Jair na chuva...Pra bom entendedor, meia foto basta. Por João Batista Olivi

Publicado em 18/04/2019 08:32 e atualizado em 19/04/2019 13:05
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João Batista Olivi - Jornalista

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Jair na chuva... Pra bom entendedor meia foto basta...

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Bolsonaro na chuvaA foto do presidente Jair Bolsonaro debaixo de chuva durante cerimonia realizada ontem, em homenagem ao Dia do Exército, é emblemática. Para alguns críticos, a imagem pode ser uma demonstração de um político populista tentando angariar simpatias e comover corações. Para outros, como o jornalista João Batista Olivi, aqui do Notícias Agrícolas, ela é emblemática e, igualmente, sintomática... Sintomática porque por um lado mostra, por analogia, o lider isolado, se expondo... enquanto, de outro, tranmite o significado de como Jair quer se fazer entender: pelo exemplo... Ficar debaixo da chuva enquanto o hino nacional é executado é mais do que uma reverência, é um sinal de que, tal qual a Lei, "a chuva é igual para todos"... (tanto que os generais das 3 Forças ali presentes seguiram o exemplo do presidente e, perfilados, continuaram em continência mesmo debaixo do toró).

 

Live Bolsonaro - IndiosA outra imagem transmitida nesse comentário de JBOlivi é da "live" realizada ontem por Bolsonaro de dentro de seu gabinete presidencial, com lideranças indigenas do Norte do País. O Notícias Agrícolas reproduz a transmissao como forma de comparação e reflexão aos usuários do NA. Ou seja, ver a desenvoltura do presidente em seu gabinete, a forma como se comunica, e a forma como se relaciona com seus visitantes, permite que nosso usuários comparem o que realmente aconteceu ontem dentro da ante-sala do gabinete presidencial, o que foi conversado, o que foi demonstrado, ... e como a mídia retratou aquele momento... Outra comparação necessária foi a cobertura da cerimonia no Dia do Exército. Para a grande mídia, a chuva não aconteceu..

Presidente da República, Jair Bolsonaro durante Cerimônia Comemorativa do Dia do Exército, com a Imposição da Ordem do Mérito Militar e da Medalha do Exército Brasileiro.

Por que Bolsonaro tomou chuva na solenidade? Tomar chuva juntamente com a sua tropa é um símbolo que somente militares são capazes de entender, sem necessidade de qualquer palavra! É desconfortável e aparentemente desnecessário. Mas militares cultuam a resistência, persistência, tranquilidade, simplicidade, superação de dificuldades e muitos outros valores. O líder máximo da nação se iguala ao de menor graduação num exercício de disciplina. "Estarmos todos no mesmo barco" é um exemplo de liderança silenciosa compreensível a todos que, passam pela situação conjuntamente com os outros. Mesmo que a compreensão se dê apenas inconscientemente, há a sensação de que se houver chuva ou outra intempérie ou dificuldade, continuaremos juntos. É uma tradição aprendida e valorizada por quem passa por situações de perigo e extrema turbulência e aprende a reconhecer o grupo, a camaradagem, a interdependência, o espírito de corpo. Foi um enorme símbolo de simplicidade que Bolsonaro deu ao seu povo que tem perdido tradições milenares que jamais deveriam ser esquecidas. Tal gesto foi ignorado e desprezado por jornalistas que estão completamente desviados do caminho dessas tradições que em nada atrapalham a evolução moderna, mas ao contrário, adicionam muito conteúdo a pessoas que cada vez mais estão vazias e afastadas de sua verdadeira natureza! (Extraído do blog Vamos Falar Para o Brasil).

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Presidente sinalizou que quer uma relação mais amistosa com jornalistas, fugindo do padrão demonstrado desde a posse (por Mateus Fagundes, de O Estado de S.Paulo)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 18, na cerimônia de comemoração do Dia do Exército, em São Paulo, que a imprensa é essencial para a democracia. Ele sinalizou que quer uma relação mais amistosa com jornalistas.

"Em que pese alguns percalços entre nós, precisamos de vocês (profissionais da imprensa) para que a chama da democracia não se apague", afirmou, no Comando Militar do Sudeste.  O presidente disse ainda que espera que "pequenas diferenças fiquem para trás".

O discurso conciliador foge do padrão demonstrado desde que o presidente tomou posse. Levantamento publicado no mês passado pelo Estado mostrou que, em média, Bolsonaro usou o Twitter uma vez a cada três dias para publicar ou compartilhar mensagens nas quais critica, questiona ou ironiza o trabalho da imprensa brasileira.

Também em março, o presidente endossou no Twitter tese levantada pelo site Terça Livre, que falsamente atribuiu a uma jornalista do Estado a declaração de que teria “intenção” de “arruinar Flávio Bolsonaro e o governo”.  A postagem de Bolsonaro expôs uma foto da profissional, que a seguir foi alvo de uma onda de ataques nas redes sociais.  

A conduta do presidente foi criticada em nota conjunta da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner).  "Abert, ANER e ANJ assinalam que a tentativa de produzir na imprensa a imagem de inimiga ignora o papel do jornalismo independente de acompanhar e fiscalizar os atos das autoridades públicas".

