Sobe a temperatura no cenário político brasileiro, análise com Pinheiro Pedro, João Batista Olivi e Aleksander Horta

Publicado em 20/05/2019 17:52 e atualizado em 22/05/2019 14:00
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Bolsonaro diz que tem político que não quer "apenas conversar"
Antônio Fernando Pinheiro Pedro - Advogado e Vice-Presidente da Associação Paulista de Imprensa

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Entrevista com Antônio Fernando Pinheiro Pedro sobre o Clima da Política Aumentou

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O governo esta sabendo se comunicar? Veja a opinião de Pinheiro Pedro

 O governo de Bolsonaro tem se caracterizado por oficializar anúncios e medidas através de redes sociais, metodologia cuja eficiência é questionada pelo jornalista Antônio Fernando Pinheiro Pedro, que foi entrevistado por João Batista Olivi e Aleksander Horta.

“Uma batalha só deve ser travada quando já está ganha”

 Para o dia 26 de maio, a militância pró-Bolsonaro tem se mobilizado através de redes sociais para realizar um protesto como forma de apoio ao governo. Para o jornalista Antônio Fernando Pinheiro Pedro, esse tipo de movimento não deveria ser incitado pelos órgãos oficiais, já que esse tipo de atitude se caracteriza como o típico populismo de governos anteriores.

Elegemos um presidente que propôs combater o populismo e reforçar a democracia

 Quando em campanha, o presidente Bolsonaro teve como principal proposta combater a "velha política". Após sua eleição, essa proposta tem encontrando muita resistência. Para o jornalista Antônio Fernando Pinheiro Pedro, é necessário uma estratégia para alinhar o diálogo governamental, tanto em âmbito interno quanto externo.

Operação Lava Jato tem que ser reforçada, doa a quem doer

 A operação Lava Jato, que teve início em 2014, em investigação com relação a dois bancos de dados de Dario Messer, considerado como o "doleiro dos doleiros", expôs um esquema que em seis anos chegou a movimentar cerca de R$5,5 bilhões. Dentre as atividades estavam lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e evasão de divisas e que podem estar ligadas a políticos como Eunício de Oliveira, do MDB, ex-presidente do Senado, e ao tucano Geraldo Alckmin.

Sobe a temperatura no cenário político brasileiro, análise com Pinheiro Pedro, João Batista Olivi e Aleksander Horta

O Notícias Agrícolas convidou o advogado e vice-presidente da Associação Paulista de Imprensa, Antônio Fernando Pinheiro Pedro, para conversar, juntamente com os jornalistas Aleksander Horta e João Batista Olivi, a respeito da "elevação da temperatura" no meio político no Brasil.

Algumas dessas notícias envolvem "pressões" que estaria sofrendo o presidente da República, Jair Bolsonaro, as quais ele apenas aponta a existência. O presidente também salientou que acredita que a classe política é o principal problema do país.

Por outro lado, destaca-se também o fato de que o Governo não tem, neste momento, voz suficiente para aprovar a Reforma da Previdência. Um editorial do Jornal O Globo também salienta que o centrão estaria usando o Coaf como uma vingança contra a Lava-Jato.

Também está na pauta do debate uma matéria da revista Crusoé que conta que 43 doleiros movimentaram cerca de 5,5 bilhões de reais, envolvendo figuras como Eunício Oliveira (ex-presidente do Senado, MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Confira o debate completo no vídeo acima

Leia mais: Bolsonaro diz que problema do Brasil é classe política e que tem gente que não quer "apenas conversar"

Senadora do PSL diz que manifestantes devem ir para as ruas 'cobrar o Centrão'

BRASÍLIA - A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) acusou o Centrão de querer boicotar o governo no Congresso e é uma das parlamentares que promete ir para as ruas no próximo domingo, 26, em defesa do presidente Jair Bolsonaro. Soraya pretende participar do ato em Campo Grande.

Na opinião da senadora, os partidos do Centrão se movimentam para boicotar o governo pensando na próxima eleição e devem ser o alvo dos protestos no próximo domingo. "É um boicote, para mim está claro. É um boicote com intenção eleitoral para se eleger, para não dar certo esse governo porque daí eles voltam", disse a parlamentar durante conversa com jornalistas em seu gabinete. "A pauta (da manifestação) tem que ser muito específica, certeira e pontual: cobrar os parlamentares, cobrar o Centrão."

ctv-8hz-45543522-edilson-rodrigues A senadora Soraya Thronicke (PSL-RJ) Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Críticas

A senadora criticou o DEM - que tem três ministros no governo - e afirmou que o partido precisa defender o governo no Congresso após ter sido beneficiado na campanha eleitoral. "Os ministros têm que vir para o chão do Congresso e batalhar corpo a corpo, os ministros do DEM. Tem vários ministérios que estão aí com os partidos, esse cara tem que vir para cá, tem que vir para o chão", disse a parlamentar durante conversa com jornalistas em seu gabinete.

