Chuva e granizo afetam qualidade das lavouras de trigo e milho em Carazinho/RS

Publicado em 28/09/2026 16:46
Áreas de inverno e verão devem ter maior pressão de doenças, enquanto plantio da soja segue sendo preparado
Paulo Vargas - Vice-Presidente do Sindicato Rural de Carazinho/RS
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Chuva e granizo afetam qualidade das lavouras de trigo e milho em Carazinho/RS

 

As lavouras de trigo e milho de Carazinho, no norte do Rio Grande do Sul, entram em um período de maior atenção após novas rodadas de chuva forte e episódios de granizo na região. Segundo Paulo Vargas, vice-presidente do Sindicato Rural de Carazinho, os volumes acumulados entre domingo e segunda-feira superaram 100 milímetros em algumas áreas.

No trigo, que ainda permanece no campo, a preocupação está principalmente sobre as áreas em floração e enchimento de grãos. A combinação de elevada umidade e temperaturas mais altas aumenta o risco de giberela, enquanto as chuvas próximas da colheita também podem comprometer produtividade e qualidade. A região ainda avalia os efeitos da geada registrada em 7 de setembro e dos recentes episódios de granizo. Vargas ressalta, porém, que ainda é cedo para dimensionar as perdas.

Já o milho está com aproximadamente 95% da área semeada em Carazinho, principalmente entre os estádios V2 e V4. A pressão de cigarrinha permanece baixa, mas as chuvas intensas podem favorecer problemas de bacteriose e provocar perdas de nitrogênio em áreas que já receberam adubação de cobertura. Segundo Vargas, o excesso de umidade, a baixa insolação e as temperaturas menos favoráveis já reduzem o potencial inicialmente esperado para a cultura.

A área destinada ao milho cresceu ligeiramente em relação à temporada anterior. Para a soja, os produtores ainda trabalham na dessecação e preparação das áreas, com início do plantio previsto para entre 15 e 20 de outubro.

Com a expectativa de um ciclo mais chuvoso sob influência do El Niño, Vargas destaca que os produtores devem aproveitar as janelas de tempo seco para realizar a semeadura em boas condições, evitando operações em solo excessivamente úmido e problemas já na implantação das lavouras.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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