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmaram em bota que o episódio mostrou  "descompromisso com a veracidade dos fatos" por parte do presidente. As entidades criticaram o uso da posição de poder do presidente para "tentar intimidar veículos de mídia e jornalistas".  

Na curta fala da cerimônia desta quinta-feira, de menos de seis minutos, Bolsonaro relembrou a formação dele no Exército nos anos 1970, período que classificou como "momento conturbado de nossa nação". Ele voltou a dizer que o Exército "sempre esteve ao lado da vontade popular".  

Selfie e 'afago'

O presidente Jair Bolsonaro quebrou o protocolo na cerimônia de comemoração do Dia do Exército, no Comando Militar do Sudeste, na zona sul de São Paulo. Depois de fazer o discurso, que durou seis minutos, Bolsonaro saiu da tribuna em que fez a fala e começou a se direcionar para o carro em que chegou. No caminho, porém, retornou no pátio e foi em direção à banda do Exército.

Neste momento, brincou de reger a banda e tirou selfies. Os músicos, aliás, tocaram um trecho do hino do Palmeiras, clube para o qual ele torce.

A cerimônia ocorreu no pátio Sargento Mário Kozel Filho, no Comando Militar do Sudeste. O militar, morto em serviço em 1968, é comumente citado por Bolsonaro em discursos como um das "vítimas da esquerda" durante a Ditadura Militar. Na fala de hoje, ele disse que Kozel morreu "pelas mãos daqueles que não defendem nem a liberdade nem a democracia".

Antes da incorporação da bandeira, no começo do evento, os cerimonialistas destacaram que Kozel foi um "militar morto vítima de um atentado em um período crucial de nossa história".

No texto, os cerimonialistas disseram ainda que o Exército estava "presente em 1964 e no Vale do Ribeira".

Foi na época da guerrilha do Vale do Ribeira, no início dos anos 1970, que o hoje presidente se aproximou do Exército, que no local buscava o guerrilheiro Carlos Lamarca. 

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LOGO REUTERS

Por Pedro Fonseca

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que o Brasil precisa cada vez mais da mídia para que a "chama da democracia não se apague", dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter ordenado que uma revista retirasse do ar uma reportagem no âmbito de inquérito para apurar notícias falsas e crimes contra a honra de ministros da corte.

Sem fazer referência ao caso que envolve o STF, Bolsonaro disse que, apesar de "alguns percalços" que teve com a mídia, "nós precisamos de vocês para que a chama da democracia não se apague, precisamos de vocês cada vez mais".

"Palavras, letras e imagens que estejam perfeitamente emanadas com a verdade. Nós, juntos, trabalhando com esse objetivo, faremos um Brasil maior, grande e reconhecido em todo cenário mundial", acrescentou.

O presidente fez a declaração durante discurso por ocasião de comemoração do Dia do Exército, em São Paulo. Na terça-feira, Bolsonaro já havia feito uma defesa da liberdade de expressão, classificando-a como "direito legítimo e inviolável", em uma publicação no Twitter.

Na semana passada, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que a revista Crusoé retirasse do ar uma reportagem que aponta suposta ligação do presidente do STF, Dias Toffoli, com a Odebrecht, sem indicar qualquer suposto crime que Toffoli teria cometido.

A decisão foi tomada no âmbito de um inquérito sigiloso, aberto por portaria do presidente do Supremo, que tem por objetivo apurar a existência de notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de crimes de honra, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo, membros e familiares, extrapolando a liberdade de expressão, segundo documento do tribunal.

A abertura do inquérito e a decisão de determinar que a reportagem fosse retirada do ar foram alvo de críticas de parlamentares e de entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O inquérito sigiloso também gerou embates entre a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que chegou a anunciar o arquivamento da investigação, e Moraes, que rejeitou a medida e manteve o inquérito, agora prorrogado por Toffoli por 90 dias.

Na quarta-feira, o presidente do Supremo disse que a liberdade de expressão não é absoluta e não pode ser utilizada para alimentar o ódio e a intolerância, durante discurso em que não citou a decisão de Moraes.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Wilton G. Bolsoni -

    UM NAÇÃO EM TRANSFORMAÇÃO...
    Vejo constantes manifestações de alguns setores da imprensa que caracterizam-se como ações de descontrução da democracia, adulterando propositalmente o sentido dos esforços do governo, o que é lamentável. Porém, não menos entristecedor, constata-se também que, aquela outra parcela da impensa, que em grande número se dizem imparciais, permanecem recolhidas em suas pretensões como quem só aguarda por resultados e grandes manchetes de capa, sem a preocupação de agir como atores e protagonistas da reconstrução nacional... Ou desconhecem sua importância no contexto democrático, ou, simplesmente, são incapazes de visualizar um novo Brasil, e sua contribuição para um novo tempo. Não criticam àqueles que insistem a ser contra tudo, qualquer plano ou projeto, que tenha por meta o futuro da nação. Não investigam, não manifestam opinião e nem se aprofundam em questões polemicas; não esclarecem a população... Apenas espreitam.

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