A opinião de Soraya gerou reações no DEM, legenda do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que chamou a parlamentar para uma conversa nesta terça-feira, 21. Para ela, os ministros "que são políticos" precisam acionar sua rede de relacionamentos na Câmara e no Senado e "fazer esse governo dar certo". "Está faltando boa vontade para ajudar o presidente", declarou. 

Além disso, Soraya também cobrou munição do governo para que os parlamentares do partido de Jair Bolsonaro intensificam a defesa do governo. "Acho que ele (Bolsonaro) poderia aproveitar melhor a bancada do PSL para ajudá-lo, usar mais a gente, passar mais informação pra gente, porque nós somos os soldados dele aqui. Ele pode contar com todo mundo (do PSL)."

Heleno admite risco de MP da reforma administrativa caducar, mas aposta em bom senso do Congresso

BRASÍLIA (Reuters) - Em meio à uma crise de articulação do governo com o Congresso, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, admitiu nesta segunda-feira que existe risco da medida provisória da reforma administrativa caducar, mas disse acreditar no bom senso dos parlamentares.

"Risco há. Claro que eu espero que ele não seja um risco provável, mas o risco existe, lógico. Está na mão deles. Eu acredito que uma nuvem de bom senso mostre que isso aí é contra tudo o que foi conversado", disse o ministro.

Heleno defendeu que a redução dos ministérios prevista na MP --e que pode cair caso a medida não seja aprovada por Câmara dos Deputados e Senado até o dia 3 de junho-- é uma questão de gestão.

O governo enfrenta resistência para votação da MP no Congresso. A medida foi aprovada em comissão com a volta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia, tirando-o do Ministério da Justiça, como propusera o governo. Mas, mesmo com o acordo feito com os parlamentares pelo Planalto, deputados do PSL tentam reverter a decisão em plenário.

Depois de uma semana sem votações, a Câmara deve tentar votar o texto esta semana, e parlamentares do chamado centrão já teriam concordado com a inversão de pauta para que a MP pulasse a ordem de votação.

Perguntado se estaria faltando bom senso ao centrão, Heleno disse que não acusaria ninguém, mas que é preciso uma reflexão sobre o que essas manobras vão trazer ao país.

"Isso é o tal negócio: há uma alternância de poder, que alguns partidos não admitem, mas há. Tem uma alternância de poder. Então eu sou você amanhã. Então amanhã quando eu precisar defender isso aí, eu não vou ter moral para defender, porque há algum tempo atrás eu fiz o contrário do que estou pregando", defendeu.

Por: Aleksander Horta e João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • Tiago Gomes Goiânia - GO

    Dê nome as bois Bolsonaro, já passou da hora de fazer isso... se não fica parecendo que é um joguinho, essa coisa de velha política querendo te corromper..., esse seu discurso generalista sem dar nome aos bois fica parecendo mais uma tática para camuflar as dificuldades, em partes naturais, existentes no governo. A população está se cansando e aos poucos seu apoio vai ficar restrito a "bolha" do zap zap.

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Somente a pessoa que quer complicar a tua vida pede para denunciar os ladroes, porque nesta terra quem se complica e' a pessoa honesta ----Vou contar uma estoria verdadeira que aconteceu aqui perto----Um produtor rural teve problemas com defensivos entao o medico lhe proibiu de ficar por perto---O empregado colocava a metade da dose e vendia o resto----Como a ferrugem nao desaparecia repetia as passagens alem do costume---Acabou falindo e os dois empregados ladroes ainda recorreram a justiça do trabalho aqui de Itapetininga---O juiz mandou pagar R$ 25.000 para cada ladrao---O produtor foi roubado e ainda teve que pagar indenizaçao para os ladroes----TIAGO, O SENHOR NAO SABE QUE NESTA TERRA DE LADROES NAO PODE ABRIR O BICO ????

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Pronto !!! Agora depois da votaçao, os **bois** aparecerem

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Sr. Antônio Pinheiro Pedro, logo depois de assistir essa excelente entrevista, assisti um pronunciamento do presidente Bolsonaro onde ele explicava o porquê de não "fabricar" uma mídia oficial, para melhorar a "comunicação" oficial. Ele dizia que o dinheiro é público e não é ético, nem moral, usar dinheiro público para promoção pessoal..., quem tem que apontar os erros e acertos do governo com imparcialidade são os jornalistas, e pode acreditar, existem muitos no Brasil.... Pessoas que não querem um centavo do governo, elas acreditam no livre mercado e vivem das contribuições dos seus assinantes e das doações de seu público, não há nada mais honesto que isso. Nada de dinheiro público. Quem tem competência se estabelece. Enfrentam dificuldades? Evidente que enfrentam, mas como o nosso presidente não se vendem, e é preciso falar da imprensa vendida... Sobre as manifestações do dia 26, eu vou participar, esses deputados mequetrefes tem que entender de uma vez por todas que são eles que dependem de nós e não nós deles.

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