Atenção com umidade e armazenagem fazem a diferença para a qualidade do milho

Publicado em 30/06/2025 10:59
Grãos sem qualidade podem gerar descontos e tirar rentabilidade dos produtores
Gustavo Ferreira - Diretor Comercial e Operações New Ceres

Com a colheita da segunda safra de milho em andamento em várias regiões do Brasil, o alerta é para um ponto muitas vezes negligenciado: a qualidade dos grãos. Segundo Gustavo Ferreira, diretor comercial e de operações da New Series, além da produtividade, os cuidados com a umidade, as impurezas e o armazenamento são determinantes para garantir bons resultados na comercialização.

Ferreira destaca que a rentabilidade está totalmente atrelada à qualidade. “De nada adianta uma grande produção se, ao chegar nos terminais ou armazéns, o milho não atende aos padrões exigidos. Isso gera descontos, avarias ou até recusas, comprometendo o retorno do produtor”, afirma.

Entre os principais pontos de atenção estão a correta secagem e pré-limpeza dos grãos, o controle da umidade e a prevenção de impurezas, que podem favorecer o desenvolvimento de micotoxinas, como a aflatoxina. “Essas contaminações, além de impactar na conservação, impedem que o milho seja aceito nos canais de exportação”, explica.

Outro cuidado importante é evitar a contaminação cruzada entre soja e milho nas estruturas de armazenagem. De acordo com Ferreira, com o escoamento da soja ainda em andamento, muitos armazéns precisam abrir espaço para o milho, o que pode gerar riscos sanitários se não houver higienização adequada.

A capacidade limitada de armazenagem em estados como Mato Grosso e Goiás também preocupa. “A produção é maior que o espaço disponível, o que força uma logística acelerada e exige decisões estratégicas. Saber classificar corretamente o grão ajuda a definir o que pode ser armazenado por mais tempo e o que precisa ser vendido imediatamente”, orienta.

As empresas que recebem o milho seguem os parâmetros definidos pelo Ministério da Agricultura. Por isso, manter a qualidade dentro desses padrões é fundamental. “Cuidar da qualidade é garantir rentabilidade. Um olhar técnico sobre o produto pode ser o diferencial entre prejuízo e bons resultados ao final da safra”, finaliza.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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