Delação de Palocci, a mais importante da Lava Jato, sofre bloqueio da grande imprensa

Publicado em 15/08/2019 16:23 e atualizado em 15/08/2019 20:34
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São 23 relatos, aceitos pelo ministro Fachin, envolvendo Lula, Dilma e toda a cúpula do PT, "uma organização criminosa" na definição do juiz do STF
Renato Dias - Diretor Executivo do Blog Ranking dos Políticos

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Delação de Palocci, a mais importante da Lava Jato, sofre bloqueio da grande imprensa

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No Estadão: Delação de Palocci revela ‘organização criminosa’ do PT e propinas de R$ 333 mi de empresas e bancos

A delação do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) aponta uma sucessão de ilícitos e propinas, que chegam a R$ 333,59 milhões, supostamente arrecadadas e repassadas por empresas, bancos e indústrias a políticos e partidos nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele fala em ‘organização criminosa’ do partido e aponta situações relativas a um período de pelo menos 12 anos (2002-2014).

São 23 relatos de Palocci, que passam por grandes obras de infraestrutura, contratos fictícios, doações por meio de caixa 2 a campanhas eleitorais, liberação de recursos do BNDES e de créditos do Banco do Brasil, criação de fundos de investimentos, fusões e elaboração de Medidas Provisórias para favorecer conglomerados.

Lei mais no site do Estadão

Delação de Palocci fala em propinas de até R$ 333 mi nos governos do PT (em O Antagonista)

A delação de Antonio Palocci aponta propinas que chegam a R$ 333,59 milhões –segundo ele, arrecadadas e repassadas por empresas, bancos e indústrias a políticos e partidos nos governos de Lula e Dilma Rousseff, informa o Estadão.

O ex-ministro da Fazenda fala em “organização criminosa” do PT e aponta ilícitos relativos a um período de pelo menos 12 anos, de 2002 a 2014.

Os relatos de Palocci incluem grandes obras de infraestrutura, contratos fictícios, doações de campanha via caixa 2, liberação de recursos do BNDES e de créditos do BB, criação de fundos de investimentos, fusões e elaboração de MPs para favorecer grupos.

Preso em setembro de 2016, o ex-ministro fechou delação premiada com a PF na Lava Jato. Saiu da prisão em novembro do ano passado, após a homologação do acordo.

Antonio Palocci delata 12 políticos

Na delação premiada, Antonio Palocci citou o nome de 12 políticos, incluindo ex-ministros de estados, ex-parlamentares e parlamentares em exercício, informa a Veja.

A colaboração do ex-ministro de Lula e Dilma tem 23 anexos, cada um contendo um relato de crime. Apenas um ficou no Supremo, segundo a revista. Os demais foram para São Paulo (11), Curitiba (3), Brasília (5) e Rio de Janeiro (1).

Em sua delação, Antonio Palocci também revelou repasses aos petistas Fernando Pimentel, Tião Viana e Lindbergh Farias, via caixa 2, na forma de doações oficiais, informa a Veja.

Segundo o ex-ministro de Lula e Dilma, Pimentel recebeu R$ 2 milhões da Camargo Corrêa em 2010. Viana ficou com outros R$ 2 milhões da Odebrecht, no mesmo ano, dos quais R$ 1,5 milhão via caixa 2.

Lindbergh foi quem mais recebeu, segundo Palocci: R$ 3,2 milhões da Odebrecht, também no caixa 2, em 2010.

Os relatos de Palocci incluem grandes obras de infraestrutura, contratos fictícios, doações de campanha via caixa 2, liberação de recursos do BNDES e de créditos do BB, criação de fundos de investimentos, fusões e elaboração de MPs para favorecer grupos.

Preso em setembro de 2016, o ex-ministro fechou delação premiada com a PF na Lava Jato. Saiu da prisão em novembro do ano passado, após a homologação do acordo.

R$ 3,8 MILHÕES PARA GLEISI, DIZ PALOCCI

A Veja informa que o acordo de delação firmado entre Antonio Palocci e a PF, homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF, conta com 23 anexos — que tratam de 12 políticos, entre ex-ministros de Estado, parlamentares e ex-parlamentares, e 16 empresas.

No anexo 12 da delação, o ex-ministro petista diz que Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT, recebeu R$ 3,8 milhões na campanha de 2010, quando foi eleita senadora pelo Paraná.

Segundo Palocci, a Odebrecht teria repassado R$ 2 milhões a Gleisi, via caixa 2. A OAS, de Léo Pinheiro, mais R$ 800 mil. E a Camargo Corrêa, R$ 1 milhão em um acordo que teria como objetivo enterrar a Operação Castelo de Areia no STJ.

Relator diz que houve acordo com governo para apenas um veto na Lei de Abuso de Autoridade (em O Antagonista)

Na noite de ontem (14), quase madrugada, após a aprovação da Lei de Abuso de Autoridade, o relator da matéria, deputado Ricardo Barros (PP), deu uma entrevista à TV Câmara ainda no plenário.

Além de defender a proposta, ele disse haver um acordo com o governo para que Jair Bolsonaro vete apenas o trecho que considera crime de abuso de autoridade usar de algemas ou de qualquer outro objeto que restrinja o movimento de um preso que não apresentar resistência à detenção — pelo texto aprovado, a autoridade pode pegar de 6 meses a 2 anos de reclusão.

