Lula livre? Nem pensar...(Fernando Pinheiro Pedro, Aleks Horta e João Batista Olivi)

Publicado em 25/04/2019 18:55 e atualizado em 27/04/2019 17:52
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Com a decisão do STJ em reduzir a pena de Lula, no máximo, ex-presidente poderia trabalhar de dia, mas terá que dormir na cadeia
Antônio Fernando Pinheiro Pedro - Advogado e Vice-Presidente da Associação Paulista de Imprensa

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Entrevista com Antônio Fernando Pinheiro Pedro sobre, Lula Livre? Sem chances...

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O resultado do julgamento do ex- presidente Lula pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que aconteceu esta semana foi o tema do debate promovido pelo site Notícias Agrícolas com a participação do advogado e vice-presidente da Associação Paulista de Imprensa,  Antônio Fernando Pinheiro Pedro  e dos jornalistas João Batista Olivi e Aleksander Horta.

A decisão do STJ gerou um sentimento de que o resultado foi favorável ao líder petista, principalmente após as principais mídias do país destacarem em manchete que o ex-presidente poderia deixar a prisão em Curitiba ainda em setembro deste ano.

Por unanimidade o Tribunal decidiu pela redução da pena de Lula de 12 anos e um mês para 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão. O período inclui a soma de penas por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, como parte da Operação Lava Jato.

No entanto, o resultado abre possibilidade apenas de transição do regime fechado para o semiaberto, ou seja, o condenado pode trabalhar ou estudar durante o dia, mas tem que voltar para a prisão à noite.

De acordo com a sentença,  essa alteração de regime somente  aconteceria  após o pagamento da multa de reparação de danos, diminuída de R$ 16 milhões para pouco mais de R$ 2,4 milhões e o mais importante,  como ressaltou Pinheiro Pedro, é que essa decisão fica a critério do juízo de execução da pena, em Curitiba e por isso, não se pode dar como certa a liberação de Lula.

Mas o que pouco se comentou na mídia é que, mesmo com a pena reduzida e a possibilidade de mudança de regime prisional, a decisão confirmou em 3ª instância a condenação do ex-presidente, derrubando todo argumento de prisão e ou perseguição política ao petista.

Resta agora saber o que o ex-presidente , caso seja autorizado pelo Justiça a mudar para o regime semi-aberto, vai fazer no período fora da cadeia. Algumas sugestões foram dadas durante a entrevista:

1) Auxiliar o Japonês da Federal
2) Limpar banheiros na PF de Curitiba
3) Trabalhar em penitenciárias agrícolas federais

Afinal , o que o ex-presidente pode fazer durante o período fora da cadeia, dê a sua contribuição.

No Estadão : Um país dividido

Por RUBENS FIGUEIREDO

O Brasil está dividido, mal-humorado e turbulento. O governo tem a ala dos militares, a ala da economia e a ala dos ideológicos. O Legislativo ensaia uma guerra contra o Judiciário, que, por sua vez, ameaça o Executivo. O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério Público (Procuradoria-Geral da República) entram em confronto aberto e medem forças à luz do dia. Nas ruas, simpatizante de um lado aplica mata-leão em manifestante do lado oposto. A base de apoio do governo não se entende nem a respeito das prioridades da pauta de votação na Câmara dos Deputados.

Existe também uma nítida divisão quanto ao que se percebe do desempenho do governo. Existem dois Brasis: um, que é veiculado nos grande meios de comunicação (ainda que com nuances), de cunho marcadamente contrário a Bolsonaro e ao governo; o outro, da opinião contundente e aparentemente majoritária espalhada nas redes sociais, que endeusa o presidente da República, aplaude com entusiasmo as ações governamentais e os arroubos presidenciais no Twitter.

No plano mais raivoso-ilustrado, as visões antagônicas se digladiam. A turma capitaneada por Olavo de Carvalho, alguns ministros da República incluídos, enxerga a esquerda como frequentadora de uma espécie de submundo das ideias. O que esquerdistas dizem não vale e nunca valeu nada. O subalterno ideário marxista e seus princípios não deveriam frequentar nem os livros de história do pensamento político moderno, pois não teriam atingido o status de pensamento, muito menos mereceriam o epíteto de moderno.

