'Greve pelega, política, equivocada e covarde (pra não dizer canalha)', por João Batista Olivi

Publicado em 14/06/2019 12:19 e atualizado em 14/06/2019 23:34
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Manifestações contra a reforma da previdência e cortes na educação não fazem sentido
João Batista Olivi - Jornalista

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Entrevista com João Batista Olivi - Jornalista sobre a Greve Geral

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Nesta sexta-feira (14), o jornalista do Notícias Agrícolas, João Batista Olivi, comentou diretamente da Janela do Campo. a respeito da tentativa de paralisar o Páis, com o chamamento de  Geral em todo o Brasil. 

Segundo o G1, as manifestações ocorrem em 25 estados e mais o distrito federal, afetando parcialmente o setor de transportes. Para Olivi, a greve é "equivocada e covarde". Para ele, a paralisação tem atrapalhado a situação "daqueles que querem trabalhar". O jornalista realiza um contraste dessa situação com o atual quadro de desempregados no país.

Juntamente com o jornalista Aleksander Horta, também do Notícias Agrícolas, ele realiza um debate sobre a situação, mostrando imagens dos ocorridos, principalmente na Rodovia Anhanguera.

Acompanhe o comentário completo no vídeo acima..

 

 

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“Terminou sendo um ato pró-reforma”, diz Daniel Coelho

Daniel Coelho, líder do Cidadania na Câmara, disse que a tal greve geral convocada pelas centrais sindicais acabou virando um ato a favor da reforma da Previdência.

“Um fiasco, como estamos vendo. Terminou sendo um ato pró-reforma.”

Para o deputado, a esquerda se perdeu em seu discurso contra a proposta. Governadores do PT, por exemplo, tiveram de ser obrigados a reconhecer o deficit da Previdência, algo que incrivelmente ainda era negado por membros do partido.

“Não conseguiram insistir nas mentiras. O volume de informação hoje em dia é muito grande, ficou difícil para eles segurarem a mentira por muito tempo. A situação dos estados e municípios deixou explícita a mentira.”

ACM Neto, sobre greve em Salvador: “Vemos poucas pessoas gerando caos”

Assim como João Doria, ACM Neto foi ao Twitter para reclamar da greve que vem dificultando a vida dos brasileiros que querem trabalhar nesta sexta-feira.

O prefeito de Salvador e presidente do DEM lamentou que poucas pessoas paralisem toda a cidade.

“Reitero o meu respeito ao direito de todo cidadão se manifestar, ir às ruas reivindicar suas bandeiras, defender seu ponto de vista. No entanto, não é razoável que poucas pessoas consigam paralisar toda a cidade, fazendo bloqueios no trânsito”, tuitou ACM Neto.

Ele disse ainda:

“Isso gera desconforto e causa prejuízos sérios ao funcionamento da cidade. Nada justifica esse tipo de atitude. Vemos poucas pessoas gerando caos, o que é irrazoável, inadmissível.”

Aos olhos de Rui Costa (Governador da Bahia)...

A CUT divulga imagens de invasões e trancamentos de rodovias no interior da Bahia por militantes do MST.

O governador Rui Costa, do PT, está vendo tudo.

A nova desculpa para faltar ao trabalho

Em sua coluna na Crusoé, Leandro Narloch diz que existe “uma arte e uma ciência no costume de inventar pretextos para faltar ao trabalho”.

E agora, afirma, surgiu outra desculpa:

“Basta dizer: ‘estou terrivelmente preocupado com os rumos do país e com o ataque aos direitos sociais garantidos pela Constituição de 1988, por isso decidi aderir à greve geral desta sexta-feira’.”

Sem adesão do setor de transportes, greve contra reforma tem efeito limitado (no ESTADÃO)

A greve geral contra a reforma da Previdência, convocada pelas centrais sindicais, teve atos registrados em praticamente todos os Estados. Mas, sem a adesão maciça dos trabalhadores dos setores de transporte, os efeitos acabaram sendo localizados. Em São Paulo, por exemplo, os ônibus e os trens metropolitanos funcionaram normalmente durante todo o dia. Apenas o metrô teve parte das operações paralisadas.

