2 lideranças do Agro mostram otimismo com os rumos do País (na produção e no consumo)

Publicado em 26/07/2019 16:02 e atualizado em 30/07/2019 09:41
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Entrevista com Carlos Augusto Rodrigues de Melo - Presidente Cooxupé, e palestra de Roberto Rodrigues, professor da FGV (-ex-ministro da Agricultura), sobre as perspectivas do Agro brasileiro
Carlos Augusto Rodrigues de Melo - Presidente Cooxupé

 

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Entrevista com Carlos Augusto Rodrigues de Melo - Presidente Cooxupé

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As reformas economicas em andamento no País já possibilitam uma acentuada dose de otimismo em setores da produção agrícola. É o caso do segmento do café, que se debate com baixos preços no mercado interncional e, simultaneamente, uma queda acentuada no consumo interno. 

Mas as mudanças na economia, como a injeção de R$ 30 bilhões no consumo já a partir de agosto (com a permissão de saques nas contas fisicas do FGTS dos trabalhadores), além de redução nas taxas de juros e quedas no CDS (credite defaut swaps), permitem vislumbrar dias melhores para a produção.

Carlso Augusto Rodrigues de Mello, presidente da Cooxupé (maior cooperativa de café do mundo, com 14 mil associados) mostra-se otimista com os preços internos, pois, segundo ele, os trabalhadores que sacarem parte do FGTS, além de diminuirem suas dividas, seguramente procurarão consumir mais alimentos.

--"E o café, que também é um alimento, certamente será beneficiado por parte dessa enorme injeção de dinheiro nos supermercados".

Já do lado da produção cabe ao ex-ministro Roberto Rodrigues, especialista em agronegócio mundial, demonstrar sua dose de otimismo diante dos numeros da FAO (braço agricola da ONU) que demonstra a necessidade de o mundo aumentar em 48% a produção de alimentos para dar conta da enorme demanda que se avizinha para os próximos 10 anos. (veja trechos da palestra de Rodrigues abaixo)... 

Nesse primeiro trecho, Roberto Rodrigues cita estudos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que trazem números de quanto o mundo precisará aumentar sua produção de alimentos nos próximos anos para atender a crescente população mundial, além de qual será o papel do Brasil nesses cenários.

Nesse segundo trecho, Rodrigues comenta sobre a importância da participação feminina e dos jovens nas ciências agrárias.

Veja acima a palestra na íntegra.

No Estadão: Boas expectativas para o agronegócio

Há uma visão de futuro pelo menos em um ministério, o da Agricultura, uma exceção no governo do presidente Jair Bolsonaro. Essa visão é estimulante e compatível com a história de sucesso do agronegócio brasileiro, o setor mais competitivo da economia nacional, e com seu papel de grande fornecedor de alimentos para o mundo. Nos próximos dez anos haverá mais 10,3 milhões de hectares plantados, segundo projeção recém-publicada, e as lavouras deverão crescer principalmente em pastagens naturais e em áreas degradadas. As colheitas deverão aumentar proporcionalmente mais que a área ocupada, mantendo-se preservada a maior parte do território. O aumento da produção, de acordo com o estudo, deverá resultar basicamente de ganhos de produtividade, como tem sido normal há décadas.

A área total das lavouras deverá passar de 75,4 milhões de hectares para 85,68 milhões. A terra destinada aos grãos deverá aumentar de 62,9 milhões de hectares para 72,4 milhões, com ampliação de 15,3% em dez anos. A produção total de grãos deverá saltar de 236,7 milhões de toneladas (volume estimado da safra 2018/19) para 300 milhões, com acréscimo de 27%, segundo o trabalho Projeções do Agronegócio.

Leia na íntegra clicando aqui

Fonte: Notícias Agrícolas

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