Barros afirmou exatamente o seguinte:

“Se criou um ruído muito forte em torno disso e se o presidente entender que deva vetar essa parte do projeto, não há nenhuma resistência, foi conversado isso com os senhores líderes, embora eu considere que o texto é apropriado. Mas este é o único ponto que ficou, vamos dizer, negociado aqui que poderá haver veto e foi falado pelo líder do governo Vitor Hugo que nós aceitaríamos a negociação do veto.”

Pouco antes da votação do mérito no plenário, Ricardo Barros estava em reunião na liderança do governo na Câmara.

Leia mais no site O Antagonista

Bolsonaro analisará possíveis vetos a projeto de abuso de autoridade

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (15) que analisará junto com seus ministros o projeto de lei (PL) de abuso de autoridade, aprovado na Câmara ontem. O projeto depende apenas da sanção presidencial para virar lei. “[O projeto] vai chegar na minha mesa semana que vem. Os ministros vão, cada um, dar sua opinião, sua sugestão de sanção e alguns vetos. E vamos tomar a decisão de forma bastante tranquila e serena”, disse o presidente após evento no Clube Naval de Brasília.

Questionado sobre sua opinião a respeito do tema, o presidente concordou que há abuso de autoridade, e exemplificou com o processo a que respondeu por ter dito à deputada Maria do Rosário (PT-RS), em 2014, que ela “não merecia ser estuprada”. “Tem autoridade que pratica abuso. Eu sou réu por apologia ao estupro. Alguém me viu alguma vez [dizer] que se deve estuprar alguém no Brasil?”, disse.

“Existe abuso, somos seres humanos. Logicamente não se pode cercear os trabalhos das instituições, mas a pessoa tem que ter responsabilidade quando faz algo e fazer baseado na lei”, acrescentou.

Radares móveis

O presidente e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, também comentaram sobre a suspensão do uso de radares móveis nas rodovias, determinada pelo presidente. Bolsonaro afirmou que se fizesse parte do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), não haveria “mais nenhum radar móvel no Brasil”.

A determinação, publicada no Diário Oficial, suspende o uso de radares “estáticos, móveis e portáteis” até que o Ministério da Infraestrutura “conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade em vias públicas”.

O ministro esclareceu que existem alguns pontos das estradas onde os radares vão permanecer. O governo fez um acordo com a Justiça para manter radares em transições de áreas de rodovia rural para rodovia urbana, em seguimentos com grande incidência de acidentes, em pontos de transição de velocidade e onde exista a sinalização.

Segundo ele, são nesses pontos em que o radar cumpre seu papel que, ressalta o presidente, é salvar vidas. 

R$ 3,8 MILHÕES PARA GLEISI, DIZ PALOCCI

Por: João Batista Olivi
Fonte: Estadão/OAntagonista/Ag Brasil

2 comentários

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Outra coisa que quero falar é sobre a MP da "liberdade econômica", na minha opinião uma picaretagem sem fim, comemorada como um grande feito. Não é isso que o Paulo Guedes quer, e por esse e outros motivos a B3 voltou a ficar abaixo dos 100.000 pontos. Isso é como essa estorinha da carochinha de que o presidente norte-americano Donald Trump é culpado pela desgraça do mundo, inclusive pelo tão reclamado preço pela quase totalidade dos produtores como baixo, mas incrivelmente os chineses vem nos salvar e pululam na mídia noticias sobre o melhor preço do ano. E convenhamos, as duas coisas juntas não podem ser, ou a politica do presidente Trump ajuda os produtores ou atrapalha, reitero, as duas ao mesmo tempo não tem jeito.

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Parabéns amigo João Batista Olivi, antes quero falar daquele comentário em que desaforo os políticos, se não quiser publicar não há problema algum, digo isso por que você sempre publica tudo. Mas se de alguma maneira, qualquer comentário meu considerado pelo amigo que não esteja de acordo, não publique. Agora volto, ninguém da grande mídia está dando a devida consideração à delação do Palocci, que é de deixar qualquer um horrorizado, o PT é uma organização criminosa, esse partideco devia ser extinto, todos os políticos ligados ao partido impedidos de exercer cargos públicos pelo resto da vida, bem como seus acólitos. E mais, a imprensa também não noticiou a cachorrada do presidente da câmara Rodrigo Maio para fazer passar esse projeto, haviam 31 pessoas com a mão levantada contra a votação e ele mesmo assim levou adiante. O projeto é uma palhaçada que repete muita coisa que já existe na lei, mas seu principal propósito é blindar os políticos corruptos que estão na câmara dos deputados e no senado.

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    • Odilo Antonio Ferst Santiago - RS

      Sobre o projeto de abuso de autoridade,eu pessoalmente acho muito estranho ... não vi discussão, não vi debate da oposição ,eu assisto muito a Câmara e o Senado e não consegui ver ninguém contra o projeto..., vocês conhecem alguma coisa que o congresso aprova tão rápido na calada da noite que seja bom pra população ? Eu nunca vi ...aí tem uma cachorrada muito grande,... gostaria muito que o Presidente vetasse ...É uma lei pra favorecer bandido, ladrão do dinheiro público.

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Exatamente Sr. Odilo, penso da mesma maneira e vi o vídeo onde a oposição se manifestou contra - levantando a mão, no que foi solenemente ignorada por esse pústula do Rodrigo Maia. Não havia quórum e o presidente da câmara mandou aprovar assim mesmo. Depois não sabem por quê nosso Brasil não dá certo.

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