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Manifestação contra a reforma fechou os dois sentidos da Avenida Paulista. Foto: JF DIORIO/ESTADAO

Na avaliação do cientista político Rafael Cortez, a greve é um movimento relevante como termômetro do poder de mobilização da oposição, mas não deve ter nenhum efeito prático em relação à votação da reforma da Previdência. “A greve é relevante, mas não trouxe algo de diferente do que já estava contabilizado tanto para a imagem do governo quanto para o cálculo de custo/benefício que os legisladores fazem (ao votar contra ou a favor de algum projeto)”, disse. Por isso, afirma Cortez, não deve significar algum impeditivo para o prosseguimento da agenda econômica do governo, sobretudo para a Previdência.

Para o cientista político e professor da USP Alcindo Gonçalves, a greve geral foi “bastante parcial, localizada e, de certo ponto, inoportuna”, por ocorrer no dia seguinte à apresentação do parecer do relator da reforma da Previdência na Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), que contempla “uma série de desejos da oposição e das centrais sindicais”. Para Gonçalves, é “discutível” a decisão de manter a greve durante esse processo de negociação.

“Greves gerais precisam ser convocadas em situações muito cuidadosas”, disse Gonçalves. “Da maneira como as paralisações de hoje (sexta-feira) estão acontecendo, como se fosse um grande movimento sindical, a greve passa a gerar antipatia e revolta das pessoas impedidas de trabalhar e de se locomover.”

As centrais sindicais, porém, avaliaram que a greve geral foi um sucesso. Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Pattah, o movimento demonstrou a união das centrais sindicais, em um momento em que o País conta com milhões de desempregados e desalentados. “Queríamos colocar as demandas nacionais, de busca de geração de emprego e crescimento econômico.”

Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, será feita uma manifestação ainda maior “se o governo não desistir dessa proposta injusta para a Previdência”.

Atos

Em São Paulo, houve protestos em pontos localizados da Região Metropolitana desde o início da manhã. O movimento Frente Povo sem Medo fez interrupções, por períodos curtos de tempo, em diversas rodovias e ruas, entre elas a Rodovia Hélio Smidt, que dá acesso ao aeroporto de Guarulhos, a Rodovia dos Imigrantes, em Diadema, e o acesso ao Elevado João Goulart (Minhocão). Houve paralisação nos bancos e, segundo o Sindicato dos Professores da Rede Particular de São Paulo (Sinpro-SP), 53 escolas da capital foram afetadas, de forma parcial ou total. No Estado, houve 14 detidos pela Polícia Militar.

 

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Passeata nesta sexta-feira contra a reforma e cortes na Educação. Foto: JF DIORIO / ESTADAO

No fim da tarde, foi realizado um ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, onde, além da reforma da Previdência, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi alvo dos ataques. O ex-candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, pediu a saída do ministro por causa dos áudios divulgados pelo site The Intercept. O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e também ex-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, também pediu a saída de Moro.

Bombas de gás

No Rio, a multidão que se aglomerou na Igreja da Candelária, no início da noite, chegou à Central do Brasil. Houve um pequeno tumulto pela explosão de fogos de artifício. Já perto da estação, na Avenida Presidente Vargas, manifestantes e policiais entraram em confronto e o tumulto foi dispersado com bombas de gás.

Por: Aleksander Horta e João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas/O Antagonista

4 comentários

  • Pallisser Meyri Londrina - PR

    A greve serve pra isso mesmo, atrapalhar quem está acomodado, todos querem e precisam estar bem, não é só alguns. Se precisar parar vai parar novamente, até o presidente e a jagunçada dele aprender que eles não são donos do Brasil. E que mandem os empresários se virarem pra pagar o que eles devem, E baixa o salário dos políticos, acaba com a mamata de aposentadoria dos políticos todos que trabalham 4 anos e já se aposentam, isso precisa acabar, e não derrubar o mais pobre.

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    • ELCIO SAKAIVIANÓPOLIS - GO

      Criticar é tao fácil. Quero ver a população cobrar desses políticos que julgam seus próprios salários e benefícios. Quem quer mais intervenção do estado e mais igualdade social que mude pra Venezuela e Cuba, lá se encontram governos intervencionistas e mais igualdades sociais, pois, em sua maioria, se encontram em estado de miséria.