Leia o texto completo no site do Estadão

Brasil é governado por bando de malucos, diz Lula em primeira entrevista depois de um ano preso

BRASÍLIA (Reuters) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em sua primeira entrevista à imprensa desde que foi preso há pouco mais de um ano, que o país está sendo governado por um "banco de malucos", revelou ter recusado conselhos de aliados para deixar o país na iminência da prisão e fez duras críticas ao ministro da Justiça e primeiro juiz que o condenou na operação Lava Jato, Sérgio Moro, a quem diz querer "desmascarar".

"Vamos fazer uma autocrítica geral nesse país. O que não pode é esse país estar sendo governado por esse bando de malucos que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso", afirmou o ex-presidente, ao defender uma autocrítica da elite brasileira após a eleição do presidente Jair Bolsonaro.

Depois de uma batalha jurídica --em que foi proibido de ser entrevistado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) durante a campanha eleitoral--, o ex-presidente falou com os jornais Folha de S.Paulo e El País na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre pena por condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP).

Na entrevista, Lula fez críticas a Bolsonaro, embora não tenha sido taxativo em relação ao presidente. Disse que "ou ele constrói um partido sólido, ou não perdura".

Ao ser perguntado se se dava conta de que poderia passar o resto da vida preso, disse não ter problema com isso, mas que vai provar sua inocência.

"Adoraria estar em casa com minha mulher, meus filhos, meus netos, meus companheiros, mas eu não faço nenhuma questão porque eu quero sair daqui com a cabeça erguida como eu entrei. Inocente. E só posso fazer isso se eu tiver coragem e lutar com isso", afirmou.

Lula conta que, quando ficou claro que o objetivo era prendê-lo, aliados lhe disseram para sair do país, se refugiar numa embaixada ou até fugir. Mas ele afirmou ter tomado uma decisão de que deveria ficar e mirou seus ataques aos principais personagens envolvidos em sua condenação.

"Eu tenho tanta obsessão de desmascarar o Moro, desmascarar o Deltan Dallagnol (coordenador da Lava Jato no Ministério Público Federal) e a sua turma e desmascarar aqueles que me condenaram que eu ficarei preso durante 100 anos, mas eu não trocarei a minha dignidade pela minha liberdade", disse.

"Eu tenho certeza que eu durmo todo dia com a minha consciência tranquila. Tenho certeza que o Dallagnoll não dorme e que o Moro não dorme", reforçou. “Sei muito bem qual lugar que a história me reserva. E sei também quem estará na lixeira.”

Na entrevista, o ex-presidente se mostrou esperançoso em uma eventual vitória futura no STF no seu processo. Disse que o Supremo teve "coragem" em analisar uma série de casos, como a liberação das pesquisas com células-tronco, na demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em permitir a união homoafetiva "contra todo o preconceito evangélico" e a favor da adoção das cotas para negros nas universidades, em decisões contrária a boa parte da opinião pública.

"Ela (A Suprema Core) já demonstrou que teve coragem e se comportou. No meu caso, a única coisa é que votem em relação aos autos do processo. Não peço favor a ninguém", disse.

Na parte da entrevista que foi divulgada pelos veículos, não há comentário dele a respeito da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a condenação no caso do tríplex, mas reduziu a pena para 8 anos e 10 meses de prisão, o que poderia abrir a possibilidade para que tenha direito a pedir a progressão para o regime semiaberto --em que teria direito a trabalhar fora da cadeia de dia e voltar à noite-- a partir de setembro.

Em pelo menos um momento divulgado pelos jornais, Lula mostrou emoção e chorou, quando foi perguntado sobre a morte do neto, Arthur, de 7 anos, no mês passado, e da morte do irmão Vavá, em janeiro deste ano.

