno

4) Ciência e Tecnologia (com Ensino Superior) - Marcos Pontes

5) Educação, Cultura e Esporte

6) Agricultura e Meio Ambiente

7) Trabalho

8) Minas e Energia

9) Relações Exteriores (está em discussão se ministro será um diplomata ou alguém formado em Relações Internacionais)

10) Integração Nacional (ainda não está definido, mas deve se juntar aos ministérios das Cidades e do Turismo)

11) Infraestrutura, junto ao Ministério dos Transportes

12) Gabinete de Segurança Institucional - deverá ter como titular um nome ligado ao Exército

13) Desenvolvimento Social e Direitos Humanos - poderá ser oferecido a uma mulher ligada a movimentos sociais

14) Justiça e Segurança

15) Saúde

 

 

Por: Aleksander Horta e João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas

3 comentários

  • Alexandre Carvalho Venda Nova do Imigrante - ES

    Estamos diante de uma nova Era, e me sinto orgulhoso por fazer parte dela e ter contribuído para que chegássemos nesse ponto, tão sonhado por conhecidos meus que já se foram. Que saibamos aproveitar o momento e colocar o Brasil, definitivamente, nos "trilhos do trem bala". Não será uma tarefa fácil consertar esses mais de 30 anos de estragos, principalmente o estrago humano, de total ausência de profissionais comprovadamente aptos e preparados (as cotas raciais e outras facilidades para o acesso ao Ensino Superior, foram a pior medida que os Governos esquerdistas poderiam ter criado). Mas, com os investimentos corretos, o enxugamento da máquina pública, o corte de impostos, a Reforma da Previdência, a Reforma Política e o estímulo para criação de novas empresas e, consequentemente, a criação de milhares - quiçá, milhões! - de empregos, fará com que o Brasil cresça de forma exponencial.

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  • Paulo André Petry Porto Alegre - RS

    Triste é ver uma página que tem um conteúdo tão interessante sendo tão partidarista. Até Michel Temer já defenderam... Não não é proibido, é apenas tendencioso. Se as info sobre política são tendenciosas, porque as info sobre o mercado não podem ser também?

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      Esta pagina (esta' escrito lá em cima) é DO PRODUTOR -- apesar de varios "penetras" aparecerem vez ou outra para agitar o ambiente... logo, nao e' um giornal dirigido a todos os cidadãos..., trata-se de algo dirigido especificamente ao produtor rural... Portanto AQUI falamos dos nossos problemas e tentamos nos proteger da COBIÇA dos esquerdistas... Os esquerdistas nao entendem que a terra e' um capital produtivos necessario à atividade de produçao de alimentos... Os esquerdistas enxergam a terra como algo a ser " torrado" para passear alegremente em Paris , ficar no boteco tomando cerveja filosofando sem trabalhar, ou gastar em carroes e mulheres... Esse e' o nosso PARTIDARISMO, se proteger de ladroes que querem botar a mao em tudo que e' dos outros.

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  • Augusto Mumbach Goiânia - GO

    Sempre comentei com meus amigos que Bolsonaro ia criar um Ministério da Lava Jato. Ta aí.

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