Bolsonaro fala amanhã na ONU ou perante a um pelotão de fuzilamento? Globalistas usam a Amazônia para atacar o Brasil

Publicado em 23/09/2019 15:59 e atualizado em 24/09/2019 09:07
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Bancos ameaçam o agro brasileiro por causa da Amazônia e do clima
Antônio Fernando Pinheiro Pedro - Advogado e Vice-Presidente da Associação Paulista de Imprensa

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Bancos ameaçam o agro brasileiro por causa da Amazônia e do clima

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Com base em novos princípios ambientais promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para combater mudanças climáticas, 130 bancos internacionais - com mais de 47 trilhões de dólares em ativos - informaram na sexta-feira que vão aderir este programa e abandonar os financiamentos no agronegócio brasileiro por conta do clima.

Ontem, aqui no Notícias Agrícolas, o advogado e vice-presidente da Associação Paulista de Imprensa, Antônio Fernando Pinheiro Pedro, criticou o movimento dizendo que o agronegócio brasileiro está sendo ameaçado por os países ricos que sempre usam algum pretexto de ocasião para atacar os trabalhos dos agricultores. “O clima muda a todo o instante mas nós não negamos a interferência humana no aquecimento global. O que estamos mostrando é, novamente, há um esforço de países ricos de obstarem o nosso desenvolvimento; não podemos esquecer que, na Amazônia, vivem, ou tentar sobreviver, 23 milhões de brasileiros”, afirma.

No tratado de Paris, os países se comprometeram a reduzir as emissões de gases estufas até a segunda metade desse século. “Isso significa um esforço de todos os países para manter a temperatura do planeta abaixo dos 2º C e esse processo seria revisado de cinco e cinco anos. Com isso, a cúpula de Nova York pretende verificar quais serão os próximos passos”, diz o comunicado.

O advogado salienta que é importante combater determinadas teses cientificas com mais informações. Nos oito meses de governo de Bolsonaro se perdeu um tempo enorme para estabelecer um critério governamental para tratar de políticas climáticas no Brasil. “Nós temos uma série de instituições que cuidam do clima e não vimos o governo federal assumir essas instituições, no máximo vimos uma troca de comando”, diz.

Nesta segunda-feira (23), o Presidente Jair Bolsonaro viajou até Nova York em que vai participar na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Será a primeira vez que ele participará do evento, que reúne anualmente a maior parte dos chefes de Estado do planeta.

“Nós estamos recebendo muitas críticas do comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) o tempo todo, simplesmente porque quem está lá não concorda com o sistema do atual governo brasileiro. O  presidente Bolsonaro precisa dar o recado e enfrentar a situação com altivez, antes que as pessoas contrárias comecem a disparar críicas infundadas; o discurso na ONU é a melhor oportunidade de não baixarmos a cabeça para a pressões dos globalistas”, diz Pinheiro Pedro

Leia mais:

>> Bancos com US$ 47 tri em ativos ameaçam abandonar financiamento ao agronegócio brasileiro por causa do clima

Amazônia é usada pelo establishment internacional (globalistas) para atacar o Brasil e o presidente Bolsonaro, diz Eduardo Bolsonaro, ao lado de Steve Bannon (no ESTADÃO)

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro e escolhido pelo pai para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos, se reuniu nesta segunda-feira, 23, com Steve Bannon. O ex-estrategista de Donald Trump e agitador de uma onda nacionalista de direita se aproximou de Eduardo durante a campanha eleitoral de Bolsonaro.

Desde então, as passagens do filho do presidente pelos EUA costumam incluir uma visita ao americano. Bannon foi demitido da Casa Branca em 2017 e escanteado pela equipe do presidente americano. Desde então, tenta fomentar pelo mundo uma onda nacionalista e populista de direita.

No seu perfil no Instagram, Eduardo Bolsonaro postou uma foto da reunião com o americano e escreveu que ambos falaram “sobre como a Amazônia é usada pelo establishment internacional (globalistas) para atacar o Brasil e o presidente Bolsonaro”. O governo Bolsonaro está sob críticas da comunidade internacional pelas políticas ambientais e aumento das queimadas na Amazônia.

O deputado integra a comitiva brasileira que acompanha Bolsonaro em Nova York, onde o presidente fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Eduardo foi escolhido por Bannon para liderar o que o americano chama de “Movimento” na América do Sul, com intuito de inspirar lideranças políticas conservadoras, nacionalistas e de direita.

Há 10 dias, fora da agenda oficial, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, se reuniu com Bannon em Washington. Uma das pautas da conversa do chanceler com o americano foi o discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral da ONU.

Por: João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Augusto Mumbach Goiânia - GO

    Eu nego a interferência humana no aquecimento global. Qual é? Vamos usar um pouco o tico e o teco. 70% do planeta é água. A floresta amazônica representa 1% da área do planeta. As pessoas deveriam ter mais senso crítico antes de ficar repetindo a mesma balela que outros imbecis inventaram. A Amazônia já deveria ter virado móveis há muito tempo, depois gado, depois agricultura. Tal qual toda a hipócrita Europa fez. Europa essa que é um dos maiores destinos de nossa madeira traficada para o exterior. Ou vocês acham mesmo que, em algum momento, existiu uma coisa chamada mogno inglês? As pessoas ficam com uma conversinha mole, hipócrita e asquerosa, como se existisse alguém sério e realmente preocupado com meio ambiente. Acorda gente. Cartas na mesa.

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