Apesar da lei de execuções penais prever a autorização para presos irem ao velório e enterro de parentes próximos, o ex-presidente não pôde comparecer ao enterro do irmão. No entanto, foi autorizado a sair por algumas horas para o velório e cerimônia de cremação do neto.

"A morte do meu neto é uma coisa que não... Às vezes penso que seria tão mais fácil se eu tivesse morrido... já vivi 73 anos, poderia morrer e deixar meu neto viver", disse, chorando.

"Mas não são apenas esses momentos que deixam a gente triste. Eu sou um homem que tento ser alegre, que tento trabalhar muito essa questão do ódio. Eu trabalho muito para vencer a questão do ódio, da mágoa profunda. Eu tenho muitos momentos de tristeza aqui. O que me mantém vivo, que eles têm que saber, é meu compromisso com esse país."

O ex-presidente disse ter preocupação com seus familiares --citando o fato de que ele está com os bens bloqueados. Mas ele destacou que também se preocupa com o Brasil, ao citar que antes o país era uma referência e que a situação atual é uma "avacalhação".

Os jornalistas ficaram por mais de duas horas com o ex-presidente, em uma sala de reuniões na sede da PF, em Curitiba, onde Lula está preso desde 7 de abril do ano passado.

Segundo as reportagens, pelas regras da PF, os jornalistas teriam que ficar a quatro metros da sala. No entanto, de acordo com vídeo publicado pela Folha de S.Paulo, Lula, ao chegar na sala, cumprimentou e abraçou os jornalistas, antes de sentar na sua mesa.

(Reportagem de Ricardo Brito E Lisandra Paraguassu)

 

 

Fonte: Notícias Agrícolas + Estadão

6 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Desculpem-me as palavras "chulas".

    Segundo um parente meu, que viveu no meio do ex-presidente quando ele era um sindicalizado e representante do sindicato na empresa onde trabalhava. O seu apelido era "O rei da bosta" pois, não trabalhava nada no seu torno mecânico. Ele pegava uma revista qualquer e ia para o banheiro e, lá ficava por um longo tempo, fingindo estar fazendo suas necessidades.

    Já naquele tempo, os representantes dos sindicatos tinham uma deferência maior com referência aos outros empregados, com relação aos seus empregadores.

    Essa é a verdadeira história desse que se diz um trabalhador e, representante da classe.

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  • Alexandre Carvalho Venda Nova do Imigrante - ES

    Invertebrado TRABALHANDO???

    Isso é alguma "pegadinha" deste renomado site?

    Se nunca, na vida desse desgraçado, ele TRABALHOU ou LEU qualquer livro que seja (palavras do próprio energúmeno), não será agora que ele fará isso. A não ser que "empreguem-no" no Instituto que leva o seu maldito nome ou em qualquer um daqueles sindicatos que já estão com a "corda no pescoço" pois a "teta (contribuição sindical obrigatória) secou".

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  • Carlos Roberto Manceira Manceira Ibiá - MG

    Então o sr. presidente Bolsonaro , esta deixando a turma do STF deitar e rolar , ja passou da hora de cuidar desta turma , já já o Lula vai esta passeando de navio em cruzeiro.

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  • edson m. braga filho santa rosa - RS

    A imprensa responsável deveria se preocupar com as ações do novo Presidente junto à agricultura. Passaram-se quase 5 (cinco) meses e NADA foi feito. A agricultura parece um navio no meio do oceano sem qualquer direção. Preocupante! O que o Lula vai fazer fora da prisão não interessa.

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  • Vinícius de Araújo Aguiar Sarandi - RS

    Lula livre? , Primeiro temos que lembrar que TRABALHAR NÃO É O SEU FORTE.

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  • Wagner Rogerio Silva

    Fazem o que bem querem. Fica um mínimo tempo preso , sai numa boa, pronto para desfrutar o dinheiro roubado.

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    • José Brasileiro

      Lula livre???? Uma vergonha soltarem um criminoso que roubou milhões e, com isso, prejudicou milhares de brasileiros pobres e carentes.

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