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    • GILBERTO ROSSETTOBRIANORTE - MT

      Sim, o dono do Brasil é o PT e seus puxadinhos Psol e cia. O atual presidente só está fazendo limpeza onde determinada quadrilha estava instalada, tentando varrer fora os "administradores" que nos colocaram de joelhos. Cada um que me aparece!!!!!!

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    • EDMILSON JOSE ZABOTTPALOTINA - PR

      Sr. Pallisser, a greve serve para cabeças iguais a sua que deve ter a estrela do PT , PSOL , MST ,etc. gravada na testa . A greve serve principalmente para o Funcionalismo Público que, além de fazer baderna , faz greve em dias de semana , como a última desta sexta feira , que aliás não surtiu efeito algum . Mas serviu para um descanso , afinal de contas ela antecede ao Próximo final de semana que teremos um Feriado na quinta feira e que para a nossa decepção do setor produtivo , os Incompetentes dos Prefeitos correm para declarar ponto facultativo na sexta , ficando assim mais 4 ( quatro) dias sem trabalhar e pior nós que produzimos , ficamos com a conta .Sem direito ao feriado ou ponto facultativo. Portanto meu Sr. Reavalie sua opinião e tente mudar já que os políticos e seus puchadinhos do serviço público não tem vergonha na cara para mudar esta realidade . A não ser que você seja um destes ...

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    • PALLISSER MEYRILONDRINA - PR

      Os EUA foram o primeiro a fazer uma reforma agraria, com o presidente Abraham Lincoln. Porque o Bolsonaro não copia? Já que ele é um deus... Senhor Elsio sakai, coloca Nova York ai no seu google maps porque eles não são a favor de um presidente, que a se Jesus voltasse ele mandava torturar. Vc acredita que todos tem que se curvar pra vc, e trabalhar de graça sem qualquer direito adquirido, vai pro japão. Sr edmilson, não vou reavaliar nada. Foi com greves que as pessoas ganharam seus direitos, e ninguém tem que ser escravo de ninguém, e os politicos não precisam se aposentar a cada 4 anos, nem ganhar salarios exorbitantes. E eu nasci livre, acredito no que eu quizer. Sr Gilberto, o atual presidente esta fazendo uma limpa no Brasil, tirando a quadrilha do PT e instaurando a quadrilha dele, marginais, estupradores, milicianos, tudo que vc gosta. As coisas não acontecem só com os outros. Ha o preço do milho vai cair. E o bozo não vai liberar a grana pra agricultura. #Lulalivre #moronacadeia #familicianacadeia #fhcnacadeia

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    • EDMILSON JOSE ZABOTTPALOTINA - PR

      Sr. Palliser , você deve estar com algum problema de avaliação . Seus comentários não contribuem com absolutamente em nada ... Aqui meu amigo é Bolsonaro e a Ptzada e suas greves tem que acabar .

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    • MELINA MATTHEWS SIL -

      A nova era é nossa, não do Bolsonaro

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    Muito proveitosa está greve. Mostrou o tamanho exato da esquerda...

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    • CARLO MELONISAO PAULO - SP

      Depois de trinta anos de esquerda ainda temos o senhor VILSON que acredita que a esquerda se preocupa com os pobres----Olha a historia, VILSON !!!!!

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Extinção da justiça do trabalho já, o trabalhador e o empregador não precisam ser tutelados pelo estado para celebrar seus contratos.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Todas essas pessoas que estão aí manifestantes da esquerda), estão porque querem um governo que tire dinheiro dos empresários e trabalhadores e dê a eles, baseados num único argumento: dizem que é um direito que eles tem... Explico, embora toda a propaganda em torno da representação existente por parte das entidades, o trabalhador, aquele que trabalha, nunca apoiou e jamais vai aprovar esse tipo de atitude. Durante os governo esquerdistas era tudo forjado para tentar enganar a população que, apesar de quieta, nunca acreditou no engodo... Todos sabiam e sabem que são minorias barulhentas tentando impor sua vontade e se dar bem em cima do trabalho